sábado, 25 de março de 2017

Boatos


Toda notícia de fonte desconhecida muitas vezes é infundada. Depois de divulgada para o público pode tomar um tamanho viral e pode ser mais perigosa do que se imagina.

É fundamental, então, ter muito cuidado, principalmente na era das redes sociais, com o que lê, mas, principalmente com o que compartilha.

Há algum tempo atrás eu acharia um exagero escrever sobre isso, mas na minha linha do tempo do facebook aparecem tantas curtidas e compartilhamentos em notícias que são ridiculamente falsas, que fico espantado com a falta de busca por informações sobre aquilo que as pessoas leem, comentam (!) e compartilham.

Principalmente sobre política. Tanto dos apoiadores da “direita”, quanto dos apoiadores da “esquerda” espalham tantas baboseiras que chega a ser preocupante.

Às vezes penso que é de propósito, para criar o ódio e dividir as pessoas, porque não parece ser normal.

Mas não são apenas da internet os boatos que devem ser evitados. Se você não presenciou, não estava na cena, não acredite em tudo o que escuta, Mesmo que a pessoa que está lhe contando a história seja confiável, pois elas podem ter acreditado em uma história que ouviram e estão apenas repassando, ou uma história que não ouviram direito, mas que mesmo assim resolveram contar ou ainda, uma história que ela ouviu partes e por conta própria e dedução completa.

Se o assunto não te envolve, ignore e deixe para lá, não fomente intrigas e confusões, se o assunto é você e não envolve nenhum crime, também ignore, seja mais você mesmo e pare com essa ideia de ter que provar ao mundo e mostrar para as pessoas quem você realmente é. Lembre-se, cada pessoa nos veem de um jeito diferente e você se justificando ou não de coisas que fez ou deixou de fazer não vai mudar isso.

Se um boato chegar até você, faça com que ele morra, mas se você não se sentir capaz disso, perca um pouco de tempo e investigue antes de passar para frente. É mais sério que você pensa. Boatos sobre traição amorosa, profissional, maus tratos entre outras coisas podem gerar consequências irreparáveis na boca de pessoas irresponsáveis.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Criação e Inovação


Criar é um dos sinônimos de inventar, criar é uma arte e um dom. Aquele que cria causa transformações ao seu redor e além.

O que fica entre a criação e a inovação é a evolução. Evolução da espécie humana, do conhecimento, que por si só já é também o reflexo da inovação. A Evolução dos estudos, das ferramentas entre outras infinitas razões.

Quase toda inovação é seguida pelo progresso, pela modernidade, vira tendência e deixa de lado aos poucos a criação original. Claro que nem sempre agrada a todos, deixa os mais conservadores saudosos de seu tempo e os mais velhos com um pouco mais de dificuldade de adaptação ao uso de certas novidades.

Há também sempre a opinião de que algumas inovações pioraram em muito a versão original de suas criações, mas isso só pode ser determinado quando a inovação não vinga, não atinge público e acaba esquecida ou substituída.

Eu me lembro bem da dificuldade de transportar, carregar e ligar uma TV de 29 polegadas, de tubo gigante, que comprei para a copa de 1998 e 8 anos depois a facilidade de carregar e ligar a TV de LCD para a copa de 2006. Hoje qualquer adolescente consegue levar “embaixo do Braço” uma TV 4K e 3D de 42 polegadas e instalar em 10 minutos.

E a evolução e inovação dos computadores. De uma máquina gigantesca que não conseguiria armazenar uma foto na resolução atual para notebooks com telas de 10 polegadas que armazenam até 2TB de informação.

Algumas inovações chegam mais cedo em países mais desenvolvidos, algumas, aparentemente, nem chegam em alguns países. Por exemplo, os Gregos criaram os políticos, que infelizmente se espalharam para o mundo todo.

Mas, aqui no Brasil, parece que ficou só na criação, sem a evolução. Afinal, os nomes são sempre os mesmos, a forma de “atuar” é sempre a mesma e o resultado final também.

Pensando bem, nossa política não evoluiu, mas os políticos sim, estão cada vez melhores na arte da corrupção e conseguiram elevar o brasileiro ao status de quase imortal. Nossa evolução foi grande, hoje vivemos mesmo sem saúde, sem segurança, sem emprego, sem educação, bebendo leite estragado e comendo carne apodrecida e ainda assim continuamos vivos, para votar nos mesmos políticos que criamos...

segunda-feira, 13 de março de 2017

Sustentabilidade


Certamente você também tem ouvido muito essa palavra ultimamente.

Mas o que ela realmente significa e o que precisamos mudar em nós mesmos e em nosso ambiente para que ela se torne mais do que uma palavra?

Para início de conversa, é preciso saber que sustentabilidade não convive com egoísmo, pois todas ações e atitudes sustentáveis visam o futuro. O nosso presente está condenado.

