quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Boas Festas!

 Que ano meus amigos, que ano...

No começo dessa loucura toda eu ainda achava que seria possível tirar uma lição positiva, que ao voltarmos a enxergar golfinhos nos canais de Veneza, o céu mais azul em várias cidades do mundo e tanta gente sofrendo em virtude de um mal invisível e desconhecido, a humanidade tenderia a entender melhor o seu papel na Terra e criaria mais empatia entre seus habitantes.

Mas eu errei, e errei feio.

Esse ano foi pesado, me fez ter a certeza absoluta que as pessoas não conseguem se entender, se respeitar, aceitar diferenças e se colocar no lugar dos outros.

Uma briga de egos, cada um lutando, desonestamente, para o seu próprio bem, em detrimento do coletivo, esquecendo do verdadeiro inimigo, o vírus.

Ganância, preocupação com o futuro, intrigas políticas, foi possível enxergar o pior do ser humano, e infelizmente, esse pior parece ser parte da essência e não consigo vislumbrar um horizonte mais promissor.

O que fazer então? Infelizmente só podemos cuidar dos nossos, não fomos capazes de fazer pessoas entenderem o problema e o que nos resta são as lágrimas e a esperança, não que a humanidade vá melhorar, mas que a ciência, aos trancos e barrancos, vai nos tirar dessa, bem piores do que poderíamos estar, mais tarde do que seria possível se todos cooperassem, mas ainda assim, resistiremos.

Hoje, não adianta eu dizer aqui que 2021 será um ano repleto de maravilhas, pois sabemos que teremos ainda pelo menos mais um semestre de grandes dificuldade, mas com perseverança podemos tentar passar por esse período e, quem sabe, a passagem de 2021 para 2022 seja muito mais tranquila e harmônica.

O que eu posso desejar para todos nós, nesse momento, é que todos tenhamos uma noite de natal espetacular, se for ao lado de alguns poucos queridos familiares, ainda melhor e que tenhamos uma passagem de ano com saúde e também ao lado, seja presencialmente, ou virtualmente, da família e que consigamos encontrar força, resiliência e sabedoria para lidar com o que vem pela frente.

Boas Festas meus Amigos, que criemos em nossos corações momentos felizes!


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Ano 10 - 1982

 No ano 1982 eu tenho uma recordação bastante latente. Meu primeiro jogo de futebol em um estádio.

Eu, meu Pai e meu Irmão fomos assistir Palmeiras X Volta Redonda pela Taça de Prata daquele ano.

O Jogo terminou 1 X 1, e deve ter sido uma porcaria, mas eu não esqueço o quanto fiquei encantado com aquele lugar, com os chutões que o Gilmar, goleiro do Palmeiras naquela noite, e que eu tinha a impressão que a bola estava vindo na minha direção.

Talvez essa seja a lembrança mais legal que tenho de um dia com meu Pai.

A minha primeira lembrança efetiva, ainda que um pouco nublada, sobre futebol também vem desse ano, a copa de 1982. Eu não entendia, obviamente, o brilho do futebol da seleção brasileira, mas me lembro da minha tristeza no jogo da derrota do Brasil para a Itália. Ainda não sabia que o futebol seria uma das minhas paixões, mesmo que hoje em dia já tenha perdido boa parte desse sentimento.

No demais, nada de novo no front. Ainda era um bom aluno, passei direto de novo na 2ª série do primário, mas não consigo lembrar da minha professora daquele amo.

Na casa do meu tio, também não houveram novidades, continuava uma criança solitária no prédio em que não haviam outras crianças e que brincar sozinho com os poucos brinquedos que tinha era a única solução.

E nada mudaria tão cedo...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Deveria?

Eu me conheço muito bem, sei onde posso me quebrar.
Eu sei de todos os enormes erros que eu cometo e cometi.
Voando em pensamentos desconexos.
Me vejo no chão de novo, tentando ver as coisas do meu jeito.

Estou eu errado, será que fui longe demais?
Será que uma parte de mim se foi e deixou a outra para trás?
Se eu pudesse eu me separaria, mas eu deveria?
E depois haveria alguma coisa verdadeiramente real?

Navegando em outras ondas sem destino, perco a noção.
Meu barco está ancorado em um chão de cimento.
Eu precisaria apender a flutuar fora da água.
Como uma criança que sonha sem saber o significado.

No meio do dilúvio eu não me afogo, meu barco está ancorado.
Um dia perfeito para pensar nos dias de garoa.
E fazer mais uma viagem daquelas, para lugar nenhum.
Meu barco está a deriva, deveria me ajudar. Deveria? 

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...