segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Sinceridade e Verdade
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Redes Sociais:A aproximação da Distância
Usando a minha própria situação como exemplo, posso facilmente me lembrar de alguns grupos dos quais fiz parte e que a maioria dos participantes hoje faz parte apenas das boas recordações que ficam firmes na nossa memória.
Os primeiros grupos foram no colégio. Pessoas que via todos os dias da semana, e às vezes fins de semana, por mais de 10 anos e que foram se perdendo com o passar do tempo, depois da formatura.
Através dele pude reatar algumas amizades que hoje continuam muito presentes, mas, principalmente, manter um simples contato com aqueles que estavam escondidos em um arquivo na minha memória.
Contudo, depois de um certo tempo, toda a novidade entrou para a rotina e o Orkut ficou obsoleto, sem graça, sem vida e foi aí que ganhou força o Facebook.
Será que ao invés de escrever esse texto e publicar no blog e no facebook foi melhor do que seria essa conversa em uma mesa de um pub com um copo de cerveja ?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Planejamento
Fechamos os olhos e procuramos reescrever nossa trajetória, para lembrar o que alcançamos, as metas que atingimos, mas principalmente para tentar entender tudo aquilo que planejamos, mas não realizamos.
E nos preparamos para começar a planejar de novo, mas com propósitos.
Todo planejamento, na verdade, começa com organização, uma palavra mágica para que objetivos sejam alcançados. Sem organização, não há planejamento que resista por muito tempo.
Em primeiro lugar, devemos dividir o planejamento em áreas da nossa vida, distintas e tratar cada um de forma separada, apesar de todas serem interligados entre si. Cada um prioriza as áreas de acordo com o que acha mais importante e de acordo com o tempo, idade e pensamento.
As áreas a serem planejadas podem ser, por exemplo: Saúde, Trabalho, Estudos, Relacionamentos, Finanças, Espaço Físico e etc.
Na área da saúde, podemos usar como exemplo aquela pessoa que quer perder 20 quilos no ano. Esse planejamento precisa ser feito e trabalhado em conjunto com a força de vontade e autoestima.
Se você quer começar a fazer dar certo, já tem que atingir a meta logo em Janeiro, para não deixar pra depois e quando percebe está em novembro e com 5 quilos a mais.
Conseguindo isso, sua vida ficará mais limpa, com menos do passado e mais do presente, afinal, o ontem não volta mais, mas o presente nós estamos construindo e se nos organizarmos e planejarmos melhor, nosso futuro tende a ter mais agradecimentos pelas conquistas, do que questionamentos sobre o que não fizemos.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Fé e Manipulação
Porém, ao mesmo tempo em que eu acho isso importante, me incomoda um pouco a crença de que seu esforço, sua vontade, sua bondade, nada são sem a presença da fé e, mais ainda, me incomoda a passividade com relação às dificuldades, fracassos, problemas e todas as outras coisas negativas que são colocadas "na conta de Deus", tirando assim a responsabilidade pelos atos, ou pela falta deles.
A única coisa que me incomoda mais do que isso, é a manipulação da fé. Quando o frequentador da igreja, seja ela qual for, é manipulado de forma a acreditar que ele precisa "comprar" sua felicidade, sua tranquilidade, sua paz, seu sucesso profissional e financeiro.
E os Pastores, Padres e afins utilizam como arma o medo, deixando os fieis a mercê de sua vontade, sendo ameaçados a todo tempo, com o castigo Divino quando falta o dízimo, ou seja lá qual nome cada igreja escolhe dar.
É como se fosse um suborno aos céus, uma condição, que só se realizará mediante pagamento. Mas Deus certamente não precisa de dinheiro. Por vezes a comunidade é convidada para ajudar na manutenção da igreja, mas, na minha e penas minha opinião, não precisaria ajudar na manutenção das mansões daqueles que pregam o medo ao invés da fé.
A fé é invisível e não habita os templos, ela fica dentro do coração de que a tem, que a sente.
De nada adianta frequentar a igreja, o templo, as Mesquitas, se dentro do peito existe ódio, rancor, amargura. De nada adianta pagar para chegar ao céu, se aqui na Terra as suas atitudes não condizem com as suas orações.
O seu dinheiro, por mais que lhe digam ao contrário, não vai comprar sua absolvição, se é que alguém precisa ser absolvido.
Pagar para ser perdoado, depois de matar uma pessoa, arrasar uma família, até mesmo depois de uma simples mentira, não vai trazer de volta o que aconteceu.
A fé não é uma mercadoria, não tem preço e encher os bolsos das igrejas não fará com que ela seja mais ou menos eficaz.
