quarta-feira, 24 de maio de 2023

As Palavras e as Atitudes

Falar é muito fácil, como dizem, até papagaio fala!

Já as atitudes são muito mais difíceis e também muito melhores para analisarmos alguma coisa ou alguém.

É bastante difícil, infelizmente, acreditar em qualquer coisa que ouvimos hoje em dia.

Em muitos casos, a palavra não vale mais do que uma moeda de 5 centavos, e olhe lá.

Já as atitudes podem até ter preço, mas você pode conferir o que está pagando.

O problema é que muita gente fala sobre coisas que são invisíveis, não palpáveis, impossíveis de comprovar com uma olhada ou um aperto. Muita gente gosta de falar de sentimentos e, o pior, falar por falar.

E fica ainda mias interessante quando paramos e percebemos que cada pessoa sente de uma forma particular, enxerga ou nomeia os sentimentos de acordo com sua própria visão, o que deixa ainda mais impossível determinar o que é e o que não é verdade...

Justamente por isso a única coisa que realmente importa, são as atitudes.

Você pode dar o nome que quiser a um gesto de carinho, para um abraço apertado ou um beijo, pode se expressar da maneira que achar melhor.

Certamente isso vai ter uma relevância maior do que uma mensagem, uma palavra ou um sussurro.

Gestos e atitudes nos mostram a verdade enquanto as  palavras podem ser apenas uma grande ilusão...

segunda-feira, 8 de maio de 2023

O tempo e o tempo de novo

Eu queria tanto que outros olhos pudesse me ver.
Alguém que não fosse meu próprio espelho.
Que me encarasse sem desviar os olhos.
Mas esse alguém já foi.

Então eu queria que o tempo voltasse.
Corresse de trás para frente.
E assim eu estaria voltando para casa.
Mas o tempo passou e estou aqui sozinho.

O tempo passou de novo.
Nesse tempo presente não fico feliz comigo mesmo.
O tempo de novo foi para frente.
E eu não sou capaz de me satisfazer.

Mas já quis me afogar em um oceano.
Queria afundar bem devagar, mas sem me molhar.
Quem sabe um dia, eu não me sinta sozinho.
Para caminhar sobre as águas desse oceano de tempo.

08/05/23 - GRU

1992 - Ano 20

Finalmente o último ano da escola!

Apesar de todos os percalços, das notas baixas e médias, das bagunças e muito pela boa vontade e a enorme vontade de não me ver mais dos professores, passei de ano.

Mas, o mais legal desse último ano foi a consolidação das amizades que fiz e que infelizmente eu perdi, por minha culpa mesmo.

A turma de meninas e cabeludos, eu incluído, que era super legal e divertida. A querida Cecília, uma das principais razões de eu acordar e ir para a escola, Sabine e Ana Carolina, Patrícia a meiga, Alexandre (Willy), Pietro, Tavares, Thiago e outros que certamente me esqueço nesse momento, mas que vou editar depois que encontrar meu folheto da formatura. Ainda tinha o Mid, meu melhor amigo até hoje, e sua namorada Vanessa, que era uma das minhas melhores amigas até o Mid me arrastar para a primeira micareta da minha vida, mas isso é história para o ano de 1995.

Além da sensação espetacular de finalmente me formar e de ter amigos, talvez o mais legal desse ano tenha sido a minha ideia de escrever um conto de presente para cada uma das 7 pessoas que eram mais próximas a mim e que eu enviaria  a elas via correio, no ano seguinte. Cada uma escolhia um tema e eu escreveria.

Foram 7 pessoas e 7 temas. O primeiro eu lembro, foi o Alexandre e o tema foi Sexo. O último foi o Pietro e o tema foi Morte.

No meio houveram os temas vida, futuro, amor, aliança e reconstrução e eu sei que a Cecília, a Ana, a Sabine e a Paty escolheram um dentre esses temas, mas no momento não consigo me lembrar quem foi a última pessoa para quem enviei o conto. Perdoem-me, mas já se passaram 31 anos.

Contudo, já no final do primeiro conto, tive uma ideia, juntar os 7 contos e fazer dele um livro, seria meu desafio. E assim fiz, contos que se tornaram capítulos, com os mesmos personagens e na medida do possível continuando a história, sem que ela perdesse o sentido se fosse lida isoladamente.

Pena que meu sonho de publicar ainda não deu certo, mas quem sabe um dia...

Esse foi com certeza um dos meus anos preferidos, muitas idas ao estádio com meus amigos Marco e Ken, apesar do Palmeiras continuar fazendo a gente sofrer. 

Se não me engano, foi também o ano dos  meus primeiros shows, acredito que um Hollywood Rock, mas isso preciso, também, confirmar.

De toda maneira, a vida começava a ficar mais agitada, mais divertida e em casa sem novidades, a mesma rebeldia e os últimos meses do meu tão querido cabelo comprido, que hoje fico feliz em ter de novo...

Conto em Gotas - Parte 11

Ainda bem que Diana era econômica, porque mesmo com seu salário relativamente baixo, ela tinha conseguido juntar uma pequena poupança que usaria agora para fazer algumas viagens.

Planejou passar por 5 cidades diferentes nas suas férias e em mais 5 cidades pequenas e próximas dessas, onde haviam casos mal resolvidos ou nada resolvidos de violência contra mulheres.

Mas, antes de organizar passagens e hospedagens, ela precisava dar um jeito de conseguir munição para sua arma e de preferência algumas outras armas para usar.

Como não teria tempo hábil e nem dinheiro para conseguir uma arma legalizada e autorização para comprar munição, ela recorreu à deep web para encontrar um sujeito que fizesse a entrega de uma caixa com 50 cartuchos em uma caixa postal, que ela adquiriu em uma agência dos correios do outro lado da cidade.

Era um risco, afinal confiar que um bandido faria a entrega corretamente não é a coisa mias comum do mundo, mas ela fingiu se passar por um marido traído que queria vingança e deve ter sido bem convincente, pois o processo correu muito bem.

Em uma loja de pesca, comprou sem precisar de nenhuma documentação especial, dois facões, cordas até uma vara que fica de um tamanho bom para levar em viagens.

Em várias lojas de materiais de construção comprou muitas fitas adesivas, removedor, furadeira, pregador automático de pressão e pregos daqueles bem compridos.

Com tanta coisa incomum, as roupas foram assessórios supérfluos nas duas malas que estava levando para a rodoviária da Barra Funda já manhã do sábado, antes mesmo do seu primeiro dia oficial de férias.

Os primeiros 5 dias seriam na cidade de Limeira, mas o destino real era a cidade de Engenheiro Coelho. uma cidadezinha de menos de 20.000 habitantes, distante 26 km da sua estadia.

Ela encontrou nessa cidade 2 casos de violência, contra uma mulher de pouco mais de 30 anos e sua filha, que hoje deve ter 17 anos, mas na época em que foi violentada tinha apenas 13.

Mesmo após a tentativa do delegado em convence-lá a continuar com a acusação e obter a ordem de restrição contra o homem que violentou as duas, a mulher estranhamente retirou a acusação e depois foi vista várias vezes com hematomas pelo corpo e até mesmo dificuldade de se locomover pela cidade.

A menina fugiu e não se tem notícia do seu paradeiro. Já se passaram 4 anos e tudo o que Diana descobriu é que o homem ainda morava na mesma casa, com a mesma mulher...

 

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...