domingo, 27 de agosto de 2017
Filhos Adotivos
Semana passada escrevi sobre sexualidade, essa semana vou escrever sobre uma pequena parte da consequência da falta de informação e cuidado com a sexualidade e o sexo. Filhos adotivos.
Primeiramente, é preciso deixar muito claro que adotar é um ato de amor maravilhoso é uma chance que pessoas de bom coração dão para vidas que normalmente foram abandonas à própria sorte por pais e mães imaturos, despreparados, viciados, descuidados, delinquentes que perdem a guarda, ou até mesmo entregam os filhos para adoção, entre tantos outros adjetivos pejorativos que possam ser encontrados no nosso vocabulário.
Claro, também, que existem outras situações, mães solteiras que morrem no parto ou quando as crianças são ainda muito novas e outras possibilidades que não me vêem à mente agora.
O ponto importante a ser considerado é que, por alguma razão que eu não posso entender, filhos adotivos ainda são vistos com outros olhos, são tratados com um cuidado excessivo para que o segredo da maternidade não seja revelado até determinada idade, também por medo e receio de como os colegas da escola vão tratar a criança e etc.
Existe um trauma que nasce junto com o abandono de toda criança, que é a inevitável dúvida sobre o motivo que levou os pais biológicos a tomarem a decisão de deixá-los. E isso não vai mudar de acordo com a idade que a criança vai descobrir que seus pais verdadeiros, não foram aqueles que geraram a sua vida. Sim, porque verdadeiros são aqueles que dão educação, amor, carinho, e uma nova vida para as crianças. Para isso, é possível que seja necessário um trabalho terapêutico, que não vai substituir o carinho da família que adotou.
Existe também uma crença, muito exacerbada pelas novelas e filmes, de que filhos biológicos tratam os irmãos adotivos de forma diferente. Se isso existe, a culpa é dos pais, que mostram qualquer tipo de diferença, se a criança adotada é tratada como uma irmã igual, a tendência é existir um ciume natural, que ocorreria com outra criança gerada pelos mesmos pais, mas depois não só a aceitação, como a proteção que todo irmão procura dar para os mais novos.
Pais também jamais devem adotar uma criança por dó, piedade ou qualquer outra razão que não seja a pura e simples vontade de ter um ou outros filhos. O ato da adoção por razões diferentes destas, é simples egoísmo, pois é feito para chamar a atenção para si, como sendo o bondoso que faz uma boa ação e nesse caso será inevitável que a criança seja tratada de forma diferente e errada.
Como escrevi há duas semanas, somos todos pessoas, independente da mãe que gerou e da mãe que criou e se todos forem tratados da mesma forma, esse fato se tornará irrelevante.
domingo, 20 de agosto de 2017
Sexualidade
No meu tempo de criança e até mesmo no início da adolescência, falar sobre sexo e sexualidade era ainda um tabu, pelo menos na minha família.
Hoje em dia, não sei como o assunto é tratado dentro das casas, mas me parece que é mais natural do que era antigamente. E isso é muito bom, mas por outro lado, não devemos deixar que se torne um assunto banal.
Acho que um pouco mais de conselhos e acompanhamento de mães e pais, poderiam evitar doenças e gravidez não desejadas.
Além de criar consciência e conhecimento em uma parcela da população que hoje sofre com a falta de educação e cuidado nas escolas.
E o que pouca gente parece ainda ignorar, é o fato da sexualidade, exacerbada ou reprimida, causar danos psicológicos, dificuldades em relacionamentos e outras tantas disfunções.
Quando o sexo é utilizado como ferramente social, para aproximação de pessoas e puro extravasar do prazer, normalmente não causa nenhum problema, contudo quando o sexo se torna uma "obrigação" para manutenção de um relacionamento, ou até mesmo como arma de conquista, a pessoa que concede o prazer ao outro pode se sentir usada, menosprezada e desrespeitada quando o relacionamento termina.
Claro que essa dominação pode acontecer de qualquer um dos lados, mas para exemplificar, vou usar o mais comum, que é o lado feminino, pelo simples fato de ainda vivermos em uma sociedade extremamente machista.
Meninas, principalmente as mais novas, que estão ainda se conhecendo e conhecendo o mundo, tendem a se apaixonar com maior facilidade, ainda com sonhos de amor correspondido, carinho e atenção. Mas, muitos dos meninos não estão sequer preparados ainda para isso e acabam "condicionando" o namoro à permissão do sexo e as meninas, com medo de perder o namorado, acabam concordando e cedendo, cada vez mais cedo, o seu corpo.
O problema não é esse, pois seja com 16, 18 ou 28 uma hora acabaria acontecendo, o problema é lidar com a frustração de ter concordado com algo que talvez não fosse a sua vontade e mesmo assim ficar sozinha. Essa frustração pode se transformar em várias outras situações negativas, como raiva de si mesma, insatisfação com o próprio corpo, pois pode achar que o rapaz terminou por ela não ter um corpo capaz de o satisfazer, medo da reação da família e até mesmo de contar para a família e finalmente, a banalização do sexo.
