sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lugares

Lugares

São Paulo foi onde eu nasci, também onde cresci e Guarulhos é a cidade na qual estou aos poucos envelhecendo.

Mas no meio desse caminho acabei passando por diversos lugares e lugarejos, seja em busca de paz, de folia, ou apenas de conquista profissional.
Ainda enquanto criança desprovida de desejos e de memória ausente, soube que sai do Estado de São Paulo pela primeira vez e bem pequeno parti de avião para Corumbá, no MS, terra de minha mãe e de parentes que tive o prazer de rever quando retornei para lá em 2017. Foram pouco mais de 40 anos distante, mas cada um dos 3 dias que passei por lá me encheu de felicidade. Pelas pessoas, pelo acolhimento e pelas aventuras e lugares maravilhosos que pude ter e conhecer no Pantanal.

Ainda criança, fui para Santos, por onde passei em outras oportunidades. Primeiro para conhecer a Vila Belmiro, e mais recentemente, com amigos passear pela cidade e até visitar o Museu do Pelé.

Pelas fotos sei que estive em São Roque aqui no interior do Estado. E sem fotos, mas com tênue lembrança, sei que passei por Mandaguari e Maringá no Paraná.

Como minha família por parte de Pai é do Interior de São Paulo, estive em Promissão, Lins, São José do Rio Preto e José Bonifácio, cidades destes meus familiares e parentes, lugares que, com exceção de Rio Preto, onde tenho ido com frequência em virtude do trabalho, nunca mais visitei e lá se vão uns 35 anos.

A minha única lembrança de “Bonifácio” é um sorvete gigante dentro de um abacaxi, que nem deve ser tão grande assim hoje, mas que para uma criança, realmente era...

Depois, conheci os municípios praianos de Guarujá, Bertioga e São Sebastião.

Nos tempos da faculdade conheci Ubatuba e Caraguatatuba, para Ubatuba, aliás, eu fui muitas vezes, sozinho, acompanhado de namoradas, ex-esposa, amigas, enfim, é um lugar que eu gosto muito, mas para o qual também não volto já há algum tempo.

Já trabalhando, nas férias, fiz algumas aventuras com meu grande amigo Ken em dois anos consecutivos. No primeiro ano conheci Novo Horizonte em São Paulo e pela primeira vez sai “sozinho” do estado indo para Três Lagoas no MS, de lá para Caldas Novas em Goiás, depois para Araguari em MG e por fim, Araxá, também em Minas. O Curioso é que nenhuma dessas cidades foi planejada, tirando Novo Horizonte. Decidimos os destinos nas rodoviárias e de acordo com o que restava nos bolsos.

Mas, antes da segunda viagem com meu Amigo, no mesmo ano da primeira viagem, logo após ter me inserido no Universo do axé, fui conhecer Belo Horizonte, para ir atrás do Trio no Carnabelô.

No ano seguinte, na segunda viagem com o Ken, conheci o NE, mais especificamente a Bahia.

Fomos para Bom Jesus da Lapa, decisão essa feita pelo nome, no guichê da rodoviária e assim como na primeira viagem, ao acaso paramos em Ibotirama e por fim chegamos no Paraíso que é ( ou era ) Lençóis, que de todos os lugares, é o mais bonito que eu conheci e para onde voltei mais uma vez, mas já há vinte e cinco anos atrás. Passei pouco mais de 6 horas em Seabra, enquanto ficava esperando o ônibus para ir até Lençóis. Assim, como no ano anterior passei algumas horas em Itumbiara-GO e em Catanduva-SP, esperando para ir a outra cidade.

Nessa época, eu provavelmente já tinha passado por Osasco, Santo André, São Bernardo e Diadema, que quase não contam. E da grande São Paulo hoje já conheço Mauá e Arujá, além das próximas Mairiporã e Atibaia e é claro Barueri. E como meu irmão morou bastante tempo no “Interior”, conheço Jundiaí e Campo Limpo Paulista.

Mas, continuando com o passado, o início da minha era do Axé me levou à Campinas e Valinhos. Comecei a namorar uma Baiana, meu primeiro relacionamento sério e ela me levou para Cruz das Almas, na Bahia, para conhecer a família e depois para Feira de Santana, onde passei apenas uma ou duas noites.

Meu segundo relacionamento sério, também foi com uma pessoa de fora de São Paulo, ela me levou pela primeira vez para o Ceará, fomos para Fortaleza, que hoje é o meu cantinho preferido no mundo, depois fomos para Quixadá, lugar bucólico, mas onde o calor faz o chão “tremer”.

Depois veio o Casamento e as viagens se tornaram apenas a trabalho. Foi então que passei mais de mês, tirando os fins de semana, no Rio de Janeiro e lá conheci também São Gonçalo. Nesta mesma época, fui também para Presidente Prudente e Piracicaba no interior de São Paulo.

Quando voltei a ser solteiro, em uma das maluquices que cometemos, acabei passando um fim de semana em Niterói. Assim como fui para Botucatu e Itatinga, o que já não foi uma maluquice, muito pelo contrário.

Rio de Janeiro, aliás para onde além do trabalho fui para os shows de Axé e durante algum tempo fui muito mais do que gostaria.

Depois, por conta de uma amiga especial, conheci Florianópolis. Maravilhosa! e Balneário Camboriú em Santa Catarina, lugares para onde eu ainda quero voltar.

Depois de alguns anos reencontrei um amigo maluco e veio a fase Brasil das Micaretas, quando eu passei por mais lugares.
Fortaleza ( de novo e de novo e de novo... ), Aquiraz e Maracanaú no CE, Natal e Parnamirim no RN, Alfenas em Minas Gerais, Ribeirão Preto, Rio Preto, Goiânia, Vitória – ES, até mesmo Aparecida em São Paulo, sempre que voltávamos de carro do Rio, Salvador, Arraial D'Ajuda e Porto Seguro na Bahia, Campos do Jordão, Itu, Sorocaba, São José dos Campos, Jaguariúna e Americana, todas no interior de SP, mais próximas à Capital.

Nos últimos anos, em virtude do trabalho acabei aumentando a lista de cidades. No Sul, Porto Alegre, Eldorado do Sul, Curitiba, São José dos Pinhais e Cascavel.
No interior, foram verdadeiras descobertas, cidades como São Sebastião da Grama, Bady Bassit, Colina e Brodowski, além de Itupeva, Franca, São Manoel, Barretos, Jaú, Mirassol, Bauru, Limeira, Tatuí. Extrema em Minas, Camaçari na Bahia, Contagem, Uberaba e Pirapora em Minas


Depois que a idade chegou, as viagens à passeio aumentaram e acabei por passar em vários lugares maravilhosos, como Maceió, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Marechal Deodoro nas Alagoas, Mata de São João e Morro de São Paulo na Bahia, Bonito no Mato Grosso do Sul, Lambari em MG, João Pessoa na Paraíba, Tamandaré e Ipojuca em Pernambuco, Aracajú no Sergipe e o último Estado até agora o Maranhão, São Luís. Passei alguns dias em Buenos Aires, e um dia em Montevidéu e Punta Del Este, que foram os primeiros lugares fora do País que conheci. Em 2016 foram meus primeiros 15 dias na Europa, em Londres, onde pude ver como o Mundo é culturalmente diferente e como aqui ainda precisamos evoluir bastante.

 

Enfim, uma diversidade de lugares, mas que são poucos, devido ao infinito que ainda há para ser explorado em nosso país e no resto do Mundo.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...