segunda-feira, 6 de março de 2017

Manutenção de Talentos


No Futebol, como em todos os esportes de alto rendimento, do Brasil é muito difícil segurar um talento. 
Jovens já são procurados por empresários e oferecidos para mercados com poder financeiro e qualidade de vida superiores ao que temos aqui.

Muitos não dão certo e acabam voltando logo e alguns até acabam esquecidos pelos times do interior desse Brasil imenso. Outros acabam se tornando astros, adorados pelas torcidas, ficam milionários e quando voltam ao país, se voltam, vão atrás de mais uma graninha para jogar mais pelo nome do que pelas qualidades que já não são mais as mesmas.

E ainda existe um outro tipo, aqueles que saem do Brasil muito cedo e passam a vida inteira longe dos holofotes, em ligas menores, países menos tradicionais e voltam ao nosso país só para curtir a aposentadoria com o que acumularam de dinheiro jogando bola.

Mas não é só nos esportes que talentos são perdidos. No âmbito profissional também! Algumas empresas estrangeiras conseguem com enorme facilidade recrutar brasileiros das áreas de TI, por exemplo, para trabalhar no exterior.

E internamente, também há a emigração de talentos, que se formam nas capitais e acabam indo atrás da tranquilidade e de menor concorrência para o interior, ou saem do interior para fazer a faculdade e acabam firmando residência nos grandes centros.

Mas o que fazer para que os verdadeiros talentos não saiam do País, da cidade ou até mesmo das nossas empresas.

O primeiro aspecto tem que ser a valorização, o incentivo. Muitas vezes o valor a mais que o concorrente vai pagar não é motivo suficiente para que uma pessoa resolva recomeçar, ou até mesmo continuar sua carreira em outro lugar. As vezes o motivo da saída pode ser simplesmente pela desmotivação que ele encontra, pelo excesso de cobrança, pela falta de apoio, de um elogio, pela falta de benefícios, por detalhes pequenos que diferenciam a vontade de acordar para ir trabalhar da vontade de ficar na cama e não ter que passar pela rotina diária.

Claro que quando a concorrência financeira é desigual, um salário que dobra, mais benefícios que não tem e um cargo superior torna difícil a negociação. Mas se o colaborador vale o investimento do concorrente, porque você não enxergou nele essas qualidades, por que não oferecer você um salário melhor, uma gama maior de benefícios e uma promoção. Isso faz com que a equipe enxergue a possibilidade de crescimento, motiva a todos e você não vai precisar ir ao mercado correr atrás de uma nova peça.

Realmente ninguém é insubstituível, mas tem peças que são únicas e que quando trocadas deixam sempre uma sensação de que por mais que a engrenagem funcione, não funciona com a mesma qualidade...

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