segunda-feira, 26 de novembro de 2018

The in between is mine

Quem gosta do rock dos anos 90 e segue acompanhando as bandas desde lá sabe que a frase acima é de uma música do Pearl Jam, chamada I Am Mine, que, literalmente, significa "Eu sou meu".

A frase: "I know I was born and I know that I'll die. The in between is mine. I am mine." sempre me chamou a atenção desde a primeira vez que ouvi a música – sensacional, por sinal – e traz um significado importante. "Eu sei que eu nasci e eu sei que eu vou morrer; o que há entre esses dois pontos é meu. Eu sou meu."

Isso significa que esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte, o que chamamos de vida, nos pertence. Devemos fazer dele o melhor possível. Significa também que não devemos deixar nosso bem mais precioso nas mãos de outras pessoas. Não podemos esperar que a felicidade, a paz e todas as outras coisas boas cheguem apenas através dos outros. Temos que ter o controle dos nossos dias e dos nossos passos, sem depender das escolhas e vontades de quem já tem a própria vida para cuidar.

Justamente por isso, também não devemos nos intrometer nem cuidar da vida de outras pessoas. Cada um sabe as razões e os motivos por trás das escolhas que faz. Se para mim algo não parece certo, não me cabe julgar, porque certamente muitas das coisas que eu faço, e acredito serem as melhores para mim, são consideradas escolhas erradas aos olhos de outros.

Todos somos diferentes, por mais que façamos parte de grupos parecidos ou que a maioria das pessoas ao nosso redor nos pareça similar. Internamente, sempre haverá algo particular, só nosso, da qual não podemos abrir mão para agradar alguém ou para nos sentirmos aceitos. Ao deixarmos de lado parte da nossa essência, automaticamente estamos perdendo um pouco de nós mesmos.

Eu aprendi que viver é assim. Eu faço as minhas escolhas, me arrependo, me orgulho, fico feliz, choro... mas sempre evoluindo e sabendo que o responsável por estar onde estou sou eu – e mais nada, mais ninguém.

Quando eu for embora, terei certeza de que talvez não tenha tido a melhor vida do mundo, mas estarei convicto de que foi a vida que eu escolhi e que foi a melhor que eu consegui me proporcionar.

Seja você também posse de si mesmo e viva! Não espere que a vida passe.

Boa semana!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Depressão Pós-Parto

Como o próprio nome indica, esse tipo de depressão ocorre após o nascimento de um filho. Diferentemente do que muitas vezes se pensa, sabe-se que, além das mães, alguns pais também podem enfrentar esse quadro.

Ainda assim, a depressão pós-parto é muito mais comum nas mães, pois está frequentemente relacionada a alterações hormonais, além de uma série de possíveis acontecimentos no período pré e pós-natal.

É fundamental ressaltar que a depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou sinal de fraqueza. Assim como qualquer outro tipo de depressão, ela exige acompanhamento e tratamento especializado.

Além das alterações hormonais, diversos fatores físicos e emocionais podem contribuir para o desenvolvimento da depressão pós-parto, como:

  • Mudanças no corpo da mulher, que podem gerar insegurança ou sensação de perda da atratividade;
  • Dificuldades para dormir;
  • Estresse;
  • Problemas financeiros;
  • Ausência de suporte do pai;
  • Medo de assumir a nova responsabilidade;
  • Entre outras situações desafiadoras.

Outro ponto importante é a predisposição à depressão, que pode ser influenciada por:

  • Histórico de depressão pós-parto em gestações anteriores;
  • Falta de apoio familiar ou do parceiro durante a gravidez;
  • Diagnóstico pré-natal de possíveis complicações no bebê;
  • Violência doméstica antes ou durante a gestação;
  • Episódios de depressão antes ou durante a gravidez.

Os sintomas são similares aos da depressão, como sentimento de tristeza e desesperança na maior parte do tempo, sem uma razão aparente, e perda de interesse pelas atividades diárias.

Em casos mais graves, podem surgir pensamentos relacionados ao suicídio ou um conflito interno envolvendo a ideia de fazer mal ao bebê, ao mesmo tempo em que o desejo de protegê-lo permanece forte.

Se você ou alguém próximo apresentar vários dos sintomas mencionados, procure ajuda! A depressão não é frescura e pode ser muito mais perigosa do que muitos imaginam.

Desejo uma excelente semana a todos e até a próxima!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Medo de não ter mais medo


Eu sempre tive muitos medos. Desde criança e até hoje, me sinto feliz em ter medo. Como já escrevi aqui no blog, o medo nos salva de muitas situações e é importante para nos conscientizar sobre o que pode ser feito com segurança e o que é arriscado demais e desnecessário.

Mas uma das coisas que mais me dá medo hoje é justamente o medo de não ter mais medo. Com a violência crescente e os cenários incendiários que se desenham, temo que nossas precauções já não sejam mais eficientes.

Por que vou ter medo de sair à noite, se em plena luz do dia vejo pessoas sendo assaltadas, carros sendo roubados, disparos contra a vida sendo feitos? Por que vou ter medo de usar um relógio ou até mesmo uma joia, se vejo pessoas sendo mortas mesmo tendo apenas um telefone celular com a tela quebrada? Por que vou ter medo de ficar doente, se posso, mesmo saudável, ser alvejado dentro de um leito de hospital?

De que adianta ter medo da depressão, se a maioria das pessoas vai achar que estou com frescura?

Para que ter medo da ansiedade excessiva, se vão confundir com pressa desmedida?

De que adianta o medo, se não consigo mais me proteger?

Precisamos ser fortes para manter nossos medos e não deixar a vida à deriva, vivendo despreocupados, como se nela não houvesse valor. Precisamos manter nossos medos para que não reste apenas o último, que é o medo de viver.

Boa semana!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Poder dos Outros

Tenho uma resposta quase padronizada para muitas perguntas diferentes sobre meus posicionamentos: respeito.

Por não viver a vida de outras pessoas e por trabalhar essencialmente com a empatia, não me sinto apto a julgar ninguém. Por isso, respeito e aceito as opiniões de todos, mesmo quando são completamente opostas ao que penso.

Dito isso, quero escrever brevemente sobre algo que me chama atenção: o poder que muitas vezes atribuímos aos outros.

Claro, as pessoas ao nosso redor têm um papel essencial em nossas vidas. Médicos, professores e outros profissionais que dedicam suas carreiras a nos ajudar merecem nosso reconhecimento. No entanto, percebo que, cada vez mais, muita gente atribui poder a quem nem sabe que o possui.

Com o aumento do uso da internet, vimos o surgimento de inúmeras pseudocelebridades. Elas se juntaram a atores, cantores e esportistas e passaram a ocupar um novo espaço de influência, sendo chamadas de influenciadores digitais.

E o que aconteceu? Essa galera começou a ganhar muito dinheiro e "seguidores" simplesmente por expor opiniões. Ou, como vimos em cenários como as eleições, ganhar dinheiro vendendo suas palavras como se fossem convicções. E se eles conseguem viver disso, é porque há algo de verdade nesse fenômeno. Muitas pessoas acabam tomando decisões importantes baseadas no que essas figuras dizem, mesmo sem conhecê-las de verdade.

Passaram a acreditar cegamente em influenciadores e deixaram de pesquisar, de entender por si mesmos, de formar suas próprias opiniões.

Será que precisamos disso? Será que não somos capazes de mudar para melhor por nós mesmos?

Precisamos ler mais, pesquisar mais, saber mais. Caso contrário, corremos o risco de ser orientados por pessoas que nem sequer acreditam no que pregam — indivíduos que apenas ganham dinheiro para repetir o que outros, com menos carisma ou coragem, não dizem.

Está na hora de começar a valorizar quem realmente merece: nós mesmos.

Ótima semana!


Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...