As aparências enganam, mas a quem?
Nem tudo realmente é aquilo que parece, mas será que a ideia era se parecer com alguma coisa?
Mas para quem as aparências são importantes?
Quem gosta de julgar as pessoas já está errado por natureza, mas
quem julga pela aparência, está errando ainda mais.
Quantas vendas se perdem porque vendedores arrogantes julgam uma pessoa pela
sua roupa sem conhecer o seu bolso?
Quantos recrutadores perdem excelentes
funcionários por não dar atenção ao que os candidatos falam e sim pelas
tatuagens ou piercings que estão usando?
Quantas pessoas deixam de provar uma
deliciosa comida caseira por achar feia a fachada do restaurante?
Quantos
amores são perdidos porque a ausência da vaidade esconde o
conteúdo de um coração bom?
Em contrapartida, quanto sofrimento aquela “linda embalagem”
trouxe porque o conteúdo era tão vazio...
Mas, sabem o que é mais interessante? Cada um escolhe a própria aparência!
O Milionário que anda com a calça jeans surrada e a bota
suja de lama, está vestido assim porque quer, provavelmente porque gosta e se
sente confortável.
O Candidato tatuado, vejam só, também tem as tatuagens por
vontade própria, não foi forçado, obrigado ou ameaçado, ele também
provavelmente gosta das tatuagens, afinal, pagou por elas.
O Dono do
restaurante que não se preocupa com sua fachada, provavelmente prefere cuidar
da qualidade da comida, do seu tempero e manter o preço competitivo ao invés de
usar o seu lucro para deixar o lugar mais bonito, mas a comida menos saborosa.
E aqueles que as vezes não se cuidam tanto, não vivem nas academias ou de
dietas, nem exageram na maquiagem e nem nas marcas caras, provavelmente
preferem livros, filmes e oferecer carinho e atenção, pois escolheram ser a
essência e não a aparência.
Portanto, meus caros, as aparências enganam sim, mas só a
quem julga por ela, pois aos julgados, ela nada mais é do que a própria e perfeita realidade.

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