terça-feira, 22 de setembro de 2009

E Então Apareceu o ASA !!!!


Depois de acordar, tomar banho e tentar secar a mortalha com o ferro, coloquei uma bermuda "normal" e fui para a casa do meu amigo. Fiquei sabendo que ele foi assaltado no dia anterior e provavelmente ele só ficou sabendo no domingo também... Mas vamos combinar cá entre nós, levar carteira com documento, cheque e etc. para o bloco é coisa de inexperiente....

Enfim, o porteiro interfonou para o apartamento dele e então fiquei no hall o aguardando, me sentindo meio estranho... Talvez por não ter acordado direito, eis que repentinamente me dou conta que estou tomando uns cascudos e escutando um monte de desaforos... Minha grande amiga, que era namorada do meu amigo ( Nossa amizade nasceu por causa dela ) apareceu " do nada " e me viu com a camiseta do ASA e deduziu o que estava acontecendo... Foi uma tragédia. O Pior é que poucos minutos depois ele aparece, todo arrumadinho, pois iria para a delegacia antes de ir para o bloco. Enfim, fiquei quase 10 anos sem rever minha ex amiga e quando a encontrei foi por puro acaso em uma feira que tinha nós dois como público alvo, mas vamos voltar ao domingo e ao bloco.

Diferentemente do sábado, quando o trio começou eu ainda estava "inteiro" e o vocalista do tal Asa de Águia estava tocando a sua guitarrinha e deu para perceber que tocava bem, o ritmo me pareceu legal, mesmo sabendo que o ritmo das menininhas que balançavam com a música ajudava bastante...
Enfim, foi muito mais divertido do que sábado, de controle de qualidade ligado e esperto, aproveitei bem o dia e na segunda-feira já estava comprando " A Lenda" que era o CD mais novo da banda.

Eu, então, já sabia que não ia mais largar essa vida, que iria ser mais um maluco a pular atrás do trio, mas já sabia de qual banda eu gostaria mais. Só que 1995 já estava acabando e apenas consegui ir a uma festa, em uma mansão, e ai eu entendi o significado da palavra festa... Só não tinha ainda aprendido a saber como chegava em casa...

E até hoje tenho as duas camisetas do CarnaSampa em casa... Porque ??? Lembra que minha amiga me viu na portaria da casa do meu amigo e que ele desceu todo arrumadinho porque tinha que ir para a delegacia ? Pois bem, até hoje ela deve achar que eu queria arrastá-lo para o bloco...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Viagens ao Mundo do Axé

Tudo começou em Agosto de 1995, quando fui arrastado para a Av. Sumaré para o primeiro CarnaSampa da história.
Logo eu, um ex-cabeludo, roqueiro e crítico ferrenho de meu melhor amigo, que já naquela época ia atrás de todos os trios que apareciam no Brasil. Eu dizia que ele era doente, para não utilizar os termos piores que não precisam ser publicados, mas costumava brincar falando que se passasse o caminhão da Ultragaz tocando aquela musiquinha insuportável ele saia atrás feito um bobo pulando.

Pois bem, como ele já era conhecido no meio, virou membro da organização do evento e me deu de presente a “mortalha” do Bloco Nana Banana do Chiclete com Banana.
Reclamei, relutei, mas como era caro e ele ficou chateado, resolvi aceitar.

No sábado saímos da casa dele, com uma camiseta branca e laranja, um shorts laranja ( que hoje não usaria nem se ele pedisse “Pelo Amor de Deus” ), bonezinho e “Mamãe Sacode” na mão. Logo que chegamos no início da Sumaré, compramos as duas primeiras latinhas de cerveja e comecei a olhar o “movimento”. Confesso que o clima foi sedutor e comecei a achar que a ideia poderia não ser assim, tão ruim. Cerveja vai, cerveja vem e repentinamente um cara esquisito com um paninho na cabeça apareceu em cima de um palco móvel e começou a cantar músicas que eu nunca havia escutado, enquanto isso mais latinhas vieram e foram Eu no auge dos meus 22 anos me animei com as menininhas e já nem escutava mais música nenhuma e nem lembrava do meu amigo, talvez nem lembrasse de mim mesmo...

A última lembrança, ainda meio que vaga, foi de ter pego metrô para voltar para casa, mas não me lembro em que estação fui parar, nem tampouco a hora, mas sei que conseguir abrir a porta de casa e que já era tarde, bem tarde, pois todos estavam dormindo.

Minha próxima recordação é o telefone do meu quarto tocando e eu atendendo sonolento. Do outro lado da linha, meu amigo me fazendo uma pergunta estranha – “Com que Mortalha você está ?” . Eu olhei para o chão do quarto e nada vi. Disse a ele que ligaria em seguida. Levantei, cambaleando coloquei uma roupa e saí do quarto para ir procurar a roupa do dia anterior. Para meu total espanto, pendurada no varal estava uma camiseta Azul, que eu sabia ser do outro bloco do evento, o "Tô dentro", da mais desconhecida ainda, pra mim, banda Asa de Águia. Perguntei para a minha avó o porque de ela ter lavado a camiseta, pois no domingo teria que sair com ela de novo e voltei para o quarto “coçando a cabeça”, pensando como poderia ter voltado com uma mortalha diferente daquela que usei no sábado.

Enfim, retornei a ligação ao meu amigo e ele também estava com a mortalha trocada e assim como eu, não tinha ideia do que tinha acontecido. Foi meu primeiro dia, de muitos e desde este primeiro dia, aprendemos que vamos para o bloco juntos, mas sempre voltamos separados...

O Domingo, do Asa, foi outra história, para outro dia, mas foi o começo de uma nova paixão...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...