Acredite, sim, mesmo que seja sem ver, apenas sentindo, mas fundamentalmente continue lutando, batalhando, pois nada cai do céu.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Contradições
Essas 3 palavras, unidas, formam um lema. O Lema do PCC. Sim, neste País governado por bandidos, nada menos contraditório do que outros bandidos sejam conhecidos e até tenham um lema próprio.
Somos cada vez mais prisioneiros da loucura que o Brasil se tornou.
São tantas as contradições com as quais convivemos, tantas afirmações e situações que nos colocam em dúvida e dificultam demais nosso entendimento que acabamos nos confundindo cada vez mais.
Hoje, para conquistar a paz, os homens fazem guerra. As pessoas se sentem sozinhas, mesmo quando estão cercadas de pessoas, gostam tanto do cantar dos pássaros, que os deixam presos em gaiolas, ficam felizes por serem assaltadas e voltarem vivas para casa.
São tantas coisas malucas, um conformismo tão revoltante, que acaba fazendo muito sentido. Deixamos de acreditar e deixamos a nossa vida nas mãos de incompetentes, ladrões e incapazes. Trocamos a miséria por outra miséria e achamos que estamos saindo da miséria, enquanto a miséria só aumenta.
Sofremos e choramos por amor, mas achamos o amor tão bom. Então natural sentir dor e ficar alegre, pois para nós, tudo poderia sempre ter sido pior. Transformamos em segundos o amor em ódio e depois amamos de novo aquilo que odiávamos.Temos medo de ter coragem.
Pra mim chega dessa maluquice. Vou embora para sempre... Mas semana que vem estou de volta...
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Liderança
Líder do tráfico, líder dos bandidos, líder dos conspiradores e aqueles líderes que não sabem liderar nada.
Existem também as lideranças ideológicas, líderes políticos, religiosos, estudantis, aqueles que se apegam a um tema, uma bandeira, uma ideia e passam a disseminar a sua opinião, angariando seguidores e formando grandes grupos que, por muitas vezes, os seguem cegamente, acreditando em algo que nunca viram, nem mesmo pesquisaram.
Não podemos esquecer das lideranças esportivas, mas essas são mais diversificadas e normalmente trocam de mãos com maior frequência. Uma corrida pode ter muitos líderes do seu início até o final, mas só depois que termina o campeonato, um piloto ganha o respeito e admiração, quase heroica da conquista. Um time pode permanecer na liderança de um campeonato por quase todas as rodadas, mas aquele que liderar a última, é que será lembrado.
Claro, que existem também, as lideranças positivas, os chamados líderes-natos, que desenvolvem um dom para organizar grupos e conseguir unir pessoas diferentes em torno de um único objetivo, os líderes espirituais, que pedem apenas paz e harmonia, os líderes organizacionais, que conseguem driblar egos inflados, levantar mentes depressivas, acalmar almas ansiosas e seguir em frente.
E existe um líder que não pode ser substituído, nem subestimado. Você.
Se você não toma posse da sua vida, seja impondo respeito quando se olha no espelho e se obriga a fazer o que é necessário, você precisa lançar mão de todas as outras alternativas. Seja colocando limites em si mesmo, ameaçando um final de semana divertido se não tomar a atitude necessária, seja fazendo mantras repetitivos para acreditar que aquilo que você quer é de verdade o que você precisa, mesmo que nunca tenha tentado fazer, seja criando uma aposta consigo mesmo para que você se sinta motivado para alcançar seu objetivo, ou, sendo apenas racional e entendendo que se você não fizer algo por você, ninguém fará.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Entender as Mudanças da Vida
O que eu não me lembro, mas certamente falava, ou ao menos pensava quando estava no Jardim, era "Queria crescer para poder ler e escrever" e provavelmente fazia bico.
Só que no "recreio", eu ficava assistindo os meninos do Colegial jogarem bola, achava as meninas "grandes" e mais bonitas do que as "crianças" da sala e pensava: "Nossa, será que vai demorar muito para eu chegar no colegial?". Pois é, demorou, de tanto pensar em outras coisas, na 7ª série consegui a proeza de ser reprovado e adiei por mais um ano o meu sonho e amaldiçoei, também por um ano a mais, o fato de ter crescido.
Pois é, hoje eu olho pra trás e vejo como eu fui feliz naquela época, conheci minhas amigas, que hoje são colegas de profissão, aprendi, viajei sozinho, meu trabalho requeria muito pouca responsabilidade nos primeiros anos da faculdade, minha maior preocupação era pagar a faculdade e guardar um dinheiro para ir até Ubatuba com a namorada, depois com outra, depois com outra... Falta de ir trabalhar ouvindo meu "walk-man" amarelão, preocupado com o TCC e arrependido, mas feliz, por passar noites acordado no Olympia, assistindo toda quarta-feira o Axé band, e no dia seguinte ir trabalhar, cheio de alegria e energia. Ah, a juventude! Os 22 aos 25 anos, cheio de energia, como eu queria de volta!
