terça-feira, 22 de março de 2016

As Doenças do Mundo


Não são apenas as pessoas que ficam doentes. Hoje o Mundo está doente.

E são tantos os males que o assolam, que não consigo imaginar remédio nenhum que possa ser a cura.

Mas o vírus, ou a bactéria, que o deixam nesta situação preocupante, não é transmitido por nenhum mosquito ou fungo, o predador do Mundo é o Homem.

O Homem que se transforma em bomba, para matar seu semelhante em nome Deus, fazendo com que inocentes paguem com a própria vida pelos seus atos de estupidez.

O Homem que destrói o verde das matas, que polui o azul do céu e dos rios, que vai atrás apenas do amarelo do ouro e do branco da prata, além das pedras preciosas de todas as outras cores.

O Homem que incendeia, que derruba, que destrói, que extingue espécies, apenas para ganhar dinheiro.

O Homem que mata o seu semelhante sem sequer se preocupar com quem fica órfão de sua atitude, que rouba sem dó, que compra o silêncio dos outros como se fosse mercadoria.

O Mundo já não respira direito e, certamente, se pudesse já teria autorizado sua eutanásia. Não se alimenta direito, não pode sequer tomar água, pois a lama das barreiras rompidas é puro veneno.

Pobre Mundo moribundo, que assiste impotente o seu próprio fim, como os doentes nas intermináveis filas dos hospitais, como o povo que assiste atônito os bandidos tomarem o poder.

Pobre Mundo saudoso, dos bons tempos de sua juventude, daquele tempo em que sua filha Natureza era rainha.

Pobre Mundo que não sabia o quanto era feliz quando ainda existiam os dinossauros, que infelizmente, não voltam mais...

terça-feira, 15 de março de 2016

Caso ou Compro uma Bicicleta ?


Esta é uma das analogias mais utilizadas quando existe dúvida em relação ao que fazer da vida.

O casamento todos sabemos o que significa. A junção de duas pessoas, o compartilhamento da vida, dos dias, das opiniões, a cumplicidade, a obrigação de ter que abrir mão de algumas coisas, para que seja possível possa manter outras e etc...

Mas o que significa o “ou compro uma bicicleta?” Em uma forma simplista de pensar, imagino a compra da bicicleta como sendo um ato de liberdade, tanto de expressão, como de movimento, liberdade para ir e fazer o que quiser, sem a necessária aprovação ou negociação com outra pessoa.

E o que será mais importante nos dias atuais? Ter alguém para acordar ao lado todos os dias, ou acordar todos os dias sem ter que se preocupar se ao lado há alguém?

Eu, como certamente muitos de vocês, já passei pelos dois lados e sei que existem vantagens e desvantagens no casamento e na liberdade. Hoje, apesar de ter acabado de completar dois anos de namoro, estou com a minha bicicleta, vivendo a individualidade de chegar em casa e não me preocupar se vai ter janta ou não, se o chinelo está na sala e a toalha na cama, se está passando jogo na hora da novela, ou se quero o silêncio do meu quarto para ler um livro.

Mas é claro que o casamento também tem seus lados positivos, a companhia nas horas em que a solidão bate, ter com quem conversar sobre o dia ruim no serviço, ganhar um cafuné enquanto juntos assistem um filme e, em algumas casas e casos, chegar em casa e ter a janta pronta, um olhar carinhoso, entre outras coisas.

O ruim, é quando as desvantagens da relação se sobrepões às vantagens, quando ao invés de carinho existe a briga, quando ao invés da companhia existe a ausência, ou quando os problemas superam um olhar, um sorriso.

Na minha opinião, depois de ter passado pelos dois lados, entre casar e comprar uma bicicleta, o melhor é o meio termo, ou seja, o namoro. Namorar é tudo de bom, não há a invasão na vida do outro e ao mesmo tempo existe a segurança de ter alguém por perto para compartilhar, sorrir e até mesmo chorar. As quase inevitáveis brigas não precisam gerar grandes confusões, pois cada um vai para o seu lado e fica mais fácil de resolver os problemas. E se não resolver, não há a chatice da separação, advogados, discussões e outras coisas.

E assim, vamos pedalando, sem rumo, um dia de cada vez sempre buscando o melhor caminho possível para encontrar a felicidade.

terça-feira, 8 de março de 2016

Namoro ou Amizade


Claro que tudo na vida tem suas exceções e existem casais que se encontraram, namoraram, casaram e estão juntos até hoje, sem ter tido outros relacionamentos anteriores, mas a grande maioria não vive este conto de fadas.

