Hoje em dia, criaram uma nova definição, ou ao menos um novo grupo de empreendedores, mas estes são empreendedores por falta de trabalho, de melhores condições, educação e possibilidades.
Por não terem mais expectativa, acabam trabalhando para os verdadeiros donos de uma ideia espetacular, que não os paga nada, não os tem sob contrato e lucram muito mais do que ele, que é quem realmente trabalha.
Nesta nova classe estão os entregadores de aplicativos, que usam o seu bem particular, moto, bicicleta ou qualquer outro veículo, para prestar um serviço para uma empresa terceira, que é quem recebe e repassa um pequeno valor ao "empreendedor".
E se tornou uma ideia tão boa, que demorou um bom tempo para que os motoristas e entregadores se dessem conta de que o custo do equipamento, a falta de segurança, a falta de suporte jurídico acabavam criando uma ilusão de ganho, que na verdade mal existe.
Não há horário de trabalho, mas não pelo lado positivo, de trabalhar apenas quando quer e precisa e sim pelo lado desumano de fazer 12, 14 horas diárias para tirar no fim do mês o dinheiro para pagar todas as contas e ainda rezar para não ter despesa com seu "ganha pão". E se não trabalharem assim, perdem prioridades, são suspensos, (sim suspensos!) por uma empresa que nem oferece sequer um mísero seguro ou plano de saúde.
Em suma, a situação global se tornou insustentável de uma forma em que as pessoas se colocam em situação de risco físico e emocional, expões seus bens, sem muitas vezes ter seguro ou até mesmo quitado o veículo, e em troca recebem uns trocados, enquanto os desenvolvedores de ideias, vivem em suas bolhas de luxo.
Realmente empreender hoje em dia ficou diferente, não é mais coisa de quem tem dinheiro e coragem e sim de quem não tem nada, além de medo...
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