quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Transtorno de Personalidade Esquizoide

 


Nem toda pessoa reservada sofre com isso. Mas quando o distanciamento emocional se transforma em um modo rígido de existir, podemos estar diante do Transtorno de Personalidade Esquizoide. Trata-se de uma condição psicológica marcada por um padrão duradouro de desapego das relações sociais e uma gama limitada de expressão emocional. Quem vive com esse transtorno geralmente é descrito como alguém solitário, indiferente ao afeto e pouco envolvido com o mundo ao redor.

Importante dizer que essa forma de se relacionar com os outros, ou melhor, de não se relacionar, não é simplesmente uma escolha ou traço de personalidade tímida. No caso do transtorno, há um padrão inflexível de comportamento que se manifesta desde a fase adulta jovem e afeta significativamente várias áreas da vida, como a esfera pessoal, social e até profissional.

Pessoas com Transtorno de Personalidade Esquizoide tendem a evitar interações íntimas. Raramente têm amigos próximos e frequentemente escolhem atividades solitárias. Não é que não consigam interagir, mas sim que não sentem prazer ou interesse nessas conexões. Expressam pouca ou nenhuma emoção. E mesmo quando elogiadas ou criticadas, reagem com frieza aparente.

Muitos podem confundir esse quadro com o autismo ou com a depressão, mas há diferenças importantes. No transtorno esquizoide, não há necessariamente um sofrimento consciente com a solidão. A pessoa simplesmente se sente mais confortável assim. Já em casos de depressão, por exemplo, o isolamento geralmente causa dor emocional. Além disso, ao contrário do espectro autista, o esquizoide tende a apresentar uma linguagem e cognição preservadas, sem prejuízo claro nas habilidades sociais básicas. Ele apenas não vê utilidade nelas.

As causas exatas do transtorno ainda não são totalmente compreendidas, mas acredita-se que fatores genéticos e experiências precoces de vida desempenham um papel importante. Ambientes familiares emocionalmente frios, negligentes ou imprevisíveis podem contribuir para a formação desse padrão. Em muitos casos, o isolamento surge como uma forma de proteção contra decepções afetivas ou ambientes hostis.

No entanto, viver assim cobra um preço. A ausência de vínculos, mesmo que pareça confortável, pode gerar uma vida emocionalmente empobrecida. A pessoa pode se ver presa em rotinas solitárias, afastada de oportunidades de crescimento pessoal, afeto verdadeiro e trocas significativas.

O tratamento psicológico é um caminho possível para romper com esse ciclo. Embora muitas pessoas com o transtorno não busquem ajuda por iniciativa própria, quando o fazem, geralmente por pressão externa ou por dificuldades práticas da vida, o acompanhamento pode trazer avanços importantes.

Abordagens psicoterapêuticas centradas no acolhimento, como a terapia humanista, são particularmente indicadas. Isso porque respeitam o ritmo e os limites do paciente, sem forçá-lo a adotar um padrão externo de socialização. O foco está em ajudar a pessoa a desenvolver consciência de seus sentimentos, compreender suas escolhas e, pouco a pouco, construir uma abertura emocional segura. Numa relação terapêutica baseada no respeito e na empatia, o vínculo começa a se formar. E com ele, a possibilidade de novos caminhos.

Vale lembrar que cada ser humano é único. Mesmo dentro de um diagnóstico, há nuances. O objetivo da terapia não é mudar quem a pessoa é, mas ajudá-la a viver de forma mais livre, autêntica e conectada consigo mesma e com os outros, se assim desejar.

A solidão, em si, não é um problema. Mas quando se torna uma prisão, é sinal de que algo pode e merece ser olhado com cuidado.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O incômodo de perceber que mudou

 Mudar parece uma coisa bonita quando acontece nas frases. A pessoa amadurece, aprende, supera, encontra novos caminhos e segue em frente. Tudo muito organizado, como se cada mudança viesse acompanhada de uma explicação e de uma placa indicando a direção correta.

