terça-feira, 31 de maio de 2011

Honra


Será que em uma enquete feita nas escolas de ensino médio os alunos saberiam dizer o que significa a palavra "Honra"?

Me lembro como se fosse ontem o dia em que escrevi esse artigo, há pouco mais de 8 anos atrás.

Não era o tema que eu tinha planejado para aquela semana, mas após passar conseguir pagar umas contas que estavam me preocupando, comecei a pensar no assunto.

Fui criado ouvindo que não havia nada mais importante e que deia ser cuidado com todo esforço do que meu Nome. E sempre segui isso à risca, me virando sempre de todas as maneiras para permanecer com ele limpo, intacto, honrado.

Só que hoje eu vejo que muitas pessoas não se preocupam mais com isso e que "esse negócio" é besteira.

Fico me perguntando, se “esse negócio” realmente ainda existe, o que significa hoje em dia e se vale realmente à pena se preocupar com essas coisas.

Antigamente, tínhamos que defender a nossa honra, matava-se por isso, tínhamos que honrar nosso nome, hoje o nome não tem mais valor nenhum, grande parte das pessoas não se preocupa em ver seu nome correndo na praça, seja por inadimplência, seja por vulgaridades e, veja bem, cada um faz o que bem entender com a própria vida e vulgaridade pode ter significados diferentes para diferentes pessoas.

Tínhamos que defender a honra da família, isso também gerava conflitos que podiam terminar de forma trágica, mas hoje, muitos nem se preocupam com os próprios pais, que dirá com o nome da família.

Contudo o que mais me incomoda é que precisávamos honrar nossa palavra, que era muito mais importante do que qualquer papel assinado. Mas hoje, com o império da mentira e da hipocrisia, a palavra já não tem mais valor nenhum. O que se fala, não é aquilo que se faz, não é aquilo em que verdadeiramente a pessoa acredita e não é o que realmente sente.

Pelo jeito a palavra morreu junto com a honra e podem apostar que muitos jovens não sabem o que queremos dizer quando usamos a expressão “Homem de palavra“

A situação se tornou tão banal, que hoje em dia "Perder a Honra“ não tem mais valor nenhum. Parece que da gramática foi excluído o verbo honrar, e ficamos com a impressão de que não se pode perder, o que na verdade nunca se teve...

Photo by Mahdi Asadi on Unsplash

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Perdão


Escolhi este tema para hoje, devido às inúmeras conversas que venho tendo relacionadas a este assunto.

Na verdade, até me surpreendi positivamente com esse fato, o que me fez ter certeza de que os artigos anteriores foram lidos.

Algumas pessoas acham estranho quando digo que não é fácil perdoar e portanto muitas pessoas dizem que perdoam, quando na verdade não o fazem.

Mas porque não perdoar?
Então, vou explanar sobre o que penso.
Primeiramente me pergunto: O que é perdoar?
Dizem alguns, que todos têm direito a uma segunda chance, que errar é humano, que perdoar é um dom divino.
Mas será que tudo isso é mesmo verdade? Será que é mesmo necessário?
Claro que uso a palavra “perdão“ como um grande aumentativo do que chamo de “desculpa“, pois casos corriqueiros, como um pisão no pé, uma mancha de catchup na camisa branca e outras coisas que são feitas sem ter a intenção de prejudicar abertamente alguém, merecem, obviamente, serem desculpadas.

Mas, aqui coloco o perdão no sentido de saber se alguém que deliberadamente, prejudica, machuca, magoa ou até mesmo destrói a vida de uma outra, merece ter uma segunda chance.

Para quem lê todos os meus artigos, vai perceber que uma coisa sempre se repete. O tal do impulso, que serve como desculpa esfarrapada para quase todas as falhas dos viventes. Nesse caso, também alguns vêm ajoelhados pedirem perdão, por ter agido sem pensar, dizendo que tudo aquilo que fizeram, foi sem intenção e que não sabiam qual seria o resultado final. Mentira. Ninguém faz uma coisa errada, achando que está certa, a menos que seja manipulado por terceiros, mas isso entra no campo da ingenuidade, que não é o caso.

