Por vezes temos boa vontade e empatia para querer ajudar o próximo, seja com coisas materiais, conselhos, opiniões e outras tantas coisas.
Mas o que nos esquecemos é que não podemos e não conseguimos, ajudar quem não acha que precisa, ou quem não quer ajuda.
Na psicologia as coisas funcionam da mesma maneira. O Paciente precisa querer ajuda, precisa por si mesmo procurar. Não adianta as pessoas falarem, aconselharem ou insistirem. Não há como ajudar alguém que está forçado em um lugar no qual não gostaria de estar.
O que precisamos é saber nos controlar, falar sobre a vida do outro apenas se ele permitir, aconselhar apenas se ele pedir, ajudar apenas se ele entender que precisa de ajuda, caso contrário essa "boa vontade" se torna intromissão e quem recebe os conselhos que não foram pedidos acaba se irritando e pode abalar uma amizade ou até mesmo uma relação.
Precisamos entender que o que achamos bom para nós, não serve necessariamente para o outro, as atitudes que tomaríamos não são as mesmas que outras pessoas acham ideias.
Querer viver a vida do outro baseado nas nossas crenças é um erro e querer insistir nisso, um erro que pode levar a um distanciamento cada vez maior.
Quando alguém comentar algo pessoal com você, não seja imperativo, não diga "Porque você não faz isso ou aquilo? Porque você não muda? Porque você não tenta? e etc.
Escute e no máximo pergunte se a pessoa quer conversar sobre aquilo, se precisa de alguma ideia, se quer algum conselho, caso contrário, guarde para si e se sinta feliz por ser alguém para quem as pessoas gostam ou conseguem contar detalhes da própria vida.
Apenas em caso de resposta positiva sobre o conselho ou ajuda, entre com seus valores ou ideias, caso contrário, mostre a quem fala que respeita as suas atitudes, mesmo que não concorde com elas, e que entende o espaço e as individualidades de cada um.
Ficar emburrado, de cara fechada, com raiva ou qualquer outra sensação ruim porque a outra pessoa não quer fazer o que você aconselha, ou o que você faria é algo irracional e sem sentido, além de mostrar ao outro que não existe a preocupação com ele e sim apenas com os seus desejos e sua vontade de estar certo sempre.
Aprendemos todos os dias e precisamos todos os dias aprender a aceitar as diferenças.
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