Afinal, depois que acontece a primeira vez, a tendência natural é que não se pare nunca mais.
Sexo é bom, muito bom, traz inúmeros benefícios ao corpo, à saúde, à estima entre tantas outras coisas, mas saber com quem e quando fazer, faz com que seja melhor ainda!
Não deixem suas crianças se tornarem mulheres ou homens antes do tempo. Eduquem, conversem, antes que seja tarde demais.
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Somos Todos Pessoas
Eu sou completamente avesso a qualquer tipo de preconceito.
E, honestamente, acho uma vergonha ainda ter que escrever alguma coisa sobre
isso.
Mas, pelo andar da carruagem, ainda levaremos muito tempo, e
no mundo todo, para que essa situação mude, isso é, se vai um dia mudar. Talvez o mundo acabe antes do que a
intolerância de algumas pessoas e de suas próximas gerações.
Também não gosto do termo “minorias”, pois acredito que ao
classificar um grupo de pessoas, seja por raça, orientação sexual ou qualquer
outra coisa, estamos naturalmente alimentando o preconceito.
Tampouco gosto de diferenciar homens de mulheres no âmbito profissional,
pois a capacidade de trabalho, principalmente intelectualmente, não pode ser
analisada pela roupa que o colaborador vai vestir. E nem quando tratamos das
chamadas tarefas domésticas, que podem e devem ser compartilhadas quando houverem
duas ou mais pessoas dentro da mesma casa.
Acredito que rótulos só servem para atrapalhar e que
devemos, precisamos, urgentemente nos classificar de uma forma única e simples.
Pessoas. Somos todos pessoas, independentemente de cor, condição financeira,
preferências sexuais, religião e crenças.
Somos todos pessoas, com condições diferentes por nascença,
mas que deveriam ter as mesmas chances e possibilidades sem precisar de uma lei
determinando cotas, pois essas mesmas leis, mesmo que muito necessárias, ajudam a difundir o preconceito.
Na verdade, acho que deveríamos ser todos pessoas, mas ainda
estamos longe disso, hoje, infelizmente, somos todos patetas a procura de
respostas para as quais nem deveriam existir perguntas.
Como eu sou um sonhador por natureza, quero acreditar que um
dia a humanidade conseguirá viver sem rótulos e sem classificações, que ninguém
vai criticar o outro por achar estranho e o “estranho” não vai falar mal do “normal”,
pena que eu não estarei mais por aqui para apreciar tal fato. Mas, espero que a
consciência aflore e que hoje sejam plantadas as sementes do futuro e que as crianças
das próximas gerações comecem a se aproximar desse objetivo.
Eduquemos, façamos a nossa parte!
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Tudo Começa com a Educação
Não é possível formar cidadãos bons e de bem, conscientes, com opinião e que respeitem opiniões, sem ter como base a educação.
E quando escrevo educação, não estou querendo dizer apenas
aquela que a pessoa receba na escola, mas principalmente a que recebe em casa, dos
pais, avós, tutores, ou quem quer que as crie.
E para que exista a educação, o ambiente em que a criança
vai crescer, precisa ter respeito, harmonia, discussões que se resolvam sem
agressão, nem física e nem verbal e em casos extremos, que as crianças não
estejam presentes.
Mas, isso tudo parece utópico, principalmente nos dias de
hoje, no nosso Pais e na maioria das casas.
A educação foi deixada completamente de lado, primeiro pelos
nossos governantes, que não tem o menor interesse em formar cidadãos
inteligentes, pois se assim for, nunca mais eles se elegem. E o efeito é de
cascata, com a queda da educação, nos aproximamos do abismo. As próximas
gerações tendem a ser ainda piores do que essa, na qual palavras simples como “por
favor”, “obrigado”, “desculpe”, parecem ter sumido do vocabulário. Aliás, se
parar para pensar, o próprio vocabulário sumiu.
Hoje as pessoas se educam através da TV, da Internet, formam
suas opiniões baseadas em youtubers e outras coisas parecidas com isso.
Os professores estão minguando e a cada dia são mais
desvalorizados em todos os aspectos. Não tem salário condizente com sua
importância, não são respeitados pelos alunos, pelo contrário, são ameaçados e
até agredidos, não tem suporte das direções das escolas, entre tantos outros
problemas.
Claro, existem as exceções, os colégios caros frequentados
por filhos dos pais que não se preocupam com a educação dos outros, mas que
assim como na casa da maioria, esquecem que a educação não vem só da escola.
Enfim, eu não consigo ser otimista em um país no qual as crianças aprendem a rebolar antes de saber cantar o hino nacional, aprendem a usar camisinha antes de saber quem foi Machado de Assis e mesmo assim aprendem, na marra, a ser mãe ou pai de uma criança de verdade, quando na verdade deveriam estar brincando de boneca. E essa criança, que educação vai receber? Será que esse caminho tem volta? Hoje, eu não acredito, mas, continuo sempre tentando fazer a minha parte. E você, faz a sua?
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