terça-feira, 25 de agosto de 2015

Paciência


Com os dias cada vez mais agitados, a cobrança por resultados mais incisiva e o tempo sendo algo cada dia mais valioso, fica difícil encontrar pessoas que ainda tem um pouco de paciência sobrando.

Até porque paciência não combina nem um pouco com ansiedade, que em contrapartida, em virtude de tudo o que escrevi acima é cada vez mais comum.

A paciência é uma qualidade do ser humano que tem autocontrole suficiente para suportar situações irritantes do dia-a-dia e manter a calma e a concentração.

Ser paciente significa tolerar os erros, próprios ou alheios, diante situações e fatos indesejados. Ser perseverante em relação à espera sobre respostas que demoram a chegar, se manter tranquilo em uma fila interminável enquanto aguarda a sua vez, entre outras tantas coisas que parecem ser simples, mas para pessoas ansiosas são extremamente complicadas.

Eu escuto muito a expressão “ Perdi a paciência”, por exemplo quando se espera por alguma coisa ou alguém. Ou “Paciência tem limite” quando mesmo uma pessoa relativamente calma passa por situações de espera insuportáveis.

Mas a vida ensina como encontrar a paciência. Seja através de sustos, através de consequências desastrosas para aqueles que agem impulsivamente, ou do inevitável arrependimento.

Quando começamos a dar mais valor para os dias que ainda não vieram e começamos a pensar que sem calma eles podem não chegar, tendemos a respirar mais, aceitar mais, relevar mais. Claro, de acordo com a personalidade e características de cada um.

Uma coisa é certa, se todos fossem um pouco mais tolerantes e outros menos abusados, a convivência seria melhor e a paciência seria apenas um joguinho de baralho...


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Escuro


Quem tem medo do escuro?

E quem nunca teve esse medo ?

O escuro representa a falta da visão, o medo de não saber onde estamos, como estamos e o que existe ao nosso redor, em suma, nos tira uma parte da segurança.

O escuro também aparece nas sombras, que deformam a imagem que temos, que escondem traços de pessoas e deixam todos parecidos. Nele somos quase todos iguais.

O Escuro nos toma a luz, nos abandona aos nossos outros sentidos, nossa audição e nosso tato, e a percepção, aumentam.

Por vezes a nossa vida também parece perder a luz, escurecer, mas nesse caso, normalmente, nós mesmos desligamos os interruptores e tentamos nos acostumar com a escuridão, evitando assim a responsabilidade que traz a luminosidade.

Mas deixar o rumo da nossa vida às cegas é abrir mão do nosso poder de decisão, jogando para o outro as decisões que precisamos tomar e quando for inevitável acender à luz, o que será visto nem sempre será aquilo que realmente queríamos.

Por vezes, damos um tiro no escuro, não para acabar com ele, mas como uma forma de dizer que vamos aceitar aquilo em que acertamos, ficando inertes em relação às consequências do tiro, se esse “tiro” acertar o alvo, teremos o acaso da felicidade, senão reclamaremos ao destino a nossa tristeza.

No escuro as quinas das mesas e outros móveis enxergam perfeitamente nossas canelas, entendemos e podemos dar valor ao brilho dos nossos olhos e aprendemos a respeitar e admirar aqueles que vivem sem enxergar, tanto os que nunca chegaram a ver a luz, quanto aqueles que tinham esse dom, mas por alguma tragédia o perderam.

No escuro a maioria de nós dorme, e quando a claridade consome a escuridão, sabemos que é hora de acordar.

O escuro também é sinônimo de silêncio, quando um som nos acerta quando estamos no escuro, as batidas do coração parecem uma bateria de banda de Heavy Metal. E por vezes o escuro é sinônimo de solidão.

Mas também podemos procurar o escuro e a escuridão, quando fechamos nossos olhos, seja para fazer uma prece, buscar maior concentração ou simplesmente para fingir que não estamos enxergando aquilo que fazemos questão de não ver...

