segunda-feira, 29 de março de 2021

Animais Domésticos

O comércio para tratamento de animais domésticos, foi um dos que mais cresceu nas últimas décadas, isso se deve à duas coisas importantes, o amor pelos animais e a necessidade de companhia.

Sim, em muitas ocasiões um animal doméstico pode ser responsável por uma vida melhor, até mesmo para manter uma vida, tamanho o amor que recebem e são capazes de devolver às pessoas.

Muitos dizem que o amor verdadeiro só é visto nos olhos de cachorros quando reencontram o seu humano, outros que não há outra forma de conseguir tamanho carinho de outro ser vivo, entre outras tantas coisas.

Mas nem tudo são flores, por mais que cada vez mais pessoas prefiram seus bichos à seus pares, é preciso lembrar que, como todo amor, em algum momento vai haver tristeza, preocupação, saudade, até mesmo raiva e incompreensão. Assim como algumas pessoas, animais agem sem pensar, por impulso, pelo instinto e muitas vezes a reação das pessoas que os tem é semelhante à reação que têm com os humanos. Brigar, reclamar, gritar, até mesmo bater, sem perceber que a irracionalidade do bicho é menor do que a de quem briga com ele.

Existem pessoas que transferem seus sentimentos ruins para os seus bichinhos, os culpam por seus problemas, na ausência de pessoas para culpar.

Animais podem ser importantes e até fundamentais para a cura de doenças como depressão ou crises de ansiedade, mas não são descartáveis e nem tem culpa se a sua melhora, com a ajuda dele, serviu para você deixá-lo de lado.

Portanto, se você não se sente capaz de cuidar de um animal de estimação por muito tempo, se acha que vai se cansar, se pensa só no lado positivo, se delegaria à empregados toda a limpeza e cuidado, pense melhor, assim como você não gosta quando o seu par te magoa, te trai, te abandona, o pobre animal também não vai gostar, com a enorme diferença que ele não teve culpa pela suas escolhas...

segunda-feira, 22 de março de 2021

Só é possível ajudar quem quer ajuda!

Por vezes, temos boa vontade e empatia para querer ajudar o próximo, seja com coisas materiais, conselhos, opiniões e outras tantas coisas.

Mas nos esquecemos de que não podemos e não conseguimos ajudar quem não acha que precisa ou quem não quer ajuda.

Na psicologia, as coisas funcionam da mesma maneira. O paciente precisa querer ajuda, precisa procurá-la por si mesmo. Não adianta as pessoas falarem, aconselharem ou insistirem. Não há como ajudar alguém que está à força em um lugar no qual não gostaria de estar.

O que precisamos é saber nos controlar, falar sobre a vida do outro apenas se ele permitir, aconselhar apenas se ele pedir, ajudar apenas se ele entender que precisa de ajuda. Caso contrário, essa “boa vontade” se torna intromissão, e quem recebe os conselhos que não foram pedidos acaba se irritando. Isso pode abalar uma amizade ou até mesmo uma relação.

Precisamos entender que o que achamos bom para nós não serve necessariamente para o outro. As atitudes que tomaríamos não são as mesmas que outras pessoas acham ideais.

Querer viver a vida do outro com base nas nossas crenças é um erro, e querer insistir nisso, um erro que pode levar a um distanciamento cada vez maior.

Quando alguém comentar algo pessoal com você, não seja imperativo, não diga: “Por que você não faz isso ou aquilo? Por que você não muda? Por que você não tenta?”

Escute e, no máximo, pergunte se a pessoa quer conversar sobre aquilo, se precisa de alguma ideia, se quer algum conselho. Caso contrário, guarde para si e se sinta feliz por ser alguém a quem as pessoas gostam de contar ou conseguem contar detalhes da própria vida.

Apenas em caso de resposta positiva sobre o conselho ou a ajuda, entre com seus valores ou ideias. Caso contrário, mostre a quem fala que respeita as suas atitudes, mesmo que não concorde com elas, e que entende o espaço e as individualidades de cada um.