É, bons tempos aqueles, de recém-formado, com emprego novo, pessoas novas, novos desafios, 400 pessoas para coordenar, dirigir, prazos, casamento, separação, morar sozinho...Quanta novidade! As vezes me pego pensando como aquele tempo foi bom, poder chegar em casa, ter a janta pronta, ou fazer a própria janta, morar petinho do trabalho, menos de 5 minutinhos a pé, adquirir conhecimentos diferentes, conquistar o carinho e admiração de muitas pessoas, e fundamentalmente o respeito, a experiência de abrir a própria empresa, nossa quanta coisa boa aconteceu naquele tempo, que nem é tão distante assim...
Mas é só fechar os olhos e me transportar de verdade para aqueles dias, que a sensação de desespero volta. Nossa, pagar aluguel, condomínio, as compras, o projeto gigante no trabalho, com dias de até 54 horas, onde o único tempo para fechar os olhos era no chuveiro, as brigas, a separação, lavar a própria roupa, os momentos de solidão, o peso todo que eu ganhei nesse período.Caramba, como eu queria que tudo aquilo acabasse logo, que eu pudesse me dedicar a atender, a tocar a minha empresa, ter liberdade, viajar, conhecer novas pessoas, novos lugares, voltar a velha forma, enfim, evoluir.
Acabando de escrever as linhas acima, me lembro com uma enorme vontade de criar uma máquina do tempo e voltar alguns anos atrás, quando todo mês eu ia para um lugar do Brasil atrás do Trio. Os hotéis, piscinas tantas pessoas que entraram na minha vida, amizades reativadas, muitos shows, muitas festas, trabalhando bem menos, é, aquilo foi vida.
E eu me lembro bem que me preocupava dia e noite com o pouco dinheiro que entrava e o muito que saia, com o trabalho escasso, com os problemas da filial que abri da empresa, com o vazio que eu sentia toda vez que voltava daquelas viagens tão legais e na falta do sentido que elas tinham. Em como as pessoas que apareciam, desapareciam tão depressa, ou até mesmo de como a minha memória parecia desfocada, quando eu acordava nos hotéis bacanas, depois de voltar do trio.
É, eu decidi que precisava trabalhar mais, ganhar mais, ter um novo relacionamento, quietar, economizar, fazer as viagens que eu planejava anteriormente, comprar meu apartamento, planejar a vida com mais cuidado, sim, eu queria tudo aquilo.E é exatamente essa fase a última, antes da atual da minha vida. e não é que eu sinto falta, do namoro, das viagens a passeio, dos lugares que conheci, da retomada do trabalho, da conquista do "meu cantinho", da nova forma de me divertir, das novas amizades, de rever as velhas amizades, a época do Facebook, das decisões, da responsabilidade de cuidar de novo de muitas pessoas, do apego com todas. Mas como tudo está bem fresco na minha memória, lembro das discussões, das desconfianças, da falta das viagens sozinho, das demissões que tive que fazer, da raiva que eu passava, dos remédios que tive que começar a tomar, pois é, foi complicado e eu queria mesmo era voltar para a liberdade, montar o meu apartamento do jeito que eu sempre quis, ter minha mãe mais perto de mim, a única coisa que eu não queria mudar, era o trabalho.
E aqui cheguei, cansado, com vontade de viajar mais, me divertir mais, ter mais tempo, pois sinto que o tempo está passando. Hoje, minha maior certeza é que não vejo a hora de me aposentar, para curtir melhor o resto da vida, descansar, acordar tarde...
A única certeza maior do que essa, é que quando estiver aposentado, vou querer voltar no tempo, voltar para hoje, por lembrar como foi bom o tempo que eu vivi, enquanto estava escrevendo este texto....
domingo, 2 de novembro de 2014
Coragem Para Mudar
E o que é a Zona de Conforto?
Quando uma pessoa entra na zona de conforto no trabalho, deixa aquela garra para ganhar mais, ser promovido, ou expandir a empresa e acaba deixando de lado a preocupação com os resultados, ou individuais, ou coletivos, acreditando que o patamar atual será mantido sempre, e que este patamar é bom o suficiente para a vida atual que ela leva.
O problema é que a vida corporativa é dinâmica e o que hoje está indo "de vento em popa", amanhã pode pegar uma tempestade e com aquela morosidade e tranquilidade, a tempestade vai virar o barco.
Na vida pessoal é a mesma coisa. Por vezes mantem-se um relacionamento por comodidade, por "preguiça" de buscar mais felicidade, ou um sentimento diferente. Quando a zona de conforto se instala dos dois lados, a tendência é a monotonia eterna, a rotina desgastante.
