segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ciúmes!


Hoje vou republicar um artigo escrito em Abril de 2011, com algumas pequenas mudanças e inserções, as quais foram surgindo no meu pensamento nesses mais de 10 anos em conversas sobre o tema.

“Toda ação gera uma reação, toda consequência tem a sua causa”. As coisas são assim e sempre serão.

Nessas duas pequenas, simples, mas extremamente reais afirmações, nós encontramos explicações para muitos sentimentos e muitas atitudes na nossa vida.

Como explicar atitudes que por vezes algumas pessoas tomam, fazendo-as serem classificadas de possessivas, por vezes intransigentes e faz com que percam algo, ou alguém, que tanto lutaram para conquistar, por pensarem que estavam protegendo aquela pessoa ou aquilo que queriam?

Como entender o ciúme? De acordo com o meu ponto de vista, o ciúme se constrói por três motivos, ambos relacionados à simples frase escrita no início deste artigo e também por medo e insegurança.

Apesar de o ciúme poder ser aplicado à pessoas, animais e até mesmo a objetos, vou usar como exemplo casos de relacionamentos.

O primeiro motivo e o mais comum a meu ver, é aquele em que toda consequência tem a sua causa, ou seja, não se é ciumento por ser, mas sim, por saber que é possível ser traído, uma vez que já traiu.

Normalmente o egoísmo e o egocentrismo das pessoas, faz com que elas não queiram experimentar do mal que causaram. Por trair e por sentir menosprezo e uma certa superioridade sobre seu par, se sente acuado em saber que outra pessoa possa sentir o mesmo, deixando-o por baixo, como vítima ao invés de vilão. Como na vida, os mais desconfiados são os mais propícios a tentar passar os outros para trás, os ciumentos são os mais propensos a terem traído e a continuarem traindo.

O segundo motivo, se baseia mais na reação causada por uma ação. Uma pessoa que terminou um relacionamento por descobrir que seu par estava sendo infiel, tem uma forte tendência a sentir ciúmes nas próximas relações e com isso pode ter dificuldade em conseguir uniões duradouras no futuro.

Vai por um longo tempo, comparar o par atual com o anterior, tentar procurar alguém que tenha atitudes opostas, mas mesmo assim, vai sempre nutrir um sentimento de posse que tende a levar o relacionamento ao fim.

Em menor escala temos casos em que a pessoa junta os dois primeiros. Quem terminou um relacionamento por descobrir uma traição, no novo relacionamento começa a trair, para não se sentir idiota para se proteger caso esteja sendo traída de novo, mas ao mesmo tempo quer impedir que isso aconteça. Ou seja, bagunça mental.

Por fim, cheguei à conclusão que em virtude da insegurança, da baixa autoestima e da dificuldade em se aceitar do jeito que é, também é possível sentir ciúmes. Quando o indivíduo acha que não merece o par que conseguiu, sente que aquela pessoa será a única no mundo com a qual vai poder se relacionar, tem uma enorme tendência de desconfiar de tudo e de todos. A possessão acaba se tornando um fantasma e se confunde com um amor platônico que nunca vai dar certo.

 

O importante é deixar um ponto claro.

Muitas pessoas se julgam incapazes de conter seus impulsos, usando esta afirmação como defesa para seus atos errôneos. Da mesma forma, alguns alegam que o ciúme é inevitável. Na verdade, o ciúme em nada contribui para o bom andamento de um relacionamento, sim ao contrário.

Ninguém gosta de ser pressionado injustamente, ninguém gosta de ter seus passos vigiados com desconfiança. Se seu par não tem motivos para te trair, o seu ciúme é o primeiro, afinal, já que você tanto acusa sem motivo, que tenha um motivo ao menos. E, principalmente, o gostar é fundamental, se seu par já não sente por você o que sentia no início da relação, não vai ser o seu ciúme que vai mudar isso.

Nenhuma relação em nossa vida, como um todo, caminha com a ausência de confiança. Enquanto não há motivos para desconfiança, tudo anda bem, quando a confiança acaba, não existe cola que a una de novo.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Doença da Família


Pensemos no corpo humano. Em cada um dos seus órgãos e suas funcionalidades. Agora vamos pensar em uma doença qualquer, como uma gripe, que vai atingir mais especificamente um ou mais pontos do organismo, mas que vai influenciar diretamente no comportamento geral do nosso dia.

Além da inflamação na garganta, a gripe pode te deixar desanimado, cansado, com dificuldade de respiração, sem voz, sonolento, entre outras coisas e sintomas.

Para curar uma gripe, temos duas soluções: Tomar remédio ou repousar e deixar o tempo cuidar de tudo.

Agora, vamos olhar para uma família, que pode ser apenas marido e esposa, ou pode ser uma maior, com pais, filhos e netos. A família, assim como o corpo humano, é um sistema e quando um membro da família cria, ou tem um problema, todo o sistema sofre as consequências.

E, assim como para as pessoas, existem doenças de todos os tipos e gravidades dentro da família.

Vou discorrer brevemente com dois exemplos: Uma família pequena, formada apenas por marido e mulher, que ao passar a fase da paixão, do carinho, da vontade de ficar junto o tempo todo começa a ter problemas financeiros. Supondo que o marido já não ganha mais o quanto ganhava e que a esposa perca o emprego. Surge a crise, na qual viagens para a praia vão rarear, a marca de cerveja será substituída, o jantar com maior frequência será feito em casa e as reclamações, de ambos os lados, vão começar a ser frequentes. Pronto, a família está doente. Se não houver diálogo, comunicação, compreensão, entre outras coisas, o distanciamento começa a ficar inevitável, as acusações começam a ficar mais fortes e a tendência é piorar.