Como aceitar que um assassino, que tira a vida de um pai de família, de uma mãe ou de um filho, pode receber um perdão. Será que na hora do crime ele pensou em todos os familiares daquela pessoa? Depois, fica fácil apelar para a benevolência do nosso povo e dizer em rede nacional que se converteu, que se arrependeu, que recebeu Jesus no coração e que ao se reintegrar à sociedade será uma nova pessoa.

Como aceitar que um traficante, que faz um jovem roubar a própria casa para manter um vício, possa ter perdão? Porque será que nenhum filho de traficante usa drogas.

No campo dos relacionamentos, também existe esta dúvida. E isso me chamou a atenção em um debate sobre reconciliação.

Os poucos que defendem o perdão, dizem que o amor pode superar tudo, mas ficam sem resposta, quando lembramos que se houvesse o amor, não haveria traição.

Acho que a única forma de evitar a dúvida sobre o perdão, no caso específico dos relacionamentos, seria a honestidade de comunicar ao outro, o fim desse sentimento. Nos casos de homicídios, traições no trabalho, entre outros fatos, sinceramente, acho que não existe o perdão, mesmo que tenhamos que buscar entender o outro, não precisamos perdoar. Como eu escrevi em uma postagem passada, a mentira pode aliviar um sofrimento, mas a verdade pode salvar uma vida...

Photo by Lina Trochez on Unsplash

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Memória


É muito comum ouvirmos e lermos que o Brasileiro tem memória curta  em assuntos de política, música e esportes e tantas outras coisas.

Isso é uma verdade absoluta. Basta vermos as atitudes que o povo em geral toma, elegendo políticos comprovadamente corruptos e mesmo os que não são eleitos recebem votos, quando na verdade deveriam estar presos e alguns presos que se dependesse da vontade do povo receberiam votos.

Com os esportistas é a mesma coisa. Como exemplo, citarei o Guga que de melhor jogador do mundo, passou a esquecido, os elogios viraram críticas, como se todas as suas conquistas se perdessem no tempo. Isso para citar apenas um exemplo.

Com alguns “cantores” é a mesma coisa, mesmo depois de presos por trafico, atropelamentos, porte ilegal de armas e outras coisas mais, voltam a ativa e continuam fazendo seus shows e ganhando dinheiro, quando deveriam estar enjaulados, vide Belo, Alexandre Pires e afins.

Contudo, estes não são os únicos motivos que me levam a ter certeza de que o Brasileiro tem memória curta.

Na vida pessoal também funciona assim e isso faz com que muitas pessoas se aproveitem destes esquecimentos, para usarem e abusarem no presente, pois sabem que no futuro, todo será esquecido, como sempre foi no passado.

Confuso? Analisemos juntos.

Impunidade é uma palavra que também se usa muito por aqui, mas nós mesmos acabamos por deixar pessoas impunes e não são apenas bandidos e políticos. A impunidade é geral.

Exemplos, temos vários, mas vamos procurar pegar um caso banal de traição, no qual duas pessoas casadas se envolvem e acabam sendo descobertas. Depois de destruírem seus casamentos, acabam aproveitando a situação para formarem entre si um novo casal. Um tempo depois, um dos dois se cansa e começa um noco caso, uma nova traição. A parte traída desta vez entra em choque, como se não fosse possível a outra pessoa fazer com ela o que já havia feito no passado. Ora bolas, mais previsível que isso só a certeza de sermos roubados por este pelos próximos governos. 

Um simples olhar de falso arrependimento e palavras decoradas que prometem mudanças e clamam por perdão, são os maiores remédios para causar esquecimento.

Quando as pessoas fazem apenas mal a si mesmas e no futuro aproveitam-se deste esquecimento para voltar à rotina, menos mal. O complicado é ver àqueles que um dia destruíram ou desestruturam a vida de pessoas ou famílias, andando calmamente pela rua, como se nada, nunca, tivesse acontecido.

A sociedade está fraca e os valores estão perdidos.

Salve-se quem puder, esqueça quem quiser.

