quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Palavras ao Vento



As vezes é surpreendente como as pessoas interpretam de forma tão diferente o que queremos dizer quando falamos, ou como ignoram completamente as nossas palavras.

Normalmente existem 3 tipos de ouvintes: Aquele que te procura para ouvir suas palavras, seus conselhos, absorver um pouco do seu conhecimento sobre determinado assunto, para debater seu ponto de vista, enfim, para "crescer", somar, participar.

Existe também aquele que finge te ouvir, mas na verdade está em outro plano, em outra dimensão, esperando avidamente pelo fim da conversa, sem entender, se interessar, sem mesmo efetivamente escutar uma palavra do que está sendo dito, simplesmente por julgar não precisar ouvir nada a respeito daquele assunto, ou por estar entediado, apressado ou obrigado a estar em um lugar que não gostaria.

E existem aqueles que fazem você perder seu tempo, sua saliva, seu pensamento. Aqueles que tem curiosidade para saber o que você pensa sobre aquilo que eles não acreditam, não vão seguir, nem vão se lembrar. Que julgam inúteis opiniões adversas, que não aceitam exemplos, por se julgarem superiores ou diferentes e que apenas procuram nas palavras alheias uma única coisa, a confirmação de seu próprio pensamento. Quando essa confirmação não aparece, a conversa perde todo o sentido, pois não há uma chance de reflexão, uma parada para pensar no assunto.

Esses "reis" donos da verdade, normalmente se perdem em seus atos, se distanciam da realidade e acabam empacotados em seus próprios pensamentos e atitudes.

Eu, particularmente, evito hoje em dia falar muito. Economizo minha voz, minha garganta para aqueles que realmente precisam, ou querem me ouvir.

Para todas as outras situações, prefiro o silêncio, já joguei muitas palavras ao vento...

Photo by Vinicius Wiesehofer on Unsplash

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