Para evitar surpresas, é necessário sempre ter coragem para mudar. Ter coragem até para correr o risco de perder, mas sabendo que com esforço, ou com uma surpresa diferente, um gesto inesperado, pode ganhar cada vez mais, seja profissionalmente, seja afetivamente.
Mesmo que você ache que está tudo bem, precisa evitar a rotina e a monotonia. As vezes apenas para manter as coisas boas, do jeito que estão, é preciso evoluir. É preciso ter coragem de mexer naquilo que aparentemente está certo, que está funcionando, porque só podemos saber se alguma coisa vai melhorar se tivermos coragem para mudar.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Quem sou eu....Para você ??
Os dois enxergam, um vê a imagem, o outro a molda de acordo com o sentimento.
Quando me olho no espelho, o que eu vejo? E se repentinamente atrás de mim outra pessoa me olha no mesmo espelho, o que ela vê?
Será que o mesmo rosto? Ou eu vejo feiura e a outra pessoa beleza? Será que ambos enxergam o que o coração está sentindo, ou sei da minha tristeza enquanto a outra pessoa só consegue enxergar na minha imagem a alegria?
Quem somos afinal, o que vemos, ou o que os outros enxergam em nós?
Como saber o que é feio ou bonito aos olhos dos outros? Porque algumas pessoas tem anorexia? Como saber pelo olhar se uma pessoa está sendo sincera ou está atuando muito bem em uma nova versão da sua peça da mentira?
Quem me conhece há muito tempo pode interpretar uma palavra, um sorriso ou um sinal de uma forma, quem me vê pela primeira vez, e está ao lado daqueles que me conhecem, pode enxergar nas mesmas palavras, no mesmo sorriso e nos mesmos sinais algo completamente diferente, pode me julgar ofensivo, quando estou apenas brincando, pode me achar engraçado, quando estou sendo irônico, pode me achar simpático, quando apenas estou fingindo ser legal.
Quem somos então, se ao mesmo tempo podemos ser tão diferentes?
Será que somos o exterior que sorri, ou o interior que chora sem mostrar as lágrimas?
Será que somos apenas um rostinho bonito que por dentro despreza os olhares, ou podemos ser feios por fora mas bonitos por dentro?
Será que somos os preguiçosos aos olhos de quem não enxerga o nosso trabalho, ou o esforçado que batalha enquanto os outros descansam?
Podemos ser todos, mas sempre somos um só. O que difere são os olhos, nossos olhos não enxergam nem em nós, e nem nos outros, o que outros olhos enxergam.
Podemos ser bonitos e feios ao mesmo tempo, legais e insuportáveis, invejados e desprezados, amados e odiados, pois o nosso reflexo é visto de diversos ângulos e de diversas formas.
Mas o principal, é você saber quem você é para você mesmo. Se moldar de acordo com as suas crenças, ser do jeito que gosta, viver dentro do seu padrão e não tentando descobrir como está sendo visto e julgado pelos olhos dos outros.
Afinal, quem sou eu, para você ?
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Autocrítica
A autocrítica é o primeiro passo para o autoconhecimento.
Nada em nossa vida é mais importante do que o autoconhecimento, e a aceitação do que somos, de como somos e de como queremos ser.
Um momento diário de reflexão pode ser fundamental para que possamos olhar nosso interior e assim entender o que deixamos de fazer ou o que fizemos e não devíamos ter feito para que o resultado final fosse diferente do esperado.
Só não podemos confundir autocrítica com egocentrismo. A autocrítica é um processo, até mesmo um aprendizado. Temos que aprender com os nossos erros, também com nossos acertos, mas comumente quando acertamos é porque já estamos no caminho certo.
O problema é que o egocêntrico sempre acha que não erra, que tudo o que acontece de errado é fruto do acaso, do destino, ou de outras pessoas.
A autocrítica serve justamente para afastar esse pensamento inútil de perfeição que habita a mente de muitas pessoas. É a capacidade interna de cada um para realizar uma crítica de si mesmo.
Ela será muito útil para que as pessoas possam atingir metas. Se você quer aprender uma língua, com a qual nunca teve contato, tem que conhecer o seu limite de aprendizado, planejar o tempo que vai precisar e com o andar das aulas entender se está indo dentro do projetado, ou se vai precisar se dedicar mais e mais tempo para aprender dentro do prazo estipulado.
Se você quer treinar uma equipe, ou passar os seus conhecimentos, você precisa entender que o seu ritmo não será o mesmo dos seus alunos ou aprendizes e precisa se aprimorar para conseguir ter didática e paciência com aqueles que podem demorar um pouco mais para acompanhar seu raciocínio.
A autocrítica serve também para que possamos controlar sonhos e desejos, afinal, se não nos enxergamos muito bem, corremos o risco de passar por situações complicadas.
sábado, 18 de outubro de 2014
Partido Político não é Time de Futebol
Mas o que mais me irrita são os militantes partidários e aqui, sem ofensa, mas os mais chatos são os radicais tanto de esquerda como que se intitulam direita.
