domingo, 25 de junho de 2017

Como o Esporte pode mudar uma sociedade


Ultimamente ando tão descrente com a situação política do nosso País, que não tenho sequer conseguido pensar soluções. Não vejo nomes que sejam capazes de mudar, mesmo que minimamente o caos em que nos metemos nas últimas décadas.

Então, o que me resta é sonhar, imaginar, criar na minha própria mente uma solução utópica para poder continuar em frente.

E em todas essas situações, enxergo o esporte como o estandarte de mudanças em uma sociedade.

Basicamente por duas razões, a primeira é a diminuição da violência, pois acredito que o esporte tira crianças e adolescentes das ruas e a segunda é a melhora na educação, pois para praticar o esporte, as crianças e adolescentes precisariam estar estudando. E, portanto, aqueles que não conseguirem se destacar em atividades esportivas, podem se destacar pelos estudos.

Além disso, a prática de esporte também pode contribuir com a saúde, pois é inegável que um bom condicionamento físico contribui para a diminuição de doenças cardíacas, obesidade, ansiedade, entre tantas outras coisas.

Nos meus devaneios, imagino uma cidade fundada em algum lugar do interior, para onde só iram algumas centenas de famílias, com suas crianças, na qual existiriam escolas com professores bem pagos, com hospitais bem equipados, com jornada de trabalho e salário condizentes com a população ativa, impostos justos e com um prefeito de verdade, que não queira apenas enriquecer e prosperar e sim usar o que for arrecadado para o bem de todos. Em cada colégio teríamos várias quadras, campos, ginásios, para a prática de vários esportes e todas as crianças estudariam e praticariam as atividades para as quais teriam maior habilidade. Os problemas seriam acompanhados por psicólogos, pedagogos e cientistas sociais, que trabalhariam para manter a saúde mental de todos.

Assim eu pelo menos consigo dormir, imaginando que a minha cidade iria crescer, e que o exemplo dela se espalharia pelas vizinhas, depois pelo Estado e por fim para todo o País.

Seríamos uma potência olímpica, como todos os países desenvolvidos, as medalhas não serviriam apenas para ser o “pão e circo” que são hoje e a motivação dos jovens seria cada vez maior, para chegar ao topo em suas modalidades.

O grande problema é que no dia seguinte eu acordo de novo, ligo o computador e vejo que somos governados por bandidos corruptos e que uma horda de outros exatamente iguais se digladia para ou voltar ao poder, ou para conseguir o poder, com o único e claro objetivo de fazer com que todos nós sejamos sempre derrotados...

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Bandidos disfarçados de torcedores


Já escrevi aqui no blog, sobre a paixão que emana do futebol e faz com que pessoas desconhecidas se unam através deste sentimento.

Então, esta semana escrevo sobre aqueles que se aproveitam das instituições para cometer crimes, extravasar sua infelicidade e desgosto com a própria vida, expor sua irracionalidade e suas dificuldades fingindo serem apaixonados pelo esporte.

Via de regra, esses bandidos fazem parte de gangues que se intitulam torcidas organizadas, e acabam se misturando com pessoas que se associam pensando apenas no time, mas acabam torcendo mesmo para essa organização.

Duas “Organizadas” do mesmo time são capazes de brigar entre si, agridem torcedores rivais como se fossem inimigos. Fingem esquecer que se não houvesse torcida rival nem o futebol existira, mas tudo em nome de um pseudo poder que os membros não conseguiriam se não se comportassem desta maneira.

Não bastasse isso, é flagrante também, dentro destas instituições o tráfico de drogas, assassinatos e confusões em geral.

Não podemos esquecer os massacres cometidos por esses vândalos que em nome de um time de futebol levaram embora vidas inocentes.

Casos como o do ex-presidente da mancha verde assassinado supostamente por membros da própria torcida, do Torcedor do Santa Cruz que foi atingido por um vaso sanitário, do jovem Kevin Spada que foi atingido em seu país por um sinalizador, do massacre dos membros da chamada Pavilhão 9, do palmeirense morto a pauladas por São Paulinos em uma final de Copa São Paulo, do recente caso da jovem Gabriella Anelli, atingida por uma garrafa quebrada, entre tantos outros casos espalhados pelo Brasil todo.

E o pior, apesar de normal, é que nunca acontece nada, nunca prendem os culpados, nunca os banem dos estádios para dar mais segurança a quem quer ir sentir a paixão do futebol.

Esses bandidos só fazem crescer a dependência dos times com a televisão e em muitos casos, os próprios dirigentes são coniventes e temerosos a estes indivíduos, dando ingressos, bancando viagens e devem também ser culpados quando essas tragédias acontecem.

Perguntar até quando não vai nos trazer resposta, pois assim como na política, os bandidos mandam nas torcidas de times de futebol.  

domingo, 11 de junho de 2017

Futebol, uma Paixão


22 pessoas correndo para todos os lados, buscando sempre obter a posse da bola e com o objetivo de fazê-la parar apenas naquela rede que fica entre dois postes e um travessão.

