segunda-feira, 25 de julho de 2016

Crise dos 40


Sim, ela existe, não é lenda e são poucos os que conseguem passar ilesos por ela. E a explicação para isso é relativamente simples: Quase ninguém chega ao que tende ser a metade da vida e, querendo ou não, a metade mais produtiva, tendo realizado todos os seus desejos, conquistado tudo o que almejou, sem arrependimentos ou ressentimentos.

Antigamente se falava muito da crise dos 40, ou de meia idade para as mulheres, mas a verdade é que ela afeta mulheres e homens da mesma forma.

Para as mulheres é uma fase de transformação, mudança física. Entrar nos 40 significa não estar mais tão jovem e ao mesmo tempo não estar velha. É hora de começar a voltar as páginas da vida e ver o que fez, não fez e poderia ter feito e tem medo de não conseguir fazer mais.

Quando pensa demais nessas coisas, a mulher pode acabar ficando ansiosa e até chegar a um estado depressivo, principalmente se ela alimenta-se de vontades que ainda não realizou, como a maternidade ou o casamento, ou quando vive um relacionamento que não traz felicidade, mas acabou permanecendo por outras questões, como a educação dos filhos, comodidade, situação financeira ou o simples medo de ficar sozinha.

Nos dias atuais, onde a mulher ocupa um lugar de destaque na vida profissional, chegar aos 40 ainda com a situação financeira e profissional não resolvida, é outro fator que traz angústia e esse ponto é absolutamente equivalente à crise dos 40 dos homens, só que para eles é ainda pior, pois a pressão social é aumentada em uma sociedade na qual ainda o homem tem o papel de principal provedor.

Mas é claro que não é só esse o problema do homem quando chega na quarta década. Tudo começa pelo questionamento de tudo o que viveu até aquele momento, se viveu como quis, ou como a sociedade impôs. Se ele percebe que se privou da felicidade, que é o que sempre buscamos e devemos buscar em nossa vida, ele questiona seus atos e tende a ter uma vontade maior de viver aquilo que não viveu na época correta. Ele vai acabar desvalorizando todas as coisas que adquiriu e construiu e vai ir atrás dos sonhos, pois tende a entender que a felicidade se encontra na realização dos sonhos e não na realização profissional ou pessoal.

Nesse momento tende a fazer coisas extravagantes, que socialmente são julgadas como de adolescentes ou jovens adultos, como ir atrás de carros esportivos, meninas muito mais novas, roupas “descoladas” entre outras características.

O que, tanto homens como mulheres devem fazer é deixar de lado a ilusão e viver no presente, sendo mais amigo e mais participativo, tanto com os parentes e família como com as pessoas de convívio cotidiano. Planejar os próximos 40 anos não para viver aquilo que não conseguiu, mas para viver o que estará pela frente.

Porque toda mudança quando planejada traz como consequência a consciência dos atos e isso afasta o arrependimento. Como bônus, para o planejamento ele tem o conhecimento e a maturidade que não tinha quando jovem o que facilita as escolhas e os caminhos a serem seguidos.

A crise serve para as pessoas ficarem livres das imposições da sociedade, reorganizarem prioridades e a partir disso criar sonhos plausíveis.

Se soubermos aproveitar com mais maturidade e experiência certamente sairemos fortalecidos e com autoestima aumentada para viver os próximos 40, ou quem sabe ainda mais.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tudo o que é demais atrapalha


Normalmente tendemos a pensar em coisas ruins ou negativas quando falamos em excesso. Excesso de peso, de gordura, de sono, de fome, de tristeza entre tantas outras coisas.

Claro que sentir muita dor, muita vontade chorar, muito medo e etc. são coisas ruins e negativas, mas mesmo para coisas que podemos considerar “boas”, o excesso faz mal.

Muito chocolate, muitas cervejas, muita coragem, muito churrasco, até mesmo muita salada também fazem mal. Às vezes pelo excesso simples, mas às vezes pela falta de outras coisas quando exageramos em apenas uma.

Quando entramos no mundo dos valores, tudo que é exagero vira fanatismo e todo fanatismo é negativo. Seja ele religioso, esportivo ou politico.

Até quando se pensa amar alguém, o excesso de amor faz mal, porque perde-se a noção de si mesmo.

O excesso de dinheiro é responsável pela ganância, pela corrupção, pela enorme diferença social, entre outras tantas doenças que nenhum remédio cura.

Tudo que fazemos, sentimos, temos, alimentamos e outras coisas e situações, deve existir em nossa vida pelo equilíbrio.

Nem fome, nem gula, nem timidez, nem atrevimento, nem só sofá e nem só academia, nem só trabalhar e nem só viajar, nem miséria e nem ostentação. Sempre é preciso encontrar a resposta no equilíbrio, no meio termo, no consenso, no respeito por si mesmo e pelos outros.

Com equilíbrio, a vida fica mais fácil, a convivência fica melhor e todos saem ganhando, mesmo que nas opiniões tenhamos um empate...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Rejeição


Uma palavra forte, pesada, carregada dos mais variados significados.

A rejeição se sente pela falta de amor, abuso de autoridade ou poder e em diferentes áreas da vida.

