Ao olhar para o espelho e ver sua imagem refletida, você sabe que a pessoa na sua frente é você mesmo. Mas se no espelho ao invés da sua imagem você enxergasse apenas palavras que descrevem seus atos, sentimentos e forma de pensar, será que você se reconheceria?
O autoconhecimento é muito importante para evitar problemas
e constrangimentos, pois grande parte das pessoas não consegue identificar em
si mesmos os “defeitos” que enxergam e apontam nos outros. E o pior, não
aceitam que se comportam, pensam ou sentem da mesma forma.
Ao repudiar no outro algo que faz, ou tem vontade, mas não coragem,
para fazer, o individuo começa a não se aceitar do jeito que é e tende a
procurar métodos para fugir de seus atos e responsabilidades.
E quando
confrontado não encontra argumentos e procura uma forma de agredir seu oponente
com atitudes, ofensas e sarcasmos, sem nunca, no entanto, tocar no assunto
principal.
O conflito interno causado pela dificuldade em aceitar
aquilo que sente é responsável por diversos problemas sociais, de reclusão,
afastamento e pode chegar a virar doença, como perseguição ou até mesmo
esquizofrenia.
Por isso não é nada incomum encontrar padres pedófilos, machões
homofóbicos que na verdade são homossexuais, entre tantas outras vidas de fantasia e contradição.
Se as pessoas soubessem o quanto é mais saudável e melhor
aceitar e conhecer quem realmente são, não teríamos tantos desastres psíquicos como
temos.
Trabalhar o autoconhecimento, entender os atos e sentimentos
e aprender a viver consigo mesmo são tarefas diárias e altamente recomendáveis.
É necessário sair dos extremos, se afastar das obsessões e procurar o
equilíbrio. Não adianta tentar mascarar ou enganar o que está dentro de cada
um. Não existe nenhum movimento, manifestação, declaração, propagação de ideias
se cada um, internamente, viver pensando apenas em agradar a sociedade, a
família, os amigos, os colegas de trabalho e etc...
Enquanto não houver o respeito pelas diferenças, de opiniões,
politicas, religiosas, esportivas, empresariais, entre outras tantas
infinidades, cada vez mais as pessoas terão medo de se mostrar ao mundo e,
consequentemente, de aceitar aquilo que são e como são, pensam e sentem.
Viemos ao mundo, todos nós, com um único objetivo. Encontrar a felicidade. Se não pudermos
ser felizes conosco, como seremos com os outros?
Olhemos para dentro e coloquemos para fora tudo aquilo que é
a nossa essência. Não é fácil, não é tão simples como parece, mas é possível. E
fazer terapia pode ser a ponte que as pessoas precisam para deixar de se
esconder no seu interior, para poder viver plenamente.

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