Parecem mesmo com torcedores fanáticos de seus times de futebol.
Detonam o jogador do time adversário, chamando de perna de pau, mascarado, ofendem de todas as formas, mas quando o seu time contrata aquele mesmo jogador, ele vira um craque, especial, gênio!
O grande problema, é que políticos não são jogadores, são representantes, na verdade deveriam ser, do povo e não só dos militantes partidários e sim do povo em geral.
Se um político, como o Collor, o Sarney, Maluf, para falar só dos antigos e tantos outros que roubaram muito no passado e eram execrados publicamente, combatidos em campanhas nas quais eram adversários, não podem virar santos e serem bons companheiros para formar uma aliança.
E não é porque eles agora são aliados, que começaram a ser bons, honestos e bonitos.
Partido político não é time de futebol. Não se pode esquecer os absurdos que foram feitos no passado em nome de alianças no presente.
Quando um jogador do time adversário faz um gol com a mão, ou em impedimento, o torcedor se revolta, reclama com o juiz xinga de todos os nomes, faz um inferno, mas quando é o seu time que faz um gol ilegal, ele se diverte da risada, zomba de todo mundo.
A regra para o time dele é diferente... Ele pode, o time dele pode.
E o militante é a mesma coisa.
Paga para tirar os bandidos condenados da cadeia, mas publica insistentemente os erros e mazelas dos "adversários", ofende quem tem ideias diferentes, mas se dói quando a ofensa é direcionada para membros do próprio partido.
Enfim, são cegos que enxergam apenas o que querem e tentam desesperadamente fazer com que outras pessoas tentem entender uma eleição como um campeonato, onde existe um ganhador e perdedores.
Enquanto tivermos pessoas e políticos assim, essa será a verdade. Os vencedores, que serão os políticos vitoriosos e os derrotados e perdedores, que somos todos nós. Até os tontos que acham que ganharam...
sábado, 11 de outubro de 2014
O Conteúdo e a Embalagem
sábado, 4 de outubro de 2014
Fé
Educação, essa é a palavra que eu acredito, hoje, ser mais importante que a fé. Pois acreditar, pode ser fácil, mas ser bom, fazer o bem, se preocupar e ajudar as pessoas são atitudes, e atitudes são mais fortes que pensamentos.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
A Mentira e a Vergonha
Vou aqui, por simples questão de comodidade, utilizar sempre como forma de colocação os fatos no masculino, apesar de sabermos que a mentira não tem gênero, é comum à todos.
Existem as mentiras para namorar, normalmente contadas aos pais, que pensam que as filhas, estão na casa das amigas, fazendo um trabalho de escola, no museu, ou até mesmo em uma viagem com as colegas de serviço, mas na verdade estão nos muros das escolas, no cinema, ou na praia mesmo, mas apenas com os namorados. Essas mentiras são prejudiciais apenas a quem conta, mas causam desconfiança, tristeza e um certo ar de impotência nos pais, que percebem que estão perdendo o controle dos filhos.
Existem as chamadas "Mentiras de Pescador", quando o camarada inventa algo muito bom que ele gostaria de ter feito, mas não fez, usando as inverdades para tentar impressionar meninas, possíveis chefes, se igualar à amigos melhores sucedidos e coisas assim.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Reconstrução
Reconstruir e derrubar de vez aquilo que está velho, acabado, feio, sujo, em desuso e no mesmo lugar reerguer outra obra, outra construção, mas com o mesmo objetivo, o mesmo intuito, talvez com mais arrojo, modernidade, mas dentro das mesmas expectativas da obra anterior.
Reconstruir está mais para reformar, mas é mais do que isso, pois quando reconstruímos alguma coisa, começamos quase do zero, um novo ponto de partida, mas com o mesmo objetivo final.
Isso é o que pra mim diferencia recomeços de reconstruções. Quando alguém tenta recomeçar alguma coisa, normalmente busca finais diferentes, mas quando reconstruímos, queremos de volta a beleza, o glamour, tudo aquilo que já nos pertenceu um dia, mas que minguou com o passar do tempo.
O importante quando tratamos de reconstrução, é saber o que levou uma pessoa, um objeto, uma construção, a tal ponto de deterioração, para que seja preciso cair de uma vez e levantar de novo, desde o alicerce principal, do molde, de um quase nascimento, depois de muito ter vivido.
Quando um prédio desaba, muitas causas e muitos vilões podem surgir. O material de baixa qualidade, o projeto errado do arquiteto ou do engenheiro, o trabalho mal feito dos funcionários, ou uma grande combinação de todos estes fatores. Quando um objeto se quebra, muitas vezes a única solução é colocar uma cola resistente para manter a aparência, mas a estrutura ficará danificada para sempre e muitas vezes ele não poderá ser reconstruído, nem consertado.