O sujeito rejeitado acredita que não pode ser aceito, seja no ambiente familiar, em um relacionamento, ou no âmbito profissional.

Contudo, por mais estranho que possa parecer, a rejeição é algo que só existe quando o próprio sujeito que a sofre concorda e aceita a situação, ela é, via de regra, um problema que está no outro, naquele que rejeita, que enxerga no outro seus próprios defeitos ou qualidades que gostaria de ter.

Portanto, qualquer que seja o tipo de rejeição que o individuo sofra, não deve afetar a sua felicidade. 

Mesmo sendo algo que incomoda, não pode mudar o jeito dele ser, de se expressar e ver o mundo. 

Temos todos que aceitar que em determinado momento existirão rejeições em nossa vida, seja um “fora” de uma pessoa que gostaria de conhecer, uma vaga de emprego que não conseguiu obter, entre outras muitas possibilidades. O fundamental é não baixar a cabeça e não generalizar, não achar que o “fora” representa que nenhuma outra pessoa o vai querer, ou que nunca encontrará emprego e sim continuar a busca pela realização e principalmente da felicidade!

A rejeição pode, inclusive, ser um fator positivo, que vai ensinar perseverança, persistência e respeito pelos outros e por si mesmo.

E quando não for possível controlar a dor ou a tristeza, escolha um momento do dia para colocar isso tudo para fora, na terapia. É saudável parar e processar a rejeição, sentir, colocar para fora, mas sempre com o auxílio de um profissional.

Por fim, nunca faça da rejeição o seu pilar, não reclame demais, não culpe ninguém pelo seu insucesso, pois isso apenas vai demonstrar que a sua busca nunca foi pelo positivo, pois teria dificuldade de lidar com as responsabilidades que o sucesso traz. Quem vive culpando o mundo pela sua rejeição, nunca buscou nada diferente disso e se assusta quando é acolhido e recebido de forma diferente.

Sejamos positivos, vamos em busca de nossos objetivos. A rejeição é só uma pedrinha que por vezes temos que chutar no nosso caminho.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Gerações e Suas Diferenças


Quando eu era adolescente as gerações, ao menos na minha lembrança, eram definidas por décadas (A geração dos anos 80! ) ou por coisas que marcaram uma época ( A Geração das calças bocas de sino!).

Hoje, até para as gerações temos nomes e características específicas, as faladas gerações X, Y, Z e até a Alpha, que ainda está em percurso. E as gerações antigas também ganharam nomes pomposos, veteranos e boomers.

Mas, o que importa mesmo no momento é que eu descobri que faço parte da geração X e que tenho características específicas, que vou comparar com os mais jovens, da geração Y, que são, em sua maioria, da faixa etária com quem trabalhei nas últimas duas décadas.

Pela teoria, eu deveria ser cético ( Acertaram na Mosca! ) e pouco preocupado com a política, o que já não é verdade. Mas só gosto de discutir política com quem sabe ouvir e respeitar opiniões, pois não gosto de arrumar briga e nem de perder amizades em virtude de pontos de vista diferentes, ainda mais porque atualmente nenhum político merece e nem vale uma amizade, por mais tênue que ela seja.

Já em relação aos mais jovens, da geração Y, a teoria diz que são mais otimistas e ecológicos, o que é verdade em partes. Ao mesmo tempo em que temos, sim, muitos jovens engajados em projetos sociais, uma parte bastante grande não quer sequer saber de estudar. Acho que isso é mais reflexo da nossa desvalorização da educação do que uma diferença entre gerações.

Com relação ao trabalho, devo ter nascido na época errada, pois sempre valorizei muito a minha carreira e o meu serviço, colocando inclusive acima de questões pessoais. Sempre achei que a dedicação, o cumprimento de horários e regras  são fundamentais para o desenvolvimento como pessoa. Hoje, já bem mais maduro, aproveito o tempo livre para descobrir novos lugares, aproveitar melhor a vida, mas isso só é possível pelo tempo dedicado quase integralmente à vida profissional nas últimas duas décadas. Já a geração Y, pela teoria, tem dificuldade com hierarquia, pensam na vida real como se fosse um site de internet, acreditam que existem vagas a qualquer momento e em qualquer lugar e tendem a tratar os chefes como parceiros de colégio.  Nesse quesito a maioria dos mais de 500 jovens que começaram a trabalhar comigo nos últimos 20, ainda bem, anos não tiveram essa postura. 

Mesmo sendo abertos e com uma comunicação mais leve e aberta, respeitavam as ordens e quando desobedeciam sabiam que estavam fazendo algo errado. Claro que sempre há exceções, aqueles teimosos, que tem dificuldade em ouvir e cumprir, mas isso ocorre em qualquer área da vida.

Ainda existem diferenças com a parte tecnológica, na qual a geração Y domina muito melhor do que a minha e a diferença do relacionamento com os pais, que acaba sendo o espelho do tratamento profissional.  E ainda existe o futuro, essa geração alpha dos adolescentes que estão chegando aos 15 anos e que serão os donos das decisões e de como o mundo será regido daqui para a frente. Não mais o nosso mundo e sim o mundo deles.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...