Ficar emburrado, de cara fechada, com raiva ou com qualquer outra sensação ruim porque a outra pessoa não quer fazer o que você aconselha ou o que você faria é algo irracional e sem sentido, além de mostrar ao outro que não existe a preocupação com ele, e sim apenas com os seus desejos e sua vontade de estar certo sempre.

Aprendemos todos os dias e precisamos todos os dias aprender a aceitar as diferenças.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Todo dia é Ano Novo!

Cada novo dia nos traz uma nova perspectiva, uma esperança de que as coisas podem ser diferentes, melhores ou, ao menos, iguais, quando o barco da vida flutua em mares calmos.

Há dias em que, ao contrário, a vontade é de nem levantar, pois já sabemos que, por mais vontade que tenhamos de fazer o nosso melhor, ainda assim será pouco, pois não controlamos as notícias, não controlamos as outras pessoas e muitas apenas nos decepcionam.

A única coisa certa é que todo novo dia é uma nova oportunidade. Mesmo que não seja o melhor dos dias, mesmo que precisemos apenas de paz, de descanso, é um novo dia e precisamos tirar dele o que for possível.

Todo dia começa um novo ano, um novo ciclo, e não podemos ficar esperando o tempo passar, os dias correrem, para tomarmos algumas atitudes, algumas decisões, corrermos alguns riscos.

Se ficamos sempre esperando o "ano novo" para procurar um emprego melhor, uma casa diferente, mudar nossos hábitos, cuidar mais da saúde, entre tantas outras coisas, corremos o eterno risco de ficar à deriva por um longo período e, quando nos dermos conta, podemos estar distantes demais para tentar mudar o rumo, virar o leme, ir em outra direção.

Se teve uma ideia, uma vontade, enxergou um desafio, encare, vá em frente, siga adiante. Não espere, não procrastine, não veja a vida passar pelas janelas dos pensamentos noturnos.

Nem sempre aparece uma nova oportunidade, e de nada adianta ficar pensando, depois, o que teria acontecido, como seria sua nova vida, mergulhado na preguiça da vida velha.

Acorde e proclame a si mesmo: “Feliz ano novo! Feliz vida nova!”. E diga: “Estou pronto para as novas escolhas. Permito-me um descanso. Permito-me dormir menos e trabalhar mais”. Diga a plenos pulmões: “Sou dono da minha vida e assumo as consequências do que der errado, mas vou em busca da felicidade!”.

Sejamos assim, sempre e para sempre.

Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 8 de março de 2021

A Fé e a Esperança


Fé e esperança são duas coisas distintas, apesar de, por vezes, serem usadas em situações semelhantes.

A fé envolve acreditar em algo sem que seja preciso ter uma prova ou uma evidência. Por vezes, sentir já é suficiente.

A esperança envolve o desejo de que alguma coisa aconteça e a expectativa de que aquilo possa se realizar. Podemos nos esforçar, contar com o esforço de outras pessoas ou simplesmente esperar por condições favoráveis.

Embora também possamos usar a palavra fé como expressão de confiança, gosto de pensar nessa diferença diante de situações cotidianas. Quando esperamos uma encomenda, por exemplo, sua chegada depende de pessoas e das condições do percurso. Nesse caso, faz mais sentido, para mim, dizer: “Tenho esperança de que a encomenda chegue a tempo”.

Costumamos associar a fé à religião, embora ela não se limite a esse campo, enquanto a esperança aparece com frequência nos nossos desejos mais terrenos.

O importante é que as duas se aproximam em um ponto fundamental: acreditar. Acreditar que um dia tudo pode ser melhor, que as pessoas possam ser mais empáticas, que aprendam a ser felizes sem precisar infernizar a vida dos outros, que deem sentido aos dias que passam neste globo.