Photo by Soroush Karimi on Unsplash

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Suicídio


Escrevi este artigo em Maio de 2011 e nestes 8 anos o número de suicídios, no Brasil, cresceu a ponto de deixar o artigo desatualizado.

Este é um problema mundial. Enquanto você olhava a imagem do artigo e lia o primeiro paragrafo, um ser humano tirou a própria vida. Isso mesmo, a cada 40 SEGUNDOS uma pessoa tira a própria vida.

No Brasil o crescimento dos suicídios, principalmente entre os jovens vem mantendo um crescimento médio anual de 10% e a cada 46 minutos um Brasileiro tira a própria vida. São mais de 25 suicídios por dia.

Isso porque muitos casos não são descritos corretamente. Certamente temos casos classificados como envenenamento, intoxicação, atropelamento e etc, quando na verdade muitos desses casos são suicídios.

E o que tem sido feito para diminuir esses casos? Nada.

As doenças psíquicas ainda são tabus na sociedade Brasileira em pleno 2019. Ao invés de serem diagnosticadas e tratadas corretamente, essas pessoas são rotuladas como loucas, depressão é taxada de frescura e a causa da morte é explicada com um patético " Ela tinha tudo, não é possível que tenha feito isso."

Mesmo vendo na TV a na Internet as notícias de músicos famosos, ricos, com família que acabam tirando a própria vida, ao invés de estudar um pouco sobre depressão se julgam melhores ao dizer "Com a vida que esse cara tinha, eu não me mataria nunca".

Enquanto a população não entender que depressão é uma doença tão comum quanto a gripe e que precisa de medicação, como uma infecção e que se não tratada pode levar à óbito, como uma pneumonia, vamos ouvir comentários idiotas e preconceituosos que a cada dia impedem mais e mais pessoas de buscar ajuda com medo de exposição.

Transtornos mentais são sérios, precisam de atenção, acompanhamento psicológico e compreensão por parte de familiares e amigos.

Acreditem, a grande parte dos suicídios seria evitada se os suicidas tivessem acompanhamento médico e tratamento.

Não brinque com a vida. Nem com a sua e muito menos com a dos outros. Não fale o que não sabe, não julgue, se você não atrapalhar já está oferecendo grande ajuda!

Photo by Hugo Alfredo Aguilar Jr on Unsplash

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Arrependimento


O Início deste artigo, traz uma cena imaginária, para uma reflexão.
Logo depois a explicação sob a luz do meu ponto de vista.

"O silêncio só não se completa pelo soluçar que se ouve sem parar.

Definitivamente uma tragédia, que provavelmente passará despercebida para a grande maioria, mas que fará muita diferença para todos aqueles que conviviam com aquelas pessoas maravilhosas.
Mas, como sempre acontece, apenas neste momento de dor súbita para alguns que algumas pessoas aparecem, se lembram com carinho dos momentos divertidos que passaram ao lado daqueles que não voltarão mais e outros choram sem parar, por se arrepender, como sempre, demasiadamente tarde por terem deixado de passar momentos que seriam preciosos ao lado daqueles que se foram.

Um acidente muito estranho. Uma mãe fantástica, ainda com muita vida pela frente, mas que há algum tempo não conseguia mais demonstrar a alegria que outrora sentira. Um filho quase perfeito, que nunca deixou de lado suas obrigações, que alguns diziam até ser tolo, por abrir mão de algumas coisas em nome da lealdade.
Definitivamente muito estranho, afinal, nada de errado aconteceu com o carro, nenhum problema mecânico foi encontrado, não chovia, não houve colisão... Inesperado."

Já escrevi algumas vezes, sobre o descaso que muitas pessoas têm com a própria família, pessoas que esquecem às dificuldades que alguns pais e mães passaram para que elas ao menos estivessem vivas.

Pessoas que esquecem da existência de um verdadeiro amor nesta vida, que é o amor de uma mãe, que finge tudo esquecer, que finge não ver, que a tudo perdoa.

Mas essas pessoas preferem ignorar tudo o que foi feito e fechar os olhos para dar atenção, carinho e até mesmo coisas vis, como dinheiro e moradia, para outros que nada por elas fizeram, nunca por elas se preocuparam, jamais por elas perderam uma noite sequer de sono.

