segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Somos Todos Pessoas

Eu sou completamente avesso a qualquer tipo de preconceito. E, honestamente, acho uma vergonha ainda ter que escrever alguma coisa sobre isso.

Mas, pelo andar da carruagem, ainda levaremos muito tempo, e no mundo todo, para que essa situação mude, isso é, se vai um dia mudar. Talvez o mundo acabe antes do que a intolerância de algumas pessoas e de suas próximas gerações.

Também não gosto do termo “minorias”, pois acredito que ao classificar um grupo de pessoas, seja por raça, orientação sexual ou qualquer outra coisa, estamos naturalmente alimentando o preconceito.

Tampouco gosto de diferenciar homens de mulheres no âmbito profissional, pois a capacidade de trabalho, principalmente intelectualmente, não pode ser analisada pela roupa que o colaborador vai vestir. E nem quando tratamos das chamadas tarefas domésticas, que podem e devem ser compartilhadas quando houverem duas ou mais pessoas dentro da mesma casa.

Acredito que rótulos só servem para atrapalhar e que devemos, precisamos, urgentemente nos classificar de uma forma única e simples. Pessoas. Somos todos pessoas, independentemente de cor, condição financeira, preferências sexuais, religião e crenças.

Somos todos pessoas, com condições diferentes por nascença, mas que deveriam ter as mesmas chances e possibilidades sem precisar de uma lei determinando cotas, pois essas mesmas leis, mesmo que muito necessárias, ajudam a difundir o preconceito.

Na verdade, acho que deveríamos ser todos pessoas, mas ainda estamos longe disso, hoje, infelizmente, somos todos patetas a procura de respostas para as quais nem deveriam existir perguntas.

Como eu sou um sonhador por natureza, quero acreditar que um dia a humanidade conseguirá viver sem rótulos e sem classificações, que ninguém vai criticar o outro por achar estranho e o “estranho” não vai falar mal do “normal”, pena que eu não estarei mais por aqui para apreciar tal fato. Mas, espero que a consciência aflore e que hoje sejam plantadas as sementes do futuro e que as crianças das próximas gerações comecem a se aproximar desse objetivo.

Eduquemos, façamos a nossa parte!

2 comentários:

  1. Seu texto veio de encontro ao meu trabalho com diferença entre artigo e dissertação. Estou difundindo seu excelente trabalho!

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