Como já diz o ditado, pior cego é aquele que não quer enxergar...

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Vingança


Toda vingança é uma reação à um fato que causou revolta, raiva, dor ou qualquer outro sentimento negativo à uma pessoa.

E sempre que agimos guiados por estes sentimentos, tendemos a exagerar e a tal vingança quase nunca sai como foi planejada em uma mente cheia de ódio e confusão.

Um exemplo bobo, a namorada descobre que o namorado “pulou a cerca”. Para se vingar ela risca as laterais do carro dele com tanta vontade que um simples polimento não vai ser suficiente, causando um prejuízo financeiro em nome da honra.

Ou pior, o namorado descobre que a namorada “pulou a cerca”. Para se vingar ele vai ao local onde ela trabalha, ou frequenta, lhe acerta um tiro à queima roupa e tira a vida dela.

Em ambo os casos as atitudes são exageradas e não representam a retribuição do fato gerador da vingança, e o pior, não mudam o fato original, apenas continua acumulando culpa.

O mais estranho é que a pessoa que se vinga, o faz para tentar mostrar ao outro que "com ela não se brinca", mas acaba mostrando para todos que a conhecem, seu pior lado.

No final das contas, a vingança pode acabar por fazer o prejudicado ou traído, se passar por errado causando a ele mais problemas do que para quem o prejudicou, que acaba passando por "coitadinho";

O melhor é saber lidar com o erro dos outros, simplesmente se afastar, reconhecer que errou ao escolher o amigo, sócio, companheiro ou etc e seguir a vida, sem querer retribuir dor ou qualquer outra coisa ruim a essas pessoas. Delas a própria vida vai cuidar em algum momento.

Não podemos correr o risco de estragar os dias que nos restam com pessoas que nos fizeram sofrer e podem nos fazer sofrer mais ainda se tentarmos uma vingança.

Vivamos bem e em paz e cada com a sua cruz!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Aparências...Enganam ?


As aparências enganam, mas a quem?

Nem tudo realmente é aquilo que parece, mas será que a ideia era se parecer com alguma coisa?

Mas para quem as aparências são importantes?

Quem gosta de julgar as pessoas já está errado por natureza, mas quem julga pela aparência, está errando ainda mais.

Quantas vendas se perdem porque vendedores arrogantes julgam uma pessoa pela sua roupa sem conhecer o seu bolso?

Quantos recrutadores perdem excelentes funcionários por não dar atenção ao que os candidatos falam e sim pelas tatuagens ou piercings que estão usando?

Quantas pessoas deixam de provar uma deliciosa comida caseira por achar feia a fachada do restaurante?

Quantos amores são perdidos porque a ausência da vaidade esconde o conteúdo de um coração bom?
 
Em contrapartida, quanto sofrimento aquela “linda embalagem” trouxe porque o conteúdo era tão vazio...

Mas, sabem o que é mais interessante? Cada um escolhe a própria aparência!

O Milionário que anda com a calça jeans surrada e a bota suja de lama, está vestido assim porque quer, provavelmente porque gosta e se sente confortável. 

O Candidato tatuado, vejam só, também tem as tatuagens por vontade própria, não foi forçado, obrigado ou ameaçado, ele também provavelmente gosta das tatuagens, afinal, pagou por elas. 

O Dono do restaurante que não se preocupa com sua fachada, provavelmente prefere cuidar da qualidade da comida, do seu tempero e manter o preço competitivo ao invés de usar o seu lucro para deixar o lugar mais bonito, mas a comida menos saborosa. 

E aqueles que as vezes não se cuidam tanto, não vivem nas academias ou de dietas, nem exageram na maquiagem e nem nas marcas caras, provavelmente preferem livros, filmes e oferecer carinho e atenção, pois escolheram ser a essência e não a aparência.

Portanto, meus caros, as aparências enganam sim, mas só a quem julga por ela, pois aos julgados, ela nada mais é do que a própria e perfeita realidade.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...