E no dia em que as pessoas realmente importantes partem, o mundo parece desabar, a verdade parece vir à tona, o sentimento que corrói todo o corpo se justifica.

O Arrependimento é tão inútil, quanto inevitável. Escrevi pela primeira vez esta frase há muitos anos e não consigo mudar meu pensamento com relação a ela.

O Arrependimento é inútil, pois quando nos arrependemos sempre já é tarde demais. E inevitável, pois é um sentimento e, portanto não controlável.

Todos aqueles que se gabam, dizendo que nunca se arrependeram, estão mentindo, para quem ouve e para consigo mesmos.

E o pior é que de tão claro, se torna estúpido. As pessoas normalmente sabem que um dia vão se arrepender dos seus atos, mas mesmo assim preferem seguir o mesmo caminho, em busca deste tormento interno eterno.

O grande mal do humano é chorar sempre que alguém parte, mas não lembrar nunca que não fizeram nada para que esse alguém pudesse sorrir mais enquanto esteve por aqui. É chorar por um Amor que perdeu, ou deixou de conseguir, depois de fazer o que não devia, ou deixar de fazer muita coisa.

O meu final, é sempre o mesmo. Pense, antes de agir, antes de fazer, antes de chorar. Pense, o pensamento não causa arrependimento.

Photo by lucas clarysse on Unsplash

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mundo Virtual


E-mails, Cartões Virtuais, Mensagens na Caixa Postal.

Repentinamente nos pegamos próximos de pessoas que na verdade estão por demais distantes, nos sentimos íntimos de quem não conhecemos e podemos descrever uma pessoa que na verdade nunca vimos.

Sentimos saudades de “teclar“ com nossos amigos e amigas, se eles ficam fora, ou somem por um tempo, sem nunca ter escutado a sua voz.

Brigamos, discutimos, “ficamos de mal“, “bloqueamos“ pessoas que talvez na verdade nunca farão parte dos nossos dias.

Apaixonamo-nos por formas físicas de mulheres ou homens perfeitos, corpos atléticos, olhos maravilhosos e, sobretudo, com um coração de ouro, quando na verdade, podemos estar conversando com pessoas absolutamente opostas...

Ainda mais, existem situações em que as pessoas se sentem tocadas, beijadas e até mesmo amadas!

Sentem prazer mesmo sem jamais terem se aproximado. Coisa que, colocando apenas minha opinião, não me parece ter muito sentido.

E esse mundo cibernético evoluiu tanto, que trouxe consigo até os sentimentos mais abstratos, como a desilusão virtual, de um par que parecia ser o ideal para a construção do futuro e simplesmente desapareceu do monitor, se esvaiu da rede, e deixou o coração partido e, até mesmo a infidelidade virtual, que pode machucar tanto quanto a real, quando se descobre que a outra pessoa não compartilha juras de amor a um só endereço eletrônico.

Depois de certo tempo de virtualidade total, em alguns casos, quando a distância não impede o encontro e quando as pessoas realmente são como dizem ser, podem existir encontros reais, que podem superar as expectativas criadas pelos encontros virtuais e até mesmo se tornarem rotina, assim como podem decepcionar e trazer de volta a realidade que diz que por vezes é melhor imaginar do que presenciar.

Para os universitários e trabalhadores de empresas de médio e grande porte, Messenger, Tinder, Chat, Facebook, Twitter são algumas entre outras palavrinhas que fazem parte do cotidiano.

E o pior é que fica difícil imaginar a vida sem essas ferramentas do dia a dia.

Afinal, nós pouco usamos a caneta para escrever uma carta, aliás, carta não, E-Mail.

Enciclopédias então são livros que enfeitam estantes, afinal de contas, podemos fazer trabalhos de escola e faculdade procurando tudo pela Internet, aliás, em muitos casos, fazer não, copiar.

Porém, é inegável e incontestável, que a virtualidade tem incontáveis vantagens.

Qual outra forma de sentir a imensa alegria de rever os amigos de infância, adolescência e até os mais recentes que sumiram no tempo e ficaram na memória sem poder contar com o Facebook ou Instagram?