Pode parecer estranho que a descrição acima possa causar discussões, discórdia, lágrimas, tristeza, profunda felicidade, excitação, palpitação, entre tantas outros sentimentos, mas é a pura verdade.

Sei que algumas dessas reações existem também nos outros esportes, mas no nosso País, nenhum consegue juntar tanta gente em volta de aparelhos de TV, ter pessoas ouvindo pelo rádio e tentando imaginar as jogadas, vibrando ou reclamando dos jogadores que estão representando as cores da sua 
paixão, do seu amor. Isso mesmo, amor.

Homens, mulheres, crianças, quando são flechados pelo cúpido do futebol não conseguem mais viver sem. E como todo relacionamento, existem as brigas, discussões, mas diferente de todos os outros relacionamentos, não há como fazer o amor pelo time acabar, diminuir e muito menos ser trocado por outro.

Quando uma agremiação se apodera do seu coração, esqueça, jamais outra terá espaço.

E parece que quanto mais sofrimento seu time lhe passa, maior fica o sentimento. Basta ver os públicos nos jogos dos chamados “times grandes” quando são rebaixados, basta olhar para a imagem de cada torcedor que não consegue jamais esconder seu sentimento.

E quando o time ganha, quando é campeão, o quanto se extravasa, quantos abraços apertados em pessoas totalmente estranhas ao seu dia-a-dia, mas que compartilham a mesma paixão.

Todo mundo diz que faz ou já fez loucuras por amor, mas dificilmente algumas loucuras feitas em nome do time do coração se comparam. 

Viagens distantes, cancelamento de eventos, faltas ao trabalho, à escola, provas deixadas de lado, comprar ingressos a preços absurdos das mãos de cambistas, tudo isso em nome de uma paixão. Uma paixão que não se explica, que apenas se sente, que causa cicatrizes, mas que também fazem os dias melhores e mais felizes, que cria amizades e também acaba com algumas, afinal nós podemos falar mal do nosso time, mas os adversários nunca.

Sim, é apaixonante o futebol...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Decisão entre deixar viver ou morrer


Logo que comecei a escrever aqui no blog, publiquei um artigo sobre a eutanásia.

No Brasil ela ainda é proibida e é um assunto para o qual a maioria vira às costas.

Mas hoje quero escrever sobre algo ainda mais difícil do que decidir sobre viver ou tirar a própria vida. 
Ter que decidir entre deixar alguém viver preso a aparelhos e sem maiores expectativas de vida ou deixar esse alguém descansar.

Decidir sobre si mesmo por vezes já é algo difícil, agora decidir pelo outro é muito complicado, se pensarmos em decidir pela vida de outra pessoa, me parece ainda mais.

Há uma mistura imensa de coisas que ficam o tempo todo juntas confundindo nossos pensamentos e dificultando nossas ações. Fé, razão, crenças individuais, esperança, desconfiança, medo e até dinheiro se juntam quando alguém nos diz que é preciso pensar no assunto.

Mas, na minha opinião pessoal, o mais difícil é não poder entender, sentir, saber o que a pessoa que está lá, deitada, com sua vida nas mãos de outras pessoas está sentindo, ou até mesmo se sente alguma coisa. 
Não poder afirmar com certeza que a pessoa ouve ou compreende o que falamos, se ela sabe ou não que existem familiares ou amigos ao seu lado, ou se simplesmente não sente nem sabe nada. Se existe dor, sofrimento, angústia, ou se realmente não há nada disso. Isso, para mim, chega a ser frustrante.

Além de tudo, em alguns casos, é necessário que pessoas com pensamentos diferentes precisem chegar a um consenso. Imaginem 4 filhos com perspectivas diferentes tendo que decidir sobre a vida dos pais. 

Um mais espiritualizado, que prefere esperar para ter certeza que não haverá nenhum milagre, que quer poder rezar com veemência para ter a graça alcançada antes de desistir, um mais racional, que acredita não haver mais nada a ser feito e que prefere resolver com mais praticidade a situação, um mais desconfiado, aquele que acha que a situação não é tão grave, mas que requer tempo e dedicação, mas imagina que os médicos e o hospital não querem perder tempo e nem dinheiro com um paciente com poucas chances de melhora e um que fica se perguntando como vão arcar com aquela despesa se demorarem muito para decidir. Como é que se resolve isso sem briga ou discussão.

Enfim, eu tenho a minha opinião pessoal, que infelizmente não vale nada, mas gostaria de poder decidir a hora de partir se estiver em situação de coma considerado irreversível. Mas, como diz o ditado “Todo mundo quer ir por céu, mas ninguém quer morrer. ” Então sigamos em frente na esperança de não precisar passar por isso...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...