Na vida, porém, quase nunca acontece assim.

Às vezes, percebemos que mudamos quando uma música que já significou muito toca e não provoca mais nada. Quando voltamos a um lugar do qual sentíamos saudade e descobrimos que ele ficou pequeno. Quando encontramos alguém que fez parte da nossa história e a conversa já não acontece com a mesma naturalidade. Não houve briga, decepção ou despedida. Apenas alguma coisa deixou de estar onde sempre esteve.

É estranho perceber que certas coisas continuam iguais, mas nós já não conseguimos enxergá-las da mesma forma.

Talvez o maior incômodo da mudança esteja justamente nisso. Passamos tanto tempo tentando preservar aquilo que somos que, quando finalmente percebemos que já somos outra pessoa, sentimos como se tivéssemos traído uma versão antiga de nós mesmos.

Aquela pessoa tinha sonhos, certezas, gostos, amigos e uma ideia razoavelmente definida de como seria o futuro. Algumas dessas coisas se realizaram, outras desapareceram no caminho, e muitas perderam a importância antes mesmo que pudéssemos decidir o que fazer com elas.

Um dia você gostava de sair, conversar, conhecer gente nova. Depois começa a preferir o silêncio, a própria casa e a companhia de poucas pessoas. Ou acontece o contrário. Aquilo que parecia suficiente deixa de ser. A rotina começa a incomodar. As opiniões mudam. A paciência diminui para algumas coisas e aumenta para outras. Até os medos mudam de endereço.

O problema é que nem sempre estamos preparados para conhecer essa nova pessoa que aparece no espelho.

Há uma espécie de constrangimento em admitir que já não queremos o que dizíamos querer. Parece incoerência, fraqueza ou falta de personalidade. Então insistimos em hábitos, relações e escolhas que combinavam com quem fomos, mas já não conversam com quem nos tornamos.

Continuamos frequentando lugares dos quais desejamos ir embora. Mantemos conversas que terminaram há muito tempo. Defendemos ideias nas quais já não acreditamos completamente. Fazemos tudo isso porque reconhecer a mudança pode exigir explicações que nem nós sabemos dar.

As pessoas também cobram alguma permanência. Gostam de dizer que você mudou como quem apresenta uma acusação. E talvez tenham razão. Você mudou. Só não significa necessariamente que tenha se tornado melhor ou pior. Significa apenas que o tempo passou por você e deixou marcas.

Nem toda mudança representa crescimento. Algumas são cansaço, proteção, decepção ou simples perda de interesse. Outras acontecem tão devagar que só percebemos quando já não conseguimos voltar. E talvez nem queiramos voltar, embora ainda sintamos saudade.

Esse é outro incômodo difícil de explicar. Podemos sentir saudade de quem fomos sem desejar ser aquela pessoa novamente.

Tenho saudade de algumas versões minhas. Da ingenuidade com que acreditavam em certas coisas, da facilidade com que se encantavam e até dos erros que cometiam sem imaginar as consequências. Mas eu sei que já não caberia nelas. Seria como tentar vestir uma roupa antiga que ainda guardamos por carinho, mesmo sabendo que não serve mais.

Perceber que mudamos também significa admitir que algumas partes da nossa história terminaram sem cerimônia. Não houve uma última vez anunciada, uma despedida adequada ou qualquer aviso. Apenas fizemos alguma coisa pela última vez e seguimos vivendo sem saber.

Talvez seja por isso que mudar incomode tanto. Porque toda mudança carrega uma pequena despedida, e nem sempre sabemos de quem estamos nos despedindo.

Às vezes, daquilo que fomos.

Em outras, daquilo que imaginávamos que ainda seríamos.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Psicologia da Autoestima


A autoestima é uma das peças-chave do bem-estar emocional. Embora muitos a associem apenas à vaidade ou à autoconfiança, ela vai muito além disso. Ter autoestima não significa se achar melhor do que os outros, nem viver sem críticas internas. Trata-se de reconhecer o próprio valor, aceitar imperfeições e compreender que é possível ser digno de amor, respeito e cuidado, exatamente como se é.

