Há uma expressão antiga, que diz "Me diga com quem andas e direi quem tu és".
Mas, nem sempre isso é verdade e além disso, podemos criar muitas variáveis para essa frase.
Com as redes sociais e o ódio que se espalha por elas, podemos dizer " Me diga quem segues e te direi que és".
Mas não podemos generalizar, porque sabemos que muitas pessoas são influenciáveis e acabam agindo de forma completamente diferente quando estão dentro de um grupo, ou um bando, do que agem quando estão sozinhas.
Uma coragem maior do que a normal, que se cria, talvez, pela certeza de que está protegido ou escondido no meio das pessoas, ou até mesmo sentido-se fora do lugar ou já prevendo o arrependimento, mas para parecer descolado ou parte de um grupo, acaba se juntando a pessoas que nada tem a ver com ele.
Digamos que estes são as exceções à regra, que acabam "no mesmo barco" das pessoas que pensam de um mesmo jeito, agem de forma semelhante e, principalmente, refutam diferenças e não tem capacidade para respeitar opiniões divergentes.
Fanatismo e radicalização imperam entre os jovens e adultos, que lutam para conquistar mais seguidores afim de monopolizar pensamentos, promover desigualdade e transformar a democracia em guerra.
Isso não é novo, não começou agora, aliás, deve ter começado assim que a racionalidade aflorou no homem. Disputa pelo poder, pela crença verdadeira, pela razão.
Pobres tolos, que não conseguem enxergar um palmo além dos olhos cegos. Não conseguem compreender a beleza e a vastidão da mente humana, das personalidades, da liberdade de escolha e usam da maneira mais errada possível o que chamam de liberdade de expressão.
O dia que a humanidade entender suas próprias diferenças e aceitar o óbvio, que somos todos diferentes, talvez, quem sabe, não precisemos saber com quem andas, para dizer quem tu és...
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