Eu, particularmente, sou muito devagar para entender algumas coisas. Termos que a geração mais nova usa, não entendo praticamente nenhum e também tenho muita dificuldade em entender indiretas.
Nas raras vezes que recebo alguma, pelo menos eu acho que são raras, a pessoa depois tem que acabar me explicando, brava claro, por eu não ter entendido e continuado conversando como se aquela "indireta" fosse um assunto corriqueiro.
Imagino que, como eu, outras pessoas também tenham dificuldade de entender o que é uma inderita e o que é uma conversa normal e não é por falta de inteligência, ou atenção. É simplesmente porque pessoas como eu, preferem enxergar o simples, o fato, aquilo que realmente está sendo dito, sem precisar fazer uma interpretação.
Então, para nós, é difícil entender porque uma pessoa que quer dizer algo, ou reclamar de algo, fica usando exemplos aleatórios para tentar se fazer entendida.
Uma coisa que aprendi e uso comigo nesses quase 25 anos de formação em psicologia e depois de ter conhecido à fundo a vida de algumas centenas de pessoas, é que muitos dos problemas que aparecem na vida são frutos de complicações desnecessárias.
Ser simples é como andar em linha reta e apenas desviar dos obstáculos que encontramos no caminho, mas muitas pessoas, como as que gostam de indiretas, preferem elas mesmas encher o caminho de obstáculos, pegar caminhos que são cheios de curvas que ligam nada a lugar nenhum.
Perdem tempo, saúde mental e ainda tem que lidar com a raiva causada por elas mesmas, ao perceber que a indireta passou longe do objetivo, porque existem pessoas como eu.
Se precisar falar, fale, se quiser alguma coisa diferente, peça, se quiser fazer alguma comparação idiota, faça, mas avise do que se trata.
O resultado vai ser o mesmo, o tempo vai ser menor e ninguém se sentirá obrigado a tentar interpretar o que você está falando!
A comunicação é uma dádiva, use-a corretamente!