Do ponto de vista psicológico, a autoestima é construída desde a infância. Nossos primeiros contatos com o mundo moldam a forma como nos enxergamos. O modo como fomos acolhidos, elogiados, repreendidos ou ignorados deixa marcas profundas. Pais que reconhecem os esforços dos filhos, mesmo quando eles erram, ajudam a formar uma base de autoestima mais sólida. Já ambientes onde o amor é condicionado ao desempenho ou à obediência absoluta tendem a gerar adultos que duvidam do próprio valor.

Mas nem tudo está definido na infância. A autoestima é algo que pode ser fortalecido ou enfraquecido ao longo da vida. Relações amorosas, amizades, ambiente de trabalho e até o modo como nos comparamos com os outros nas redes sociais influenciam diretamente nessa construção interna. Pessoas que se cobram em excesso, que se anulam para agradar ou que têm medo constante de decepcionar alguém, geralmente carregam feridas nessa área.

A psicologia humanista, linha que utilizo em meu trabalho, nos convida a olhar para a autoestima como um reflexo da nossa autenticidade. Carl Rogers, um dos principais nomes dessa abordagem, acreditava que todo ser humano tem dentro de si uma tendência natural à autorrealização, mas que muitas vezes é interrompida por exigências externas. Quando tentamos nos encaixar em modelos que não respeitam quem somos, passamos a nos ver como inadequados. Isso fere nossa autoestima.

O processo terapêutico, nesse sentido, é o caminho para resgatar o amor-próprio. Ao criar um espaço de escuta empática, livre de julgamentos, a terapia nos permite identificar as crenças limitantes que nos acompanham desde sempre. É comum descobrirmos, por exemplo, que aquela sensação de “não ser suficiente” não veio de dentro, mas foi aprendida. E o que é aprendido, pode ser transformado.

Fortalecer a autoestima não é sobre se convencer de que tudo está bem. É sobre se permitir ser humano. É aprender a ser gentil consigo mesmo nos dias bons e, principalmente, nos dias difíceis. É poder dizer “eu errei” sem se anular, e também “eu mereço” sem culpa. É respeitar os próprios limites e reconhecer suas conquistas, mesmo que pequenas.

Um ponto importante é entender que autoestima não é estática. Ela pode oscilar. Há fases em que nos sentimos mais seguros e outras em que duvidamos de tudo. Isso é natural. O que importa é perceber essas variações sem se perder nelas. Ter consciência das próprias emoções, desenvolver autocompaixão e estar cercado por vínculos saudáveis faz toda a diferença.

Se você sente que sua autoestima tem sido um desafio constante, saiba que não está sozinho. Muitas pessoas vivem com dúvidas profundas sobre seu valor, mesmo que do lado de fora pareçam fortes. Buscar apoio psicológico pode ser o início de uma jornada transformadora. Não para se tornar outra pessoa, mas para se reencontrar com quem você sempre foi.

A autoestima é um exercício diário. Começa ao se olhar no espelho com mais acolhimento e se perguntar: “O que posso fazer hoje por mim?”. Às vezes, o simples fato de se permitir descansar, dizer não ou pedir ajuda já é um grande passo.

Você não precisa provar seu valor para ninguém. Você já tem valor. E merece reconhecê-lo.


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Enterrado


Queria apenas que fosse possível voltar de onde eu vim.
E então não precisaria me entregar a você dessa forma.
Os grãos de areia se misturam com as lágrimas dos meus olhos.
Sentado sobre meu próprio túmulo, com as flores que eu mesmo comprei.

Desisti da salvação.
Entreguei meu coração.
Queriam tanto que eu fosse alguém,
Mas me abandonaram como se eu fosse ninguém.

Enterrado no fundo da minha própria alma,
Me sinto tão pequeno.
Eu queria ser livre,
Mas cortaram as minhas asas.