E como continuar mantendo contato com todos que por ventura possam estar longe, em outra cidade, em outro estado, outro país se não tivermos o endereço eletrônico para trocar um mail ou bater um papo on-line em um momento de stress no trabalho?

Como encontrar outros que foram puxados na memória sem a ajuda do Google ou outra ferramenta de busca.

Como desperdiçar a oportunidade de um novo e promissor emprego se as melhores vagas não saem mais no caderno de Domingo.

E por fim, como conhecer pessoas maravilhosas, que nos aturam, sem nos conhecerem, que compartilham da escuridão do desconhecimento nos nossos momentos de solidão, que nos “escutam“ quando não temos ninguém ao nosso lado para desabafar, que nos aconselham nos dão força, nos remetem ao futuro, quando nos vemos presos no passado.

Em um mundo real tão cheio de pessoas perversas, de ambição excessiva, competição, medo, casualidades ao invés de relacionamentos, não podemos jamais desprezar a possibilidade de encontrar verdadeiros amigos, palavrinha difícil de ser usada hoje em dia que estejam bem a frente dos nossos olhos, apesar de estarem separados por milhares de quilômetros de fibras óticas.

Photo by Luca Bravo on Unsplash

terça-feira, 17 de maio de 2011

Preconceito


Um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento.É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico.. Esta é a definição de preconceito.

E depois de 2 milênios ainda existe quem se ache o "Centro do mundo". Alguns seres humanos têm tamanha falta de senso a ponto de achar que são os únicos e exclusivos donos da verdade, da situação, das opiniões, das críticas válidas.

Na grande maioria das vezes, tamanha empáfia não passa de uma grande frustração por saber que na realidade, não é nada daquilo que pensa, pois sabe que muitos daqueles que são vistos como inferiores, na verdade, em todos os sentidos, são muito mais capazes.

No mar de hipocrisia em que nos afogamos mais a cada dia, vemos várias pessoas que falam por falar, sem dar o mínimo valor à própria palavra, e consequentemente nem elas mesmas acreditam em absolutamente nada daquilo que falam e mesmo assim se acham capazes de julgar outras pessoas pela cor de sua pele, pelo dinheiro que tem no bolso, ou pela roupa que tem no corpo.

Essa ignorância toda vem desde a colonização. Historicamente o Brasil é um país relativamente jovem e a abolição da escravidão por aqui ainda não completou 150 anos. 

Menos mal, que vemos hoje a diminuição, mesmo que lenta destas formas de racismo, mesmo sabendo que existem muitas e muitas pessoas que agem de forma velada, que no íntimo tem vontade de atravessar a rua quando cruzam com um negro, ou com um mendigo, e acabam sendo assaltadas dentro do banco por um branquelo bem vestido, mesmo que eu ainda veja atendentes que perdem vendas e boas comissões por não saber que pessoas que tem muito dinheiro nem sempre usam ternos italianos e roupas da moda e depois ficam boquiabertas ao ver seu colega fazendo o dia com uma venda que ela talvez não faça no mês.

Justamente por causa de todos estes absurdos, temos que valorizar cada vez mais e com maior intensidade todas as conquistas e todo o sucesso alcançado pelas pessoas que sofreram com o preconceito, na infância, na juventude, na faculdade e no serviço e que hoje olham de cima para aqueles que um dia julgavam ser de uma classe de pessoas superiores, sem saber que capacidade, perseverança, inteligência e aplicação não tem residência fixa, não precisa de dinheiro e nem tem tampouco cor.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Somos Todos Iguais


Vivemos em um mundo repleto de situações dissonantes e incoerentes e para cada atitude tomada por
uma pessoa, existem sempre opiniões diferentes e divergentes, o que é normal e pode até ser sadio.

Contudo, muitos destes ao invés de apenas opinarem se sentem equivocadamente no direito de julgar outras pessoas, se acham capazes de definir o que é certo e o que é errado, entre outras loucuras.