Porque, aparentemente, muitas delas estão acreditando mais em lendas e mentiras do que em fatos e na ciência.

Queria ter esperança de que a educação será mais valorizada e de que a próxima geração não sairá por aí espalhando mentiras e vivendo de egoísmo. Mas a situação está tão difícil que, no lugar da esperança, eu já estou colocando a fé mesmo...

Sigamos, até onde der...


segunda-feira, 1 de março de 2021

O Carnaval e as máscaras

Esse ano o carnaval foi diferente, mas, ainda assim, houve escapadas de algumas pessoas egoístas que consideram uma festa banal mais importante do que o cuidado com a vida de outras pessoas.

Foram essas atitudes, que não se limitaram ao carnaval, mas também ocorreram no réveillon, nas eleições e nas confraternizações, que nos trouxeram ao estágio atual de contaminação.

Sem vacinas, sem políticas públicas, sem governos municipais, estaduais e federal, ficamos à mercê de nós mesmos, o que foi e ainda está sendo assustador.

Se, no carnaval, as máscaras usadas fazem parte de fantasias, na vida real elas assumem a forma da hipocrisia daqueles que fingem ser “a favor da ciência e da vida”, mas ignoram as recomendações dos cientistas para agradar figurões do mercado, da economia e do comércio.

São máscaras da loucura, usadas por quem, com palavras, leva as pessoas ao suicídio coletivo, enquanto lambuza os militares com toneladas de leite condensado e champanhe com morangos.

Há a máscara do desespero, daqueles que não abrem mão de uma aglomeração, do bar e da bebida com os amigos e depois ficam chorando desesperados quando os pais e avós estão sem oxigênio ou sem leitos disponíveis de UTI. Ou, pior ainda, mandam falsas condolências àqueles que perderam seus entes queridos por atitudes de pessoas que agem da mesma forma, ignorando o perigo real da doença.

Mas há a máscara de palhaço também, daqueles que idiotamente justificam suas farras noturnas e de fins de semana porque são obrigados a pegar transporte público lotado durante a semana, esquecendo-se ou fingindo que não entendem que, exatamente por causa desse risco, deveriam se expor menos para não contaminar outras pessoas, outras famílias.

Por fim, existem as máscaras de burros, pobres animais que são comparados com humanos. São aqueles que bradam sem fim sobre a corrupção e os “bilhões” roubados pelos governadores e prefeitos, claro, esquecendo-se completamente das compras feitas pelo Governo Federal. Em parte, estão certos, sim, porque, assim como no governo federal, nos estados os corruptos se fartam com o dinheiro. Mas abrir UTIs não é a solução. 20% dos pacientes intubados não voltam, e um número ainda impreciso, mas grande, não volta à vida normal: fica com sequelas eternas.

Clamar por leitos em meio a uma pandemia que pode ser controlada por meio de mudanças de comportamento e vacinação é tão idiota quanto aumentar os postos de enfermagem para justificar o aumento do número de soldados no meio de uma guerra. É aumentar uma faixa de rolamento na avenida para que os acidentados sejam retirados sem atrapalhar o trânsito.

É se conformar com a morte de quem vai ter uma UTI onde ficar, mas não vai sair de lá com vida. É desejar comer uma pizza com os amigos em troca de uma pessoa que, em um quarto novinho de hospital, vai ficar desesperada, sem conseguir sorver o ar e precisando de um respirador. É não se importar em ter mais pessoas doentes, infectadas, sem poder ficar com a família, enquanto se junta com outros tontos na frente do estádio de futebol.

E esses que usam com orgulho essas máscaras são os mesmos que não usam, ou usam errado, as máscaras que são obrigatórias para salvar vidas.

Pobre humanidade, de humanos desumanos...

Depenado

A vida ainda não achou um jeito de sair daqui. O suor brota da minha testa. Escorre pelos meus olhos e cai. Onde está minha família? O exérc...