Enterrado e com pedras por cima de mim.
Mas mesmo assim o sol me atinge e sinto o sal do suor.
Me declaro culpado por me fazer sofrer.
E a minha sentença agora é o silêncio.
 

Os 4 Tipos do Transtorno de Personalidade Borderline

 


O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição mental complexa, caracterizada por instabilidade emocional, dificuldade nos relacionamentos, autoimagem negativa e comportamentos impulsivos. No entanto, dentro desse diagnóstico, especialistas identificam diferentes subtipos, conhecidos como os 4 tipos do transtorno borderline, que ajudam a compreender as nuances dessa condição. Conhecer esses tipos pode auxiliar no desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais personalizadas.

1. Borderline Impulsivo

O tipo impulsivo é marcado por comportamentos de risco e impulsividade extrema. Pessoas com esse perfil podem agir sem pensar nas consequências, envolvendo-se em atividades perigosas, como abuso de substâncias ou direção imprudente. Além disso, é comum que enfrentem dificuldades para controlar explosões de raiva.

2. Borderline Desesperado ou Dependente

Este tipo apresenta características de dependência emocional e medo intenso de abandono. A pessoa pode se esforçar excessivamente para agradar os outros, mesmo que isso a prejudique. Esse padrão muitas vezes resulta em baixa autoestima e comportamentos que buscam validação constante.

3. Borderline Persecutório ou Paranoide

Aqui, os indivíduos podem apresentar pensamentos paranoides e sentimentos de desconfiança em relação aos outros, especialmente em situações de estresse. Eles podem interpretar comportamentos neutros como hostis ou rejeitadores, o que contribui para conflitos nos relacionamentos.

4. Borderline Autodestrutivo ou Depressivo

O tipo autodestrutivo é caracterizado por comportamentos que sabotam o próprio bem-estar, como automutilação, negligência pessoal e pensamentos suicidas. Esses indivíduos frequentemente experimentam um sentimento profundo de vazio e desesperança, tornando a vida cotidiana um desafio constante.

Independentemente do tipo, o Transtorno de Personalidade Borderline requer um tratamento estruturado que combina psicoterapia e, na maioria dos casos, medicação. A terapia é uma ferramenta fundamental para ajudar os indivíduos a compreenderem seus padrões de comportamento e desenvolverem habilidades emocionais e sociais.

A Terapia Comportamental Dialética (DBT), por exemplo, é amplamente utilizada no tratamento do TPB. Essa abordagem foca em ensinar habilidades práticas, como regulação emocional, tolerância ao estresse e melhoria nos relacionamentos interpessoais. Além disso, ela ajuda a pessoa a construir uma vida que considere significativa, reduzindo comportamentos autodestrutivos.

Outras abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Humanista e a Psicoterapia Baseada em Mentalização, também são eficazes. Estas ajudam a pessoa a reavaliar pensamentos distorcidos, entender suas emoções e melhorar a forma como interpreta as intenções dos outros.

Embora a psicoterapia seja o pilar do tratamento, em alguns casos, a medicação é indicada para gerenciar sintomas específicos, como ansiedade, depressão ou impulsividade extrema. Antidepressivos, estabilizadores de humor e antipsicóticos podem ser prescritos, dependendo das necessidades individuais do paciente.

É importante ressaltar que a medicação não é uma solução isolada. Ela funciona melhor quando combinada com a terapia, permitindo que o paciente lide com os sintomas enquanto trabalha nas causas subjacentes do transtorno.

O TPB afeta profundamente a vida do indivíduo e suas relações, tornando um tratamento abrangente indispensável. A integração da terapia com a medicação cria um ambiente de suporte onde o paciente pode aprender a reconhecer e modificar padrões prejudiciais, além de aliviar os sintomas que dificultam o progresso.

Além disso, o apoio de familiares e amigos é fundamental no processo de recuperação. A conscientização sobre o transtorno pode reduzir o estigma e promover interações mais empáticas, favorecendo o bem-estar emocional do paciente.

