Eu sou completamente avesso a qualquer tipo de preconceito.
E, honestamente, acho uma vergonha ainda ter que escrever alguma coisa sobre
isso.
Mas, pelo andar da carruagem, ainda levaremos muito tempo, e
no mundo todo, para que essa situação mude, isso é, se vai um dia mudar. Talvez o mundo acabe antes do que a
intolerância de algumas pessoas e de suas próximas gerações.
Também não gosto do termo “minorias”, pois acredito que ao
classificar um grupo de pessoas, seja por raça, orientação sexual ou qualquer
outra coisa, estamos naturalmente alimentando o preconceito.
Tampouco gosto de diferenciar homens de mulheres no âmbito profissional,
pois a capacidade de trabalho, principalmente intelectualmente, não pode ser
analisada pela roupa que o colaborador vai vestir. E nem quando tratamos das
chamadas tarefas domésticas, que podem e devem ser compartilhadas quando houverem
duas ou mais pessoas dentro da mesma casa.
Acredito que rótulos só servem para atrapalhar e que
devemos, precisamos, urgentemente nos classificar de uma forma única e simples.
Pessoas. Somos todos pessoas, independentemente de cor, condição financeira,
preferências sexuais, religião e crenças.
Somos todos pessoas, com condições diferentes por nascença,
mas que deveriam ter as mesmas chances e possibilidades sem precisar de uma lei
determinando cotas, pois essas mesmas leis, mesmo que muito necessárias, ajudam a difundir o preconceito.
Na verdade, acho que deveríamos ser todos pessoas, mas ainda
estamos longe disso, hoje, infelizmente, somos todos patetas a procura de
respostas para as quais nem deveriam existir perguntas.
Como eu sou um sonhador por natureza, quero acreditar que um
dia a humanidade conseguirá viver sem rótulos e sem classificações, que ninguém
vai criticar o outro por achar estranho e o “estranho” não vai falar mal do “normal”,
pena que eu não estarei mais por aqui para apreciar tal fato. Mas, espero que a
consciência aflore e que hoje sejam plantadas as sementes do futuro e que as crianças
das próximas gerações comecem a se aproximar desse objetivo.
Eduquemos, façamos a nossa parte!

Seu texto veio de encontro ao meu trabalho com diferença entre artigo e dissertação. Estou difundindo seu excelente trabalho!
ResponderExcluirObrigado! Seja sempre bem-vinda!
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