Fé e esperança são duas coisas distintas, apesar de, por vezes, serem usadas em situações semelhantes.
A fé envolve acreditar em algo sem que seja preciso ter uma prova ou uma evidência. Por vezes, sentir já é suficiente.
A esperança envolve o desejo de que alguma coisa aconteça e a expectativa de que aquilo possa se realizar. Podemos nos esforçar, contar com o esforço de outras pessoas ou simplesmente esperar por condições favoráveis.
Embora também possamos usar a palavra fé como expressão de confiança, gosto de pensar nessa diferença diante de situações cotidianas. Quando esperamos uma encomenda, por exemplo, sua chegada depende de pessoas e das condições do percurso. Nesse caso, faz mais sentido, para mim, dizer: “Tenho esperança de que a encomenda chegue a tempo”.
Costumamos associar a fé à religião, embora ela não se limite a esse campo, enquanto a esperança aparece com frequência nos nossos desejos mais terrenos.
O importante é que as duas se aproximam em um ponto fundamental: acreditar. Acreditar que um dia tudo pode ser melhor, que as pessoas possam ser mais empáticas, que aprendam a ser felizes sem precisar infernizar a vida dos outros, que deem sentido aos dias que passam neste globo.
Porque, aparentemente, muitas delas estão acreditando mais em lendas e mentiras do que em fatos e na ciência.
Queria ter esperança de que a educação será mais valorizada e de que a próxima geração não sairá por aí espalhando mentiras e vivendo de egoísmo. Mas a situação está tão difícil que, no lugar da esperança, eu já estou colocando a fé mesmo...
Sigamos, até onde der...

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