Pensemos no corpo humano. Em cada um dos seus órgãos e suas funcionalidades. Agora vamos pensar em uma doença qualquer, como uma gripe, que vai atingir mais especificamente um ou mais pontos do organismo, mas que vai influenciar diretamente no comportamento geral do nosso dia.
Além da inflamação na garganta, a gripe pode te deixar
desanimado, cansado, com dificuldade de respiração, sem voz, sonolento, entre
outras coisas e sintomas.
Para curar uma gripe, temos duas soluções: Tomar remédio ou
repousar e deixar o tempo cuidar de tudo.
Agora, vamos olhar para uma família, que pode ser apenas marido e esposa, ou pode ser uma maior, com pais, filhos e netos. A família,
assim como o corpo humano, é um sistema e quando um membro da família cria, ou
tem um problema, todo o sistema sofre as consequências.
E, assim como para as pessoas, existem doenças de todos os
tipos e gravidades dentro da família.
Vou discorrer brevemente com dois exemplos: Uma família
pequena, formada apenas por marido e mulher, que ao passar a fase da paixão, do
carinho, da vontade de ficar junto o tempo todo começa a ter problemas financeiros.
Supondo que o marido já não ganha mais o quanto ganhava e que a esposa perca o
emprego. Surge a crise, na qual viagens para a praia vão rarear, a marca de
cerveja será substituída, o jantar com maior frequência será feito em casa e as
reclamações, de ambos os lados, vão começar a ser frequentes. Pronto, a família
está doente. Se não houver diálogo, comunicação, compreensão, entre outras
coisas, o distanciamento começa a ficar inevitável, as acusações começam a
ficar mais fortes e a tendência é piorar.
Agora vamos pensar em uma família maior, mais tradicional,
que gosta de comemorar as datas especiais unida, sempre com várias cadeiras em
torno da mesa para discutir o sucesso dos netos na escola, o primeiro emprego
do mais velho, saber quem é o namoradinho da adolescente e etc. Em um dia comum, os telefones começam a tocar
e se espalha a notícia que o neto do meio foi detido portando drogas. Cocaína.
Repentinamente o mundo cai sobre a família, a busca por culpados se alastra, as
críticas sobre aquele braço da família inundam o grupo de mensagens,.a mãe do rapaz entra em depressão, diz
que vai se matar, devido ao tremendo desgosto. O pai, agressivo, quer colocar
as mãos no filho, mas não para saber por que ele começou a usar drogas e sim
para “mostrar para ele que filho meu não se mete com isso”, o caos. Nesse ano
não haverá festa de natal com todos à mesa. A família está doente.
As soluções para as doenças da família são as mesmas das
doenças do corpo. Tratamento e o tempo.
Ao procurar uma terapia de casal, ou de família, muitas
perguntas podem ser respondidas, a compreensão dos fatos e a consequente mudança
de percepção do outro podem recuperar o tempo perdido. Ao falar o que pensa e
ouvir de volta o que os outros pensam e como veem as suas atitudes podem fazer
com que cada um entenda melhor os motivos que geraram a doença e assim fazer
com que o sistema familiar volte a ser saudável.
Ao simplesmente ignorar o problema, assim como no corpo
humano, a doença vai contaminando outras partes, piorando o quadro e pode até levar a
morte. E quando a família morre, não adianta mais procurar ajuda, pois assim
como na vida, sabemos que quando partirmos, não haverá remédio que nos traga de
volta...

Nenhum comentário:
Postar um comentário