Em outras palavras, podemos dizer que as ações sustentáveis são aquelas que conseguem suprir as necessidades atuais da humanidade sem comprometer, ainda mais, o futuro, as novas gerações e, dentro do possível, permitir que esse futuro seja feito de pessoas mais consciente e autossuficiente.

Além disso, uma das principais necessidades de agirmos de acordo com algumas regras sustentáveis é garantir a vida de todas as outras espécies que aqui habitam. Até porque nós, humanos, conseguimos com o nosso egoísmo destruir uma quantidade enorme delas.

Evitar catástrofes que geram comoção e notícia para as mídias e que depois são completamente esquecidas, como por exemplo a tragédia de Mariana que destruiu a fauna da região e que demoraria, sim demoraria, porque ninguém vai fazer nada mesmo, séculos para se recuperar, já ajudariam bastante.

Para que esse futuro seja possível, algumas atitudes são necessárias, mas vão contra uma força muito poderosa, o dinheiro. E é incrível como o dinheiro é mais forte do que o amor pela família dos netos e bisnetos que provavelmente os donos do poder nem vão conhecer e por isso não se preocupam.

Começamos pela necessidade de preservação das nossas áreas verdes, das nossas matas e florestas. 

Nos casos de áreas já destinadas para fins econômicos, garantir por lei e fiscalização rigorosa o replantio.

Diminuir o uso de combustíveis fósseis, incentivar a energia limpa e renovável.

Incentivar e fiscalizar empresas para projetos de conscientização dos colaboradores.

Ter mais pontos de reciclagem e investir em tecnologia para produtos recicláveis.

E o mais importante investir, muito, em educação, porque a memória do brasileiro é curta. Há algum tempo vivíamos em São Paulo com falta de água e todos estavam preocupados. Depois que as chuvas voltaram e os reservatórios ficaram mais cheios, parece que a água abundante lavou a lembrança dos dias de racionamento e deixou a mente limpa novamente para o desperdício, incentivado por aqueles que ganham dinheiro com a conta de água mais cara...

segunda-feira, 6 de março de 2017

Manutenção de Talentos


No Futebol, como em todos os esportes de alto rendimento, do Brasil é muito difícil segurar um talento. 
Jovens já são procurados por empresários e oferecidos para mercados com poder financeiro e qualidade de vida superiores ao que temos aqui.

Muitos não dão certo e acabam voltando logo e alguns até acabam esquecidos pelos times do interior desse Brasil imenso. Outros acabam se tornando astros, adorados pelas torcidas, ficam milionários e quando voltam ao país, se voltam, vão atrás de mais uma graninha para jogar mais pelo nome do que pelas qualidades que já não são mais as mesmas.

E ainda existe um outro tipo, aqueles que saem do Brasil muito cedo e passam a vida inteira longe dos holofotes, em ligas menores, países menos tradicionais e voltam ao nosso país só para curtir a aposentadoria com o que acumularam de dinheiro jogando bola.

Mas não é só nos esportes que talentos são perdidos. No âmbito profissional também! Algumas empresas estrangeiras conseguem com enorme facilidade recrutar brasileiros das áreas de TI, por exemplo, para trabalhar no exterior.

E internamente, também há a emigração de talentos, que se formam nas capitais e acabam indo atrás da tranquilidade e de menor concorrência para o interior, ou saem do interior para fazer a faculdade e acabam firmando residência nos grandes centros.

Mas o que fazer para que os verdadeiros talentos não saiam do País, da cidade ou até mesmo das nossas empresas.

O primeiro aspecto tem que ser a valorização, o incentivo. Muitas vezes o valor a mais que o concorrente vai pagar não é motivo suficiente para que uma pessoa resolva recomeçar, ou até mesmo continuar sua carreira em outro lugar. As vezes o motivo da saída pode ser simplesmente pela desmotivação que ele encontra, pelo excesso de cobrança, pela falta de apoio, de um elogio, pela falta de benefícios, por detalhes pequenos que diferenciam a vontade de acordar para ir trabalhar da vontade de ficar na cama e não ter que passar pela rotina diária.

Claro que quando a concorrência financeira é desigual, um salário que dobra, mais benefícios que não tem e um cargo superior torna difícil a negociação. Mas se o colaborador vale o investimento do concorrente, porque você não enxergou nele essas qualidades, por que não oferecer você um salário melhor, uma gama maior de benefícios e uma promoção. Isso faz com que a equipe enxergue a possibilidade de crescimento, motiva a todos e você não vai precisar ir ao mercado correr atrás de uma nova peça.

Realmente ninguém é insubstituível, mas tem peças que são únicas e que quando trocadas deixam sempre uma sensação de que por mais que a engrenagem funcione, não funciona com a mesma qualidade...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...