segunda-feira, 25 de maio de 2020

Esperança?

Precisamos acreditar em muitas coisas no nosso período aqui na Terra.
Mas ao mesmo tempo temos que duvidar de tudo aquilo que não vemos.
Muitas pessoas tentam nos fazer acreditar no que nem elas acreditam.
Pois assim podem lucrar mais e ter coisas que não teremos jamais.

Por isso tentam a todo custo nos convencer sobre o que devemos ver.
E, claro, tudo aquilo que devemos deixar de lado, combater, repudiar.
Eles sabem que não pode haver nada pior do que nos deixar pensar.
Pois quem pensa sabe escolher e não apenas fechar os olhos e seguir.

Não podemos achar natural e cômodo ter alguém que pense por nós.
Devemos ser ativos na busca da verdade e deixar de lado opiniões.
Porque só uma opinião realmente é importante. A nossa.
Pelo que acreditamos depois de entender o que está acontecendo.

A ignorância das pessoas é a arma dos influenciadores.
Os gritos de apoio são como uma ópera para os líderes.
E as lágrimas derramadas são apenas consequência.
É possível viver acreditando apenas em si mesmo?

Sim, se pararmos de aceitar a conviver com o menos pior.
Temos que buscar o melhor, temos que achar a mudança.
Precisamos encontrar o equilíbrio perante tantos extremismos.
Mas nessa vida? Não, talvez na outra encarnação. Se ainda houver ar.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Amazônia


Desejada pelo mundo inteiro, destruída por nós mesmos.

A Amazônia continua sendo consumida lentamente pela ganância humana. E talvez o verdadeiro comportamento selvagem nunca tenha vindo da floresta, mas da forma como aprendemos a explorar tudo aquilo que pode gerar lucro imediato.

Em 2019, os números já assustavam. Segundo o PRODES, quase 10 mil km² haviam sido desmatados em apenas 12 meses. Hoje, apesar de uma redução recente nos índices oficiais, a devastação continua acontecendo em ritmo alarmante. Os dados mais atuais do INPE apontam cerca de 5.731 km² de desmatamento na Amazônia em 2025. Ainda é uma área gigantesca destruída em nome de interesses econômicos e políticos.

E o problema vai muito além das árvores derrubadas.

Falamos da destruição de ecossistemas inteiros, da ameaça constante aos povos indígenas, da perda de biodiversidade, das mudanças climáticas e do enfraquecimento de um dos maiores patrimônios naturais do planeta.

Enquanto isso, incêndios criminosos continuam acontecendo, áreas protegidas seguem pressionadas, rios sofrem impactos e a fiscalização ambiental vive em disputa permanente entre interesses técnicos e políticos.

Esse é o cenário. Destruição, egoísmo e uma assustadora incapacidade de pensar no futuro.

É difícil entender como alguém consegue enriquecer destruindo aquilo que sustenta a própria vida das próximas gerações. Talvez porque muitos acreditem que estarão mortos antes de sofrer as consequências daquilo que ajudaram a destruir.

A Amazônia deveria ser motivo de orgulho nacional. Uma riqueza natural gigantesca, admirada pelo mundo inteiro. Mas, em vez disso, frequentemente se transforma em símbolo do nosso descaso, da nossa incapacidade de preservar aquilo que jamais poderá ser reconstruído.

E, para deixar claro, o problema não está necessariamente no modelo econômico. O problema está na ausência de limite, na corrupção, na impunidade e na ganância de pessoas que parecem incapazes de compreender a diferença entre prosperar e destruir.

A Amazônia continua pedindo socorro.

E talvez o mais assustador seja perceber que estamos começando a nos acostumar com esse pedido.


segunda-feira, 11 de maio de 2020

Existe um tempo certo para começar um novo relacionamento?

Algumas pessoas precisam de anos, outras de meses, outras de semanas e existem até aquelas que arrumam um novo relacionamento dias depois de ter terminado o último.

Há alguma coisa certa ou errada nisso tudo?

A resposta é simples: não.

Cada pessoa tem seu tempo e cada casal a sua história.

Existem relacionamentos que duram uma eternidade, mas apoiados em mentiras, traições e interesses financeiros ao invés de pessoais.

Muitos casais formam diversas formas geométricas, sem que um dos membros saiba, ou seja, muitos namoros ou casamentos podem acontecer paralelamente e, quando um termina, o outro já começou e continua em andamento.

Existem relacionamentos que acabaram há muito tempo, mas o comodismo, a procrastinação e até mesmo a idade fazem com que o casal prefira viver sua farsa do que tentar começar algo novo.

Por vezes, um simples "casinho" de fim de semana é visto como namoro, mas, na verdade, não é nada. E quando aparece alguém realmente interessante, não importa se foi um dia ou um ano depois do último beijo.

E o mais importante, se você não é uma das pessoas que formam o casal, não tem absolutamente nada a ver com o tempo que outra pessoa resolveu começar um novo namoro.

Ninguém é obrigado a seguir nenhum padrão pré-determinado e nem tampouco são obrigadas a curtir mais momentos de solidão do que desejam. Assim como é absolutamente pessoal quando alguém resolve não procurar nenhum relacionamento por um tempo que, para alguns, pode ser longo demais.

Lembre-se, cada segundo que você perde cuidando da vida alheia é um segundo a menos que você vive.

Boa semana!

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Ano 2


Na minha tentativa de reescrever minha história,o pouco que consegui extrair, com certeza, dos meus dois anos de idade, foram algumas fotos amareladas pelo tempo.

O que de certa forma é até natural. A vida de uma criança de dois anos de idade não tem muita coisa de interessante, principalmente nos anos 70. Não haviam decisões erradas, não havia arrependimento ainda.

Ainda não ia para a escola, ainda morava com meus pais, apesar de meu pai sumir de vez em quando e a situação familiar estava relativamente estabilizada.

Minha mãe, que é a memória que eu tenho desses dias, não conseguiu se recordar de nada em especial. Olhamos juntos as fotos, demos risada e simplesmente agradeci, pois períodos de relativa tranquilidade foram raros na minha vida.

O Ano 3 já foi um pouco mais interessante, mas essa história ainda estou remontando e só vai aparecer por aqui no mês que vem...

Depenado

A vida ainda não achou um jeito de sair daqui. O suor brota da minha testa. Escorre pelos meus olhos e cai. Onde está minha família? O exérc...