Quando fazem isso tentam mascarar a própria realidade, fugir de comparações e buscam achar explicações até sobrenaturais para o fato que está ali, bem à frente, impossível de não ser visto, impossível de ser modificado.

Sei que tenho um pensamento de certa forma muito cético com relação a quase tudo neste mundo, os que me conhecem sabem que não diferencio meus familiares e amigos de ninguém com relação a atitudes, pois entendo que o importante é manter uma posição e ter uma opinião que demonstre credibilidade.

Mas muitas pessoas não são assim, não sabem o que é empatia e sempre encontram justificativas furadas para validar seus atos ao mesmo tempo que criticam ferozmente o mesmo ato feito por outra pessoa. Aquela velha história patética de que "Eu posso falar mal do meu filho, mas os outros não." Ora bolas, se seu filho fez algo que mereça crítica, que receba de forma igual de todo mundo!

Um exemplo bobo para deixar claro o que quero dizer: Se quando adolescente você é apaixonada/o perdidamente por um ator/atriz famoso que vira seu amor platônico. Mas a vida passa, você cresce, constitui sua família e de repente por uma ironia do destino em uma viagem à trabalho acaba se vendo no quarto vizinho daquele amor juvenil. Como por um milagre, acaba acordando no dia seguinte na cama do outro quarto, feliz e sem culpa, internamente justificando seu ato como " Era o Amor da minha vida". Mas, a vida segue, aquele ator/atriz vai embora e você volta para a sua família como se nada tivesse acontecido. Chega em casa e recebe a notícia que seu primo do Acre se separou porque descobriu a mulher na cama com aquele amigo de infância dela. Ao invés de dizer que "Era o Amor da vida dela, tudo bem!", se você a xinga, deseja a ela mal, acha um absurdo, fica com dó do seu primo, você é hipócrita!

Somos todos iguais, e não adianta tentar comparar situações, os fatos são concretos e não podem dar margem para discussão.

O grande problema é verdadeiramente a hipocrisia daqueles que não tem controle sobre a própria vida e não tem personalidade suficiente para ter uma posição sobre determinados assuntos e acabam invariavelmente “cuspindo para cima“ e tem de conviver com a eterna certeza de que o mesmo que falava sobre os outros, esta sendo falado neste instante sobre si mesmo.

Se você tiver certeza de que discorda do que uma pessoa faz, ao menos tente se colocar no lugar dela para ter certeza de que jamais tomaria a mesma atitude, ou então, procure saber o que a levou a tomar tais decisões para depois poder com toda a energia da sua voz bradar que uma atitude como aquela, jamais irá tomar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma Vida em Sete Dias


Há algum tempo assisti um filme, cujo título me chamou a atenção, assim como sua sinopse. Uma vida em sete dias ( depois descobri que o título original não se parece nem um pouco com a tradução – Life or something like it, ou seja, Vida ou algo como isso ).

O enredo do filme traz uma mulher descobrindo que vai morrer dentro de 7 dias e com essa devastadora informação começa a repensar sua vida.

Imaginando que na vida real isso fosse possível, será que as pessoas teriam mais consciência do que fizeram em todos os dias anteriores e repensariam sua vida? Ou será que iriam entrar em desespero e correr para fazer qualquer coisa que ainda não tenham feito, ou fazer mais daquilo que gostaram de fazer?

São esses dois extremos que se sobressaem nesta questão.
Se a pessoa foi inconsequente e percebeu que não pensou na família, nem em si mesma ( apesar de achar que é super feliz ) ao descobrir que tem apenas 7 dias de vida, tende a pedir desculpas para a mãe, dar atenção ao pai, perceber que não passeou com o cachorro, que trocaria as baladas pelas reuniões em família, que realmente o verdadeiro amigo era aquele que a aconselhava e não aquele que concordava, entre outras coisas. Já se a pessoa foi muito quieta, sossegada, sem vícios, ao descobrir a mesma coisa, tende a sair por ai feito maluca atrás de todas as experiências possíveis, largar o trabalho, largar a família e pode até mesmo se deixar tanto levar pelo desespero que seus dias podem nem chegar a 7.

Pergunto-me onde está o equilíbrio ? Onde está a razão ?

Porