segunda-feira, 25 de novembro de 2019

O Lugar da Mulher é onde ela quiser ( Do Homem também )

Estamos em 2025 e, no mundo todo, ainda existe muito preconceito e muita gente, infelizmente não só homens, que insiste em querer definir o que é “coisa de mulher” ou “coisa de homem”.

Evoluímos muito nos últimos 40 anos, isso é indiscutível, mas ainda não chegamos sequer ao meio do caminho para o completo entendimento de que o lugar da mulher é onde ela quiser.

Até mesmo na construção civil as mulheres estão ganhando espaço e acabando com as piadas idiotas dos machistas que diziam “Vai levantar um muro”. Se elas quiserem, vão e levantam muito melhor do que aquele tonto que só sabe falar.

Com satisfação vejo várias mulheres fãs de esportes, e não só torcedoras, mas comentaristas que entendem muito do assunto. Meninas falando de NFL enquanto muitos homens nem sabem o que isso significa.

A mesma baboseira se aplica quando dizem que um homem não deve limpar o banheiro de casa, lavar louça ou fazer a janta para a esposa e os filhos. Quando uma “mãe de homem” reclama que o filho precisa de uma esposa que cozinhe, limpe a casa, cuide dos filhos e etc., enquanto o “coitadinho” fica assistindo TV porque teve um dia cansativo no trabalho.

Precisamos ainda evoluir muito, por exemplo, na área profissional, onde os salários são incompatíveis, os cargos diretivos são desproporcionais e a beleza ainda conta mais do que a eficiência.

Se a mulher quer usar um vestido longo e ir à igreja, depois voltar e cuidar do lar, ótimo. Se ela quer usar um shorts e ir ao bar tomar uma cerveja, ótimo também. Afinal, antes de serem mulheres, são pessoas, são humanas que têm o livre-arbítrio para seguir o caminho que quiserem. E se, ao invés de julgarem umas às outras, simplesmente vivessem suas vidas, seriam mais felizes.

Faça o que quiser, apenas não tente fazer com que outras pessoas façam o mesmo que você. Cuide da sua roupa, dos seus gostos, da sua religião, das suas crenças. Não encha o saco de quem pensa diferente de você.

Tenho certeza de que assim você terá dias melhores.

Boa semana!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Consumismo

Comprar aquilo que não precisa e muitas vezes não ter como pagar define o que é consumismo.

E isso pode ocorrer por vários fatores, desde transtornos mentais até pressão social.

A compulsão por comprar é mais comum em pessoas solitárias, que acabam buscando uma compensação ou distração nessa atividade, seja fazendo compras aleatórias em lojas de rua ou em shoppings, seja on-line, o que hoje é ainda mais comum.

Isso pode parecer inofensivo, mas em determinadas situações pode acabar sendo perigoso e se tornar um vício.

Pessoas consumistas tendem a se tornar acumuladoras, ficam sem espaço em casa e às vezes alugam depósitos para guardar suas bugigangas.

Programas de TV nas madrugadas também impulsionam negativamente pessoas a fazer compras desnecessárias, aproveitando-se do estado emocional de quem enfrenta insônia, depressão ou estado depressivo, para empurrar bijuterias ou aparelhos para casa que, em sua grande maioria, não serão usados.

Some-se a isso a dificuldade financeira em que as pessoas consumistas se metem, fazendo dívidas, parcelas e comprometendo dinheiro que talvez nem tenham para pagar o que não vão usar, ficando com o nome restrito para futuras necessidades.

Além disso, pessoas frágeis emocionalmente compram coisas que até são úteis, mas de marcas mais caras, porque querem fazer parte de grupos, acham que vão ser notadas pelo celular que usam, pelo tênis que está nos pés, pelo boné que colocam na cabeça, mas se esquecem de que quem vai notar mesmo são as operadoras dos cartões de crédito, os bancos ou até amigos que emprestam dinheiro para suprir o consumismo da vaidade.

Compre o que precisa, com o dinheiro que pode gastar, para não ter uma dor de cabeça que remédio nenhum pode curar.

Boa semana.


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Orgulho

Ter orgulho pode ser algo muito bom, ou muito ruim.

Não há mal nenhum em sentir orgulho ao fazer um bom trabalho, ao alcançar uma meta ou quando vê um filho conquistar algo e se sente parte dessa vitória. O orgulho, quando nasce do esforço, da superação e da conquista, é saudável. Ele motiva, fortalece e dá sentido ao caminho percorrido.

Mas há um outro tipo de orgulho, aquele que nos impede de reconhecer erros. É o orgulho que fecha o diálogo, que não permite pedir desculpas e que cria muros onde deveriam existir pontes. Há pessoas que até admitem as próprias falhas para si mesmas, mas não conseguem se desculpar diante do outro. E isso acaba corroendo relações e afastando quem mais importa.

Quando o orgulho se torna exagerado, ele deixa de ser virtude e se transforma em egoísmo ou narcisismo. A pessoa passa a se colocar acima dos demais e, aos poucos, perde a capacidade de se conectar com sinceridade. O resultado é o isolamento, o afastamento e uma falsa sensação de superioridade.

Há também o orgulho disfarçado de afeto, aquele que alguns pais ou líderes sentem pelos filhos ou pelos colaboradores. À primeira vista parece admiração, mas no fundo é uma tentativa de se colocar no centro das atenções. Em vez de celebrar o esforço do outro, acabam se apresentando como os verdadeiros responsáveis pela conquista.

Pais verdadeiramente orgulhosos de seus filhos valorizam o esforço, reconhecem o aprendizado e se alegram com a vitória. Já os que se orgulham de si mesmos colocam o sucesso dos filhos como consequência do próprio incentivo, como se o mérito fosse compartilhado de forma desigual.

É importante incentivar, ajudar, orientar e apoiar. Mas é ainda mais importante saber valorizar o empenho e a trajetória de quem alcança um objetivo. O verdadeiro orgulho é aquele que reconhece o esforço e se alegra com a conquista alheia sem precisar ser o protagonista da história.

Sinta orgulho do que faz, mas nunca precise diminuir alguém para parecer maior.
Quem precisa reduzir os outros para ser notado já se mostra menor do que imagina.

Boa semana.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...