Mas quando o que parece desabar é a nossa vida, não podemos focar em encontrar situações ou pessoas culpadas. Temos que tomar a frente da nossa obra interna e tocar adiante a reconstrução, esquecendo do material fraco que utilizamos no passado, das peças de má qualidade que usamos para nos dar segurança e nem procurar os arquitetos e engenheiros que fizeram dela um emaranhado que de tão confuso pode ter causado dor e sofrimento, quando na verdade o que passava pelos nossos olhos eram apenas alegria e felicidade.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Recomeço
Um novo começo, esta é a definição da palavra recomeço no dicionário, mas na verdade, novo começo é o oposto de recomeçar. Sim, estou brigando com a gramática.
Qualquer coisa que tentamos recomeçar, na verdade tem um único objetivo, obter um novo final.
Mas eu não acredito muito em recomeços, acho que a vida é um pouco matemática, se você tentar somar 1+1 duzentas vezes, nas duzentas o resultado final será o mesmo.
Uma semana nunca recomeça, sempre se inicia uma nova, um regime nunca recomeça, sempre temos que começar um novo, senão acabamos recomeçando eternamente as coisas que nunca terminamos.
Muitas vezes erradamente confundimos um começo, com um recomeço, nos amarramos de forma tão pesada ao passado, que não percebemos que estamos dando início a coisas novas, achando que estamos, de novo, começando a mesma coisa e imaginado um novo final, enquanto na verdade temos certeza de que nada vai mudar.
Vivemos e aprendemos, com nossos acertos e com nossos erros e alguns erros tornam situações impossíveis de serem recomeçadas. Temos simplesmente que fechar os olhos, respirar e deixar pra trás.
Aceitar e não cometer o mesmo erro quando outra situação começar.
A vida não é um jogo de paciência, no qual você pode voltar algumas cartas para reposicioná-las de uma maneira diferente e assim vencer. A vida é imutável e cada gesto, atitude e ação, são irreversíveis. Não dá para desfazer e começar de novo.
Essa história de "Vamos esquecer o passado e recomeçar", não existe, o passado não se apaga, não se move, não se muda. E temos o estranho dom de lembrarmos muito mais daquilo que nos machuca, do que aquilo que nos fez bem.
Se alguma coisa chegou ao final, e o resultado não foi o que você queria, ou esperava, erga a cabeça, siga em frente e comece, não recomece. Procure coisas diferentes, experiências diferentes, momentos diferentes, pois só assim o resultado não será o mesmo.
Fuja daquilo que já aconteceu e não deu certo, escreva uma nova história, em páginas em branco, não tente rasurar o futuro para corrigir os erros do passado, a vida não tem uma borracha mágica que apaga suas palavras e atitudes. Aprenda a conviver, aceitar, assuma a responsabilidade e as rédeas dos seus dias.
Pegue o trem que vai te levar para o futuro, não adianta querer atravessar para o outro lado da linha férrea, pois pode ter certeza que lá nunca mais passará nenhum trem.
sábado, 6 de setembro de 2014
Aprender a Perder
A dor de uma perda, o inconformismo com o final de um relacionamento, a dispensa no trabalho, o encerramento da empresa, o desfecho de um sonho.
Tudo acaba, todos acabam, nós acabaremos.
O Moderno fica obsoleto, a moda vira cafona, os cabelos ficam brancos, envelhecemos.
Junte-se a isso a maluca obsessão e a dor intangível da perda daquilo que nunca tivemos.
E qual é a único sentimento capaz de fazer com que o ser humano se encontre em tamanha incoerência?
Apenas a expectativa, que traz consigo a culpa.
A culpa por não ter alcançado um objetivo proposto por si mesmo, a culpa por não ter tido coragem de falar alguma coisa para alguém, a culpa, até divina, por ter sido preterido por outra pessoa.
E aí tudo o que ficaria bom, continuou ruim, porque aquilo que seria, nunca foi.
E então a vida se transforma em um filme, um desenho animado em que nós mesmos somos os personagens e enxergamos, de olhos fechados, tudo aquilo que nunca aconteceu e esquecemos que é impossível saber o que realmente aconteceria se um minuto da vida fosse diferente do que realmente foi.
O que precisamos é efetivamente aproveitar todos os nossos momentos com aquilo que possuímos, pois se continuarmos apenas sonhando com outras coisas, não teremos nunca tempo para usufruir o que temos ao nosso redor.
Claro, que precisamos planejar o futuro, plantar os sonhos no presente, mas não podemos apenas esperar a colheita. Precisamos paralelamente viver, pois o que estamos colhendo agora, foi o que plantamos no passado.
