No Futebol, como em todos os esportes de alto rendimento, do Brasil é muito difícil segurar um talento.
Jovens já são procurados por
empresários e oferecidos para mercados com poder financeiro e qualidade de vida
superiores ao que temos aqui.
Muitos não dão certo e acabam voltando logo e alguns até
acabam esquecidos pelos times do interior desse Brasil imenso. Outros acabam se
tornando astros, adorados pelas torcidas, ficam milionários e quando voltam ao
país, se voltam, vão atrás de mais uma graninha para jogar mais pelo nome do
que pelas qualidades que já não são mais as mesmas.
E ainda existe um outro tipo, aqueles que saem do Brasil
muito cedo e passam a vida inteira longe dos holofotes, em ligas menores,
países menos tradicionais e voltam ao nosso país só para curtir a aposentadoria
com o que acumularam de dinheiro jogando bola.
Mas não é só nos esportes que talentos são perdidos. No
âmbito profissional também! Algumas empresas estrangeiras conseguem com enorme
facilidade recrutar brasileiros das áreas de TI, por exemplo, para trabalhar no
exterior.
E internamente, também há a emigração de talentos, que se
formam nas capitais e acabam indo atrás da tranquilidade e de menor
concorrência para o interior, ou saem do interior para fazer a faculdade e acabam firmando residência nos grandes centros.
Mas o que fazer para que os verdadeiros talentos não saiam
do País, da cidade ou até mesmo das nossas empresas.
O primeiro aspecto tem que ser a valorização, o incentivo. Muitas
vezes o valor a mais que o concorrente vai pagar não é motivo suficiente para
que uma pessoa resolva recomeçar, ou até mesmo continuar sua carreira em outro
lugar. As vezes o motivo da saída pode ser simplesmente pela desmotivação que
ele encontra, pelo excesso de cobrança, pela falta de apoio, de um elogio, pela
falta de benefícios, por detalhes pequenos que diferenciam a vontade de acordar
para ir trabalhar da vontade de ficar na cama e não ter que passar pela rotina
diária.
Claro que quando a concorrência financeira é desigual, um
salário que dobra, mais benefícios que não tem e um cargo superior torna difícil
a negociação. Mas se o colaborador vale o investimento do concorrente, porque
você não enxergou nele essas qualidades, por que não oferecer você um salário
melhor, uma gama maior de benefícios e uma promoção. Isso faz com que a equipe
enxergue a possibilidade de crescimento, motiva a todos e você não vai precisar
ir ao mercado correr atrás de uma nova peça.
Realmente ninguém é insubstituível, mas tem peças que são
únicas e que quando trocadas deixam sempre uma sensação de que por mais que a
engrenagem funcione, não funciona com a mesma qualidade...

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