Quando eu era adolescente as gerações, ao menos na minha lembrança, eram definidas por décadas (A geração dos anos 80! ) ou por coisas que marcaram uma época ( A Geração das calças bocas de sino!).
Hoje, até para as gerações temos nomes e características
específicas, as faladas gerações X, Y, Z e até a Alpha, que ainda está em
percurso. E as gerações antigas também ganharam nomes pomposos, veteranos e
boomers.
Mas, o que importa mesmo no momento é que eu descobri que
faço parte da geração X e que tenho características específicas, que vou
comparar com os mais jovens, da geração Y, que são, em sua maioria, da faixa
etária com quem trabalhei nas últimas duas décadas.
Pela teoria, eu deveria ser cético ( Acertaram na Mosca! ) e
pouco preocupado com a política, o que já não é verdade. Mas só gosto de
discutir política com quem sabe ouvir e respeitar opiniões, pois não gosto de
arrumar briga e nem de perder amizades em virtude de pontos de vista
diferentes, ainda mais porque atualmente nenhum político merece e nem vale uma
amizade, por mais tênue que ela seja.
Já em relação aos mais jovens, da geração Y, a teoria diz
que são mais otimistas e ecológicos, o que é verdade em partes. Ao mesmo tempo
em que temos, sim, muitos jovens engajados em projetos sociais, uma parte
bastante grande não quer sequer saber de estudar. Acho que isso é mais reflexo
da nossa desvalorização da educação do que uma diferença entre gerações.
Com relação ao trabalho, devo ter nascido na época errada,
pois sempre valorizei muito a minha carreira e o meu serviço, colocando
inclusive acima de questões pessoais. Sempre achei que a dedicação, o
cumprimento de horários e regras são
fundamentais para o desenvolvimento como pessoa. Hoje, já bem mais maduro,
aproveito o tempo livre para descobrir novos lugares, aproveitar melhor a vida,
mas isso só é possível pelo tempo dedicado quase integralmente à vida
profissional nas últimas duas décadas. Já a geração Y, pela teoria, tem
dificuldade com hierarquia, pensam na vida real como se fosse um site de
internet, acreditam que existem vagas a qualquer momento e em qualquer lugar e
tendem a tratar os chefes como parceiros de colégio. Nesse quesito a maioria dos mais de 500 jovens
que começaram a trabalhar comigo nos últimos 20, ainda bem, anos não tiveram essa postura.
Mesmo sendo abertos e com uma comunicação mais leve e aberta, respeitavam as
ordens e quando desobedeciam sabiam que estavam fazendo algo errado. Claro que
sempre há exceções, aqueles teimosos, que tem dificuldade em ouvir e cumprir,
mas isso ocorre em qualquer área da vida.
Ainda existem diferenças com a parte tecnológica, na qual a
geração Y domina muito melhor do que a minha e a diferença do relacionamento
com os pais, que acaba sendo o espelho do tratamento profissional. E ainda existe o futuro, essa geração alpha
dos adolescentes que estão chegando aos 15 anos e que serão os donos das
decisões e de como o mundo será regido daqui para a frente. Não mais o nosso
mundo e sim o mundo deles.

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