terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Escritores


Escrever é um dom, e acredito que seja uma coisa que boa parte das pessoas gosta de fazer. Seja um diário, uma carta, um artigo, um comentário, enfim colocar no papel ou no computador um pouco do que sente.

Mas o talento para a escrita é outra história. A atenção em cada detalhe, a linguagem, o tempo verbal, se a narração será em primeira ou terceira pessoa  e o mais importante, sem se perder no caminho, são coisas que poucos conseguem.

Sempre sonhei em escrever um livro, na verdade publicar um livro, pois escrever já escrevi, claro sem o talento e o dom dos escritores, mas acima desse sonho, sempre tive o prazer da leitura.

Ler me transporta para outro lugar no mundo, às vezes até para outro mundo. Ler me acalma, me faz esquecer os problemas, tira o meu sono, me deixa ansioso esperando o desfecho final de cada história.

Alguns escritores me chamam mais atenção, pelo estilo, pelos temas, pela forma de escrever. O que mais gosto atualmente é Harlan Coben. Todos os livros dele são muito bons, com desfechos surpreendentes e uma linguagem fácil. Normalmente os livros dele não são longos e não consigo demorar mais do que 3 dias para ler. E ainda crio uma expectativa boa para os próximos, como se já soubesse que todo ano terá um novo. Gosto também dos livros mais novos do Dan Brown. Mas esses já são mais rebuscados, são escritos com a finalidade de virar filme, trazem muitos detalhes sobre os locais e apesar de terem finais muito bons, quem leu os livros dele, desde o Fortaleza Digital, já imagina como a trama vai acabar. Dele, o que mais gosto e pra falar a verdade acho genial, é o último, Inferno. Leitura obrigatória.

De uma safra mais nova, o autor Gregg Hurwitz é uma grata surpresa com os ótimos “Você está sendo vigiado”, “Você é o Próximo” e “O Sobrevivente”, entre outros.

Claro que há o fantástico J.R.R. Tolkien, com o seu Fabuloso “ Senhor dos Anéis”, mas ele entra até em outro patamar, pois além de história, criou eras, mundos, povos e línguas, incluindo-se aí alfabetos élficos, dos anões e etc...

Também temos ótimos escritores Brasileiros, mas o que mais me agrada são as crônicas do Luis Fernando Veríssimo. Gostosas de ler, fáceis e divertidas. Um gênio das palavras e da linguagem cotidiana do nosso povo.

E, por fim, não posso deixar de homenagear os dois escritores que conheço e que tenho a honra de chamar de amigos. José Roberto Jerônimo que já publicou 4 de suas obras, sendo a última uma coletânea de frases criadas por ele, da qual tive o imenso prazer de ser um dos patrocinadores através deste blog e o  Nicolás Irurzum com seus livros, divertidíssimos e inteligentes, de leitura fácil e envolvente.

E quem sabe, em alguns anos, não sai a publicação do meu já tri decano “ Uma história de Amor Sem Final Feliz” e tenho, então, mais esse sonho realizado!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Mágica da Música

Hoje vou publicar algumas das frases que eu mais gosto, das músicas nacionais, do tempo em que tínhamos boas músicas para ouvir.

Renato Russo, Cazuza...

Como um anjo caído fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”

“Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá porque não vemos.”

“Sempre as mesmas desculpas e desculpas nem sempre são sinceras. Quase nunca são”

“Não tenho medo do escuro mas deixe as luzes acesas agora. O que foi escondido é o que 
se escondeu e o que foi prometido, ninguém prometeu”

“Dias sim, dias não eu vou sobrevivendo sem um arranhão da caridade de quem me detesta.”

“E as ilusões estão todas perdidas. Os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito. Eu nem acredito”

“Todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito.
E que a solidão é pretensão de quem fica escondido, fazendo fita”

“Aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?” ( Essa é fantástica! )

“Um dia pretendo tentar descobrir porque é mais forte quem sabe mentir.
Não quero lembrar que eu minto também “

“Eu fui sincero como não se pode ser.
E um erro assim tão vulgar nos persegue a noite inteira e quando acaba a bebedeira
ele consegue nos achar num bar.”

“Quem foi que disse que os homens nascem iguais? Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade?
Se tudo aqui acaba em samba No país da corda bamba, querem me derrubar!”

“Ouça o que eu digo: não ouça ninguém”

“Não é nossa culpa nascemos já com uma bênção, mas isso não é desculpa pela má distribuição. Com tanta riqueza por aí, onde é que está, cadê sua fração ?”

“A juventude está sozinha, não há ninguém para ajudar a explicar por que é que o mundo é este desastre que aí está. Eu não sei, eu não sei...”

Eu poderia passar um dia inteiro escrevendo, lembrando cada pedacinho que marcou a minha vida, mas o pouco que lembrei para o momento já me deixa feliz por ter passado a minha juventude ouvindo música, de qualidade, inteligente, não como o que hoje a molecada “ curte “...


Bons tempos., hoje fico com a última “ Nos querem todos iguais, assim é bem mais fácil nos controlar e mentir, mentir, mentir e matar, matar, matar o que eu tenho de melhor; Minha Esperança”...

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Vaidade


A vaidade, quando não exacerbada a ponto de se aproximar do narcizismo, é uma característica das pessoas que procuram cuidar de si mesmas e que estã se sentindo bem a ponto de valorizar isso.

Claro que existem aquelas pessoas que são vaidosas por natureza, que acordam olhando para o espelho e não saem de casa sem antes fazerem uma produção digna de noite de gala. Mas, em linhas gerais, tomamos mais cuidado conosco e com a nossa aparência quando estamos “de bem” conosco. 

E quando escrevo “de bem”, não significa necessariamente estarmos felizes, mas sim determinados a mostrar para o mundo que estamos vivos.

A ausência da vaidade é uma fuga, uma demonstração de que não há nada que possa ser feito para tornar um momento melhor. E o pior, mostra que não há vontade de fazer nada para parecer melhor. A falta da vaidade mora com a introspecção e pode trazer um estado depressivo.

O excesso de vaidade também não é bom, mas normalmente este excesso nem mesmo é vaidade. Na maioria dos casos é sim uma necessidade maluca de “aparecer”, o que pode ser uma farsa, uma forma de tentar enganar o outro e a si mesmo.

A vaidade, em si, é uma valorização da aparência ou das qualidades que temos, que tentamos mostrar para os outros e não para nós mesmos. O problema é que o nosso espelho nos mostra coisas que nem sempre são vistas da mesma forma que os olhos dos outros enxergam. Então é bom não exagerar na vaidade, para não criar expectativa, pois tudo que fazemos para atingir outra pessoa, pode não acontecer como esperamos.

É preciso, sim, cuidar de nós mesmos, nos presentear eventualmente com alguma coisa legal, com um sapato ou uma roupa que a nossos olhos vai valorizar a nossa aparência, precisamos ler e aprender sempre, para que sejamos notados quando conversamos, mas precisamos, fundamentalmente, entender que a nossa vaidade nem sempre nos faz sermos vistos da forma que esperávemos, pois cada pessoa enxerga apenas o que quer ver..

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...