A vaidade, quando não exacerbada a ponto de se aproximar do narcizismo, é uma característica das pessoas que procuram cuidar de si mesmas e que estã se sentindo bem a ponto de valorizar isso.
Claro que existem aquelas pessoas que são vaidosas por
natureza, que acordam olhando para o espelho e não saem de casa sem antes
fazerem uma produção digna de noite de gala. Mas, em linhas gerais, tomamos
mais cuidado conosco e com a nossa aparência quando estamos “de bem” conosco.
E
quando escrevo “de bem”, não significa necessariamente estarmos felizes, mas
sim determinados a mostrar para o mundo que estamos vivos.
A ausência da vaidade é uma fuga, uma demonstração de que não há nada que possa ser feito para tornar um
momento melhor. E o pior, mostra que não há vontade de fazer nada para parecer melhor.
A falta da vaidade mora com a introspecção e pode trazer um estado depressivo.
O excesso de vaidade também não é bom, mas normalmente este excesso nem
mesmo é vaidade. Na maioria dos casos é sim uma necessidade maluca de
“aparecer”, o que pode ser uma farsa, uma forma de tentar enganar o outro e a
si mesmo.
A vaidade, em si, é uma valorização da aparência ou das
qualidades que temos, que tentamos mostrar para os outros e não para nós
mesmos. O problema é que o nosso espelho nos mostra coisas que nem sempre são
vistas da mesma forma que os olhos dos outros enxergam. Então é bom não
exagerar na vaidade, para não criar expectativa, pois tudo que fazemos para
atingir outra pessoa, pode não acontecer como esperamos.
É preciso, sim, cuidar de nós mesmos, nos presentear eventualmente
com alguma coisa legal, com um sapato ou uma roupa que a nossos olhos vai
valorizar a nossa aparência, precisamos ler e aprender sempre, para que sejamos
notados quando conversamos, mas precisamos, fundamentalmente, entender que a
nossa vaidade nem sempre nos faz sermos vistos da forma que esperávemos, pois cada pessoa enxerga apenas o que quer ver..
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