E são tantos os males que o assolam, que não consigo
imaginar remédio nenhum que possa ser a cura.
Mas o vírus, ou a bactéria, que o deixam nesta situação preocupante,
não é transmitido por nenhum mosquito ou fungo, o predador do Mundo é o Homem.
O Homem que se transforma em bomba, para matar seu semelhante em nome Deus, fazendo com que inocentes paguem com a própria vida pelos seus atos de estupidez.
O Homem que destrói o verde das matas, que polui o azul do céu e dos rios, que vai atrás apenas do amarelo do ouro e do branco da prata, além das pedras preciosas de todas as outras cores.
O Homem que destrói o verde das matas, que polui o azul do céu e dos rios, que vai atrás apenas do amarelo do ouro e do branco da prata, além das pedras preciosas de todas as outras cores.
O Homem que incendeia, que derruba, que destrói, que
extingue espécies, apenas para ganhar dinheiro.
O Homem que mata o seu semelhante sem sequer se preocupar
com quem fica órfão de sua atitude, que rouba sem dó, que compra o silêncio dos
outros como se fosse mercadoria.
O Mundo já não respira direito e, certamente, se pudesse já
teria autorizado sua eutanásia. Não se alimenta direito, não pode sequer tomar
água, pois a lama das barreiras rompidas é puro veneno.
Pobre Mundo moribundo, que assiste impotente o seu próprio
fim, como os doentes nas intermináveis filas dos hospitais, como o povo que
assiste atônito os bandidos tomarem o poder.
Pobre Mundo saudoso, dos bons tempos de sua juventude,
daquele tempo em que sua filha Natureza era rainha.
Pobre Mundo que não sabia o quanto era feliz quando ainda
existiam os dinossauros, que infelizmente, não voltam mais...