Embora o Transtorno de Personalidade Borderline seja desafiador, é importante lembrar que ele não define quem a pessoa é. Com um tratamento adequado, combinado com terapia, medicação e apoio, é possível alcançar estabilidade emocional, construir relacionamentos saudáveis e viver uma vida significativa. Cada passo no caminho da recuperação é uma vitória e deve ser celebrado como tal.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Síndrome de Korsakoff

 


A Síndrome de Korsakoff é um distúrbio neuropsiquiátrico grave caracterizado pela perda significativa de memória e confabulação, ou seja, a criação de histórias para preencher lacunas de memória. Comumente associada ao alcoolismo crônico, essa condição está relacionada à deficiência de tiamina (vitamina B1), essencial para o funcionamento adequado do cérebro.

A principal causa da Síndrome de Korsakoff é, portanto, a carência de tiamina, frequentemente associada ao abuso de álcool prolongado. O álcool não só reduz a absorção dessa vitamina no trato gastrointestinal, mas também afeta a sua conversão em uma forma utilizável pelo organismo. Além disso, a má alimentação comum entre pessoas com dependência alcoólica contribui para a deficiência nutricional.

Embora o alcoolismo seja a causa mais comum, a síndrome também pode surgir em outras condições que afetam a absorção ou o uso de tiamina, como desnutrição severa, anorexia nervosa, cirurgias bariátricas, e doenças crônicas que prejudicam o metabolismo.

A Síndrome de Korsakoff compromete principalmente a memória de curto e longo prazo. Os pacientes apresentam dificuldade em criar novas memórias e frequentemente preenchem essas lacunas com informações inventadas, sem a intenção de enganar. Além da amnésia, outros sintomas incluem desorientação, mudanças de humor e dificuldades na coordenação motora.

O impacto na vida social e profissional é significativo. As pessoas com essa síndrome podem se tornar dependentes de cuidados constantes, pois a capacidade de realizar atividades diárias de forma independente é severamente afetada. As relações familiares também podem ser prejudicadas, uma vez que a falta de reconhecimento de eventos ou pessoas gera frustração e sofrimento tanto para o paciente quanto para seus entes queridos.

O tratamento da Síndrome de Korsakoff envolve a administração de tiamina por via oral ou intravenosa, especialmente nas fases iniciais. Além disso, é crucial interromper o consumo de álcool para evitar a progressão da doença. Suplementos vitamínicos, alimentação balanceada e acompanhamento médico contínuo são essenciais para a recuperação.

A reabilitação cognitiva também desempenha um papel importante. Técnicas que ajudam a melhorar a memória residual e a desenvolver estratégias de compensação são frequentemente utilizadas por terapeutas ocupacionais e neuropsicólogos.

Embora a recuperação total das funções cognitivas seja rara, a terapia humanista pode desempenhar um papel importante no bem-estar emocional e social do paciente. Focada na valorização do ser humano como um todo, essa abordagem busca compreender o indivíduo em sua totalidade, promovendo um ambiente terapêutico acolhedor e empático.

No contexto da Síndrome de Korsakoff, a terapia humanista pode ajudar o paciente a lidar com a frustração, o isolamento e o sentimento de inadequação. Trabalhar a autoaceitação e a resiliência é fundamental para promover uma melhor qualidade de vida, mesmo diante das limitações. A abordagem humanista também pode envolver a família no processo terapêutico, ajudando-os a compreender a condição e a desenvolver estratégias de apoio mútuo.

A Síndrome de Korsakoff é uma condição debilitante, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem minimizar seus efeitos. Além da intervenção médica, o suporte emocional e psicológico é essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família. A combinação de cuidados médicos e a abordagem humanista reforça a importância de tratar o ser humano em sua integridade, promovendo dignidade e esperança, mesmo diante das dificuldades.

Depenado

A vida ainda não achou um jeito de sair daqui. O suor brota da minha testa. Escorre pelos meus olhos e cai. Onde está minha família? O exérc...