Agora vamos pensar em uma família maior, mais tradicional, que gosta de comemorar as datas especiais unida, sempre com várias cadeiras em torno da mesa para discutir o sucesso dos netos na escola, o primeiro emprego do mais velho, saber quem é o namoradinho da adolescente e etc.  Em um dia comum, os telefones começam a tocar e se espalha a notícia que o neto do meio foi detido portando drogas. Cocaína. Repentinamente o mundo cai sobre a família, a busca por culpados se alastra, as críticas sobre aquele braço da família inundam o grupo de mensagens,.a mãe do rapaz entra em depressão, diz que vai se matar, devido ao tremendo desgosto. O pai, agressivo, quer colocar as mãos no filho, mas não para saber por que ele começou a usar drogas e sim para “mostrar para ele que filho meu não se mete com isso”, o caos. Nesse ano não haverá festa de natal com todos à mesa. A família está doente.

As soluções para as doenças da família são as mesmas das doenças do corpo. Tratamento e o tempo.

Ao procurar uma terapia de casal, ou de família, muitas perguntas podem ser respondidas, a compreensão dos fatos e a consequente mudança de percepção do outro podem recuperar o tempo perdido. Ao falar o que pensa e ouvir de volta o que os outros pensam e como veem as suas atitudes podem fazer com que cada um entenda melhor os motivos que geraram a doença e assim fazer com que o sistema familiar volte a ser saudável.

Ao simplesmente ignorar o problema, assim como no corpo humano, a doença vai contaminando outras partes, piorando o quadro e pode até levar a morte. E quando a família morre, não adianta mais procurar ajuda, pois assim como na vida, sabemos que quando partirmos, não haverá remédio que nos traga de volta...

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rótulos


“Letreiro ou inscrição com a qual se indica o conteúdo, o objeto ou o destino de algo.”

Em minha opinião, rótulos existem apenas para produtos e jamais para pessoas.

Uma pessoa pode estar triste, passando por um momento de dificuldade, pessoal, afetiva ou financeira, assim como pode estar feliz, em paz consigo e suas escolhas e em questão de dias, os papéis podem se inverter. Portanto é impossível dizer que a primeira pessoa É triste e que a segunda É feliz. Ambas ESTÃO passando por situações que refletem seu humor, suas ações e reações.

Assim como não se pode chamar uma pessoa de arrogante, corajosa, feia ou bonita. Cada um de nós tem olhos que enxergam virtudes e defeitos de formas diferentes, de acordo com a nossa cultura e criação, visão e opinião.

Ao tentar definir uma pessoa, estamos a rotulando e isso pode ser muito prejudicial, pois acabamos expressando o que achamos e pensamos para os outros e a pessoa rotulada, sem saber, acaba sendo afastada, deslocada, perde oportunidades e chances, por uma situação específica que não envolve necessariamente a rotina ou a maioria dos seus atos ou pensamentos.

A intolerância e o ódio acontecem em muitos casos por causa dos rótulos. Quando deixamos de ver pessoas e passamos a enxergar grupos, estamos nos separando, nos dividindo, deixando de pensar no próximo como um igual e rotulando como se fizessem parte de outra espécie.


Quando dizemos, postamos, ou escrevemos “Mais Amor, por favor”, devemos fazer também a nossa parte e levar a sério quando dizemos “Fazer o bem, sem olhar a quem” e um bom começo para isso, é olhar a todos como realmente são, pessoas, humanos, pelo menos é assim que eu vejo você...

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Desafio do Não


Dizer “não”, muitas vezes não é uma simples negação. É um ato de coragem e libertação.

O motivo dessa dificuldade é que normalmente falar "não" vai desagradar, chatear, magoar ou ter que negar alguma coisa para pessoas que são especiais. Já pais que tem dificuldade em falar "não" para os filhos demonstram falta de posicionamento.

Ao dizer “sim”, quando na verdade queria dizer “não”, as pessoas acabam por causar problemas para si mesmas e até mesmo para os outros. Quando, por exemplo, uma pessoa não quer sair para um bar, uma festa ou uma balada no fim de semana, mas tem receio de simplesmente expor sua vontade dizendo “não”, acaba tentando arrumar desculpas para justificar o não comparecimento, sempre com o intuito de não chatear, magoar e etc...

Só que não percebe que está fazendo algo muito pior, está mentindo! E se a insistência for grande, e não houver mais nenhuma desculpa capaz de substituir o simples “não” vai acabar concordando e no dia, pela simples falta de vontade “fura” com a pessoa que ficou aborrecendo para que ela fosse deixando-a mais triste e chateada ainda.

Com crianças e filhos, a situação é a mesma. Eles precisam aprender a ouvir e aceitar o “não” e os pais, tutores ou responsáveis, tem que aprender que o “não” não se negocia, não deve ser desobedecido e precisa ser acatado.

Portanto, em muitas situações o “não”, significa posicionamento, coragem, atitude, mostra quem tem o poder de decidir por si sobre a própria vida, fazer suas vontades, não ter medo de ser feliz.

Caso o “não” vá chatear ou magoar a outra pessoa, esse é um peso que ela precisa carregar, pois não saber aceitar a opinião e a vontade dos outros é um problema a ser corrigido. Normalmente as pessoas que não aceitam o “não”, são as mesmas que acham que podem decidir sobre o que você deve fazer da sua vida, como deve agir, pensar,  entre outras coisas. Essas pessoas normalmente confundem favores com obrigações e sempre que podem cobram retorno de algo que fizeram.

O Ato do dizer “não” é, sim, um enorme NÃO a intolerância, à falta de respeito e educação. Se você tem dificuldade de dizer “não” para aquilo que faz sem ter vontade de fazer, está na hora de trabalhar essa situação e tomar as rédeas da sua vida.

Faça terapia!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...