segunda-feira, 25 de setembro de 2023

1996 - Ano 24

Depois de reencontrar meu querido amigo em 1995 e de ter me iniciado no mundo do axé, ficou humanamente impossível conciliar o trabalho, cada vez mais cheio de responsabilidades, a faculdade e esse mundo maluco do axé.

Então acabei decidindo por trancar um ano a minha faculdade.

Claro que tinha um certo fundo de arrependimento nesse meio, pelo fim do meu namoro com uma colega de classe, que eu não sabia se ia querer ver ou não todos as noites...

Mas, no final das contas, a folia durou menos de um semestre, porque veio uma promoção no trabalho e aí ficava impossível ter folgas de mais de um dia, para poder viajar atrás do trio.

Por isso acabei tendo que vender o meu pacote do carnagoiania que seria a minha primeira micareta mais longe, depois de ter ido para o carnabelô.

Com a correria e com a promoção acabei ganhando mais e gastando mais com almoços fora do refeitório, até porque na maioria dos dias não tinha mesmo um horário certo para almoçar. E nesses almoços conheci minha namorada "mais séria" até o momento, que seria minha primeira "noiva", apesar da aliança de noivado ser quase de doce e sem anúncio nem festa.

E as quartas-feiras de Olímpia continuavam a todo vapor e uma sensação boa de que apesar de toda loucura e cansaço, a vida valia à pena...

De resto, mais um ano comum, sem muitas coisas diferentes em casa, apenas a certeza cada vez mais absoluta que algumas coisas jamais voltariam a ser como antes...


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Chove na Pequena Cidade Grande

O circo está indo embora.
Vai para a próxima cidade.
Mas a lona que o cobre, espera ansiosa a aposentadoria.
Aqui chove, e certamente na próxima cidade também.

Agora o lugar em que você ficava, está vazio.
E nem posso te avisar por telefone.
Eu queria uma capa para me proteger dessa chuva.
Eu queria de volta o meu amor.

Sigo o circo em um trem cheio de conversas surdas.
Melhor não escutar, quando não se tem nada para dizer.
Pode até ser verdade que colhemos o que plantamos.
Mas eu simplesmente não queria plantar em tantos jardins.

Eu não consigo produzir melhor.
Eu não consigo mais mudar quem eu sou.
Aqui também está chovendo.
Tudo igual, mas de certa forma de outro jeito.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Será que seu mundinho não está tomando espaço do mundo das outras pessoas?

Espaço, liberdade e limites.

É preciso entender essas três coisas antes de dizer que "ninguém tem nada a ver com a sua vida".

Empatia seria bem vinda também, mas aí já seria pedir demais para a grande maioria das pessoas.

Cada um tem o seu espaço, sabemos disso, cada um tem a liberdade para fazer o que quiser, e assumir as consequências pelos seus atos e palavras, mas o que nem todos percebem é que em uma sociedade, inevitavelmente, existem limites.

Não se trata da sua liberdade e da sua vida se você resolve passar as duas da manhã ouvindo funk no volume máximo em frente a um hospital, ou em uma rua residencial. Pois, nesse caso, você está colidindo o seu mundinho particular, com o mundo em que vivem bilhões de outras pessoas.

Precisamos lutar pelo que queremos, buscar nossos objetivos, fazer aquilo que gostamos, mas sempre lembrando que devemo para isso, usar o nosso espaço e não invadir o espaço do outro.

E para isso, existem leis, justamente porque o ser humano é incapaz de ter bom senso. E quem quebras as leis deve sofrer as consequências, ou deveria pelo menos.

Eu gosto de todas aleis, não. Sou favorável a elas. Não. Mas sim, sou obrigado a segui-las, ou lutar para mudá-las, não apenas infringi-las e que se danem os outros.

Parece simples, é simples, mas para alguns é complicado demais...

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Quando o Elevador chega no Topo

Um das características de boa parte dos seres humanos é a ambição de chegar ao topo.

Claro que em boa parte, também, dos casos, ela é positiva e importante, em outros casos, a ambição pode se tornar uma obsessão e fazer mal.

Mas em ambos os casos, nem sempre "o céu é o limite" e pode-se atingir um objetivo que sempre foi  um sonho e ao chegar nesse ponto, a pessoa pode não saber mais como continuar, ou o que fazer.

E isso também pode ser perigoso, afinal a ambição pode ser um vício e a falta de novos planos, novos objetivos ou novas metas pode criar transtornos mentais, como s depressão ou crises de ansiedade.

E o que fazer quando isso acontece?

Além de terapia, para corrigir essa necessidade de sempre ir atrás de mais e começar a aproveitar o que já se tem, é preciso reformular objetivos e procurar novas metas, novos planos e desacelerar, para que ainda existam objetivos a serem alcançados, mas sem a pressa e necessidade de chegar em novos  cumes de montanhas cada vez mais altas.

Com calma, paciência e modéstia, é possível sempre ter um pouco mais, e ainda assim ter outras coisas em vista.

Não adianta chegar no último andar rápido demais, pois o elevador nunca sobe mais do que o limite do teto, ainda bem...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...