Se uma roupa não te serve mais hoje, lembre com alegria o quanto ela lhe serviu no passado, se seus cabelos hoje estão brancos, lembre que já tiveram outra cor há alguns anos, se sente saudade de alguém, lembre que saudade só temos de quem nos fez bem. Se um bom livro acaba, lembre-se que sempre haverá um novo e se você terminar, antes de dormir, mais uma página do dia da sua vida, lembre-se de agradecer e se prepare para poder acordar na manhã seguinte, pronto para escrever mais uma página que hoje está em branco.
Mas nunca se esqueça, jamais reclame por ter perdido alguma coisa se você jamais a teve, só se perde aquilo que um dia já foi seu e se não foi, você jamais perdeu!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Sementes
Mesmo assim, com todo cuidado que dispensamos, não podemos garantir que a Colheita será 100% boa, às vezes coisas incontroláveis acontecem e levam embora muito trabalho e cuidado, deixando apenas as lágrimas.
Precisamos ser fortes, ou ainda mais fortes nestes momentos de tormenta, pois se nos deixarmos abater acreditaremos que não precisamos e nem devemos plantar mais nada, pois estaremos apenas à mercê do destino, aquele que nos pega de surpresa, o responsável pelas nossas tristezas e eventuais alegrias.
Nada disso! Precisamos olhar para frente e começar tudo de novo, acreditar no nosso potencial e acreditar que vale muito à pena ser correto e agir, assumir o controle da nossa plantação e esperar pois o momento apropriado vai chegar e a colheita será maravilhosa, cheia de frutos deliciosos, perfeitos, como foram planejados quando as sementes foram plantadas.
Também surgirão, quando menos esperarmos, lindas flores no meio do jardim, flores que deixarão tudo ainda mais bonito, que nos trarão esperança e motivação, flores que não foram plantadas, mas cujo pólen escolheu nosso jardim, não ao acaso, mas porque a certeza de bons frutos chamou a atenção das abelhas.
Quase tudo na nossa vida tem uma razão, um sentido e apesar de não podermos controlar todos que habitam nossos dias, pelo menos nossa atitude depende apenas de nós.
Afinal, este jardim é nossa vida.
Em muitos momentos, podemos até pensar que não vale à pena ser bom, ajudar, respeitar, entregar de graça um sorriso. Muitas vezes os dias nascem feios, tirando um pouco da alegria e da esperança de nossos corações, mas se mesmo assim continuarmos plantando apenas as coisas boas, os dias difíceis vão diminuir e mesmo que saibamos que eles ainda existirão, estaremos mais preparados, pois teremos sempre o antidoto para o veneno dos momentos de tristeza, os sorrisos para as lágrimas, novos sonhos para as decepções...
E se ainda assim, os seus sonhos não se realizarem, não desanime, não desista, procure alternativas, quem sabe o seu sonho não seja efetivamente aquilo que você precisa.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
A Copa, O Povo e a Política
Todas as críticas ao técnico, jogadores, Presidenta, governantes e afins retornou.
Isso é o espelho do nosso País. Ignorância e o contentamento com nada, pois é isso que a conquista da copa do mundo significaria para o povo Brasileiro. Nada.
Não sou hipócrita. Adoro Copa do Mundo, tenho um sonho de ainda assistir uma in loco, em qualquer parte do mundo, mas não senti vontade alguma em ir assistir nos estádios super-faturados daqui. A Copa foi ótima, jogos maravilhosos, intensos, placares apertados e surpreendentes, muitos gols, belos gols. Fiquei triste, por mais uma vez não ter podido assistir todos os jogos, pois batiam com meu horário de trabalho, mas todos os fins de semana e feriados, não saia da frente da televisão.
Eu adoro futebol, apesar de que diminui muito o número de jogos que vejo, pois a qualidade do futebol ficou muito ruim nos nossos campeonatos internos. Mas o futebol é diversão, é lúdico, é passatempo, exceto, claro, para os profissionais que trabalham com e para ele. Mas o resultado do jogo não muda a vida da maioria das pessoas, não traz benefícios, melhorias e nem saúde, educação ou segurança.
Pelo futebol vemos discussões irascíveis, mortes, confusões, assim como vemos em brigas de trânsito ou discussões de fanáticos políticos e religiosos, e por tudo isso, percebo que muitos humanos são menos racionais que os mais irracionais dos animais.
Quando, em 2007, foi anunciado o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, eu disse a todos a minha opinião, contrária ao evento no nosso País, pois sabia que seria apenas mais um evento no tradicional estilo "Pão e Circo" para o povo, eu já sabia que as obras não ficariam prontas, e nem se o anuncio se desse em 2000 ficariam, pois nunca houve interesse em que ficassem, sabia que seria usado dinheiro público e mesmo que fosse em 2000 ainda assim esse dinheiro seria utilizado. Já sabia que os Estádios ficariam prontos em cima da hora e com muitas coisas sem terminar e mal feitas, e assim seria mesmo que o anuncio fosse feito na época de Fernando Collor.