Grande parte das pessoas tiveram um bom número de relacionamentos antes de se casar, ou depois de se separar e, normalmente, toda separação traz consigo dores, dificuldades, sofrimento, recordações e outros tantos sentimentos que dificultam um bom relacionamento entre os “ex”.

Claro, que também há exceção nestes casos, mas não é a regra.

Já a amizade não tem prazo de validade, não tem brigas que a rompam com facilidade e o perdão ao amigo é sempre mais fácil. Claro que estou falando de amizades verdadeiras, não das falsas amizades ou coleguismo. Falo daquelas 5 a 10 pessoas que realmente sabem tudo sobre você, se preocupam, riem e choram juntos e etc...

Então, o que fazer quando repentinamente a amizade começa a ganhar um tom mais forte, a proximidade acaba por trazer sensações diferentes e uma confusão se cria na cabeça que já não sabe 
mais se o que sente é apenas o carinho da amizade, ou o desejo de um relacionamento.

Nesse caso, é preciso pensar no que é mais importante. Ter a pessoa ao seu lado para sempre, ou seja, mantendo a amizade, ou desabafando, contando o que sente e colocando em risco a continuidade da relação, com um início de namoro.

Namorado e amigo são coisas muito distintas, o ciúme é diferente, as conversas são diferentes, os segredos são diferentes. Então ao pensar que é uma boa ideia começar a namorar um amigo, ou amiga, saiba que se um dia o namoro acabar, o que se perde não é apenas o namorado, ou namorada, perdem-se duas pessoas, e a mais valiosa, certamente é o amigo.

Quando você gosta de verdade de uma pessoa, gosta tanto que não pode nem pensar em correr o risco de ficar sem ela, não há dúvidas de que você vai preferir continuar apenas com a amizade.

terça-feira, 1 de março de 2016

A Genética das Escolhas


Nossas características físicas são definidas desde a concepção pela hereditariedade, que é estudada pela genética.

Portanto, se temos olhos verdes, nariz pontudo, conseguimos mexer as orelhas, dobrar os dedos da mão e etc., é porque herdamos essas características de nossos antepassados, das gerações que ao longo do tempo foram trazendo consigo os genes responsáveis por cada particularidade.

Mas o que define a formação da nossa personalidade, qual a genética das nossas escolhas?

É comum encontrarmos filhos que pensam, gostam e fazem muitas coisas iguais aos seus pais, nos estudos, na forma de agir e se vestir, por vezes até na carreira. Mas, também não é raro perceber filhos completamente diferentes, não só dos pais, mas também de irmãos, criados de forma semelhante.

Claro que de geração para geração houve muitas mudanças nas sociedades, nas profissões e em outros campos da vida, mas a essência das mudanças daqueles que carregam consigo os mesmos sinais da personalidade dos pais são pouco sentidas em relação aos valores, forma de pensar e agir.

No caso dos “desgarrados”, daqueles que são os diferentes, os rebeldes, por assim dizer, podemos encontrar algumas possibilidades, além, claro, da própria personalidade forte e assertiva de quem escolhe sozinho seus caminhos. A mais comum talvez seja a vontade de ser diferente pelo prazer de desagradar, de ser controverso, de não aceitar ordens de postura, de não aceitar a perda da liberdade de posicionamento. Também pode ser para chamar a atenção, serem enxergados pelos pais, notados, pois entendem que são menosprezados ou desvalorizados perante irmãos ou até mesmo outras pessoas próximas.

Antigamente, em muitos desses casos, haviam consequências graves para o rebelde, o diferente, que por vezes precisava se afastar, quando não era expulso da família, sendo considerado a vergonha, o fracasso e a figura destrutiva daquela geração.

Mas, seguindo a lógica das escolhas, como serão os filhos desses que foram diferentes, será que seguirão o mesmo caminho dos pais, ou serão os “rebeldes ao contrário”, que voltarão a seguir os costumes e valores dos antepassados ?

A resposta está no que cada um vai considerar o melhor e mais correto para si mesmo, diferente do que acontecia nos séculos passados, onde a opinião pessoal não contava tanto, hoje a escolha já não tem tanta genética. E quando tem muito das escolhas que foram diretamente influenciadas, normalmente temos acomodação, pois na tarefa falta o desejo, falta a vontade de mudar, de fazer, de crescer.

O que genética nenhuma consegue mudar, é o vírus da política, esse é complicado, pois no nosso Pais, entra geração, sai geração e as famílias que tem, ou concorrem ao poder são sempre as mesmas e os genes defeituosos, principalmente no quesito caráter não se modificaram com o passar dos anos.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...