Ou seja, não importa qual o Partido Político, nem o presidente que estava no cargo na época do anuncio, nada mudaria, pois todos eles, TODOS são corruptos, bandidos e aproveitadores. E lembremos, que quem organiza a Copa é a FIFA, que é presidida por corruptos iguais, ou até maiores do que os nossos.
Os estádios custaram, juntos, o equivalente a mais de 20 hospitais de Ponta, ou mais de 100 Escolas de nível elevado, mas os estádios não mudaram em nada, absolutamente nada a realidade do Brasileiro.
Mesmo que nenhum estádio fosse construído, mesmo que não houvesse copa, NADA seria diferente, não haveria nenhum outro hospital, nenhuma outra escola, NADA de diferente, pois o dinheiro investido e super-faturado seria utilizado em outra coisa semelhante, invisível aos olhos da maioria e continuaríamos cegos para isso.
Politicamente, a Copa foi um tiro no pé de toda a governança, não pelo resultado desastroso do Brasil, mas por ter escancarado ao mundo o mal uso do dinheiro e se eles não fossem confiantes a ponto de acreditar que o esquecimento do país inteiro terminaria rápido demais com uma conquista, prefeririam continuar com o roubo descarado, mas distante da opinião pública e mais distante do povo que por desconhecimento acreditou que esses bilhões investidos nos estádios poderiam ser usados de outra forma.
A Política, nada tem relacionado à Copa, a visão dos eleitores deveria ser a mesma com vitória, ou com derrota. A lembrança das lambanças feitas no congresso nacional, nas assembleias legislativas estaduais e câmaras de vereadores de todo o país não deve ser ligada à lambança feita no campo de futebol.
Essa relação, mostra a completa falta de conhecimento e conhecimento só se adquire através da educação e educação é tudo o que qualquer governante desse país não deseja para os seus eleitores.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Os Invisíveis
Aqueles que podem estar em qualquer lugar, aqui inclusive, lendo sob o meu ombro.
Aqueles que podem tudo ver, mas nunca são vistos.
Aqueles que, para todo e qualquer efeito, não existem, nunca existiram e, se vocês não acreditam neles, o problema é todo seu. O problema é meu. O problema sou eu.
Não os vejo, nem os escuto, nem tampouco os sinto, e não acho que eles existam, mas estão aqui atrás de mim.
Mas a culpa é minha. Toda minha, só minha e de ninguém mais.
Agora eu arrisco. Agora eu acredito no que eu sabia, mas tinha medo de acreditar e, por isso, não perguntava.
Às vezes, o medo da resposta nos tolhe a pergunta.
Mas agora eu sei, e sei que ninguém mais está comigo e não há nada nos meus ombros, senão a queimadura do sol. Mas quem tirou meu protetor solar então?
Sim, eles estão aqui, estão aí também, lendo junto com você. Serão os mesmos que escreveram comigo?
Ou são apenas seus, e eu tenho os meus, e os outros que não vejo se sentam em cadeiras também invisíveis e assistem as pessoas ao meu redor almoçarem, descansarem, se divertirem, ou são eles que se divertem com toda a nossa confusão.
Quem são eles então? Ninguém ou todos, o escuro ou a luz, a salvação ou a perdição, ou não são. Eu acredito, mas duvido, com todas as minhas forças.
Se estão aqui, por que não me fazem parar? Apenas para rir, ou porque não podem? Por que não podem me salvar? Por que não querem?
Ou querem apenas sofrer e chorar, como se assistissem a um drama barato mexicano, ou porque apenas o meu desejo é que eles existam, mas agora estão tomando o sol da tarde em uma praia no Vanuatu.
Mas quem disse que eu quero alguém no meu ombro? Quero alguém do meu lado, junto comigo, mas que eu veja, que eu sinta, que eu enxergue...
E se mesmo assim eles ainda estiverem comigo, vendo o meu olhar de felicidade, minha reciprocidade, meu contentamento e filmarem tudo em preto e branco para passarem aquele famoso filme que passa em nossa retina pouco antes da nossa morte?
Ah, como eu queria!!! O que eu queria? Nem sei, porque sei o que quero e tudo o que quero é aquilo que me falta, mas o que me falta?
Como escreveu Renato Russo, “Essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”.
E eles por acaso enxergam, têm olhos? Sentem o olfato, têm narizes? São felizes como eu?
Mal sabem eles que a felicidade não se vê, que ela pode estar aqui, lendo sob os meus ombros e acariciando a minha orelha com um sussurro inaudível, mas como a felicidade pode fazer o mesmo por eles, se eles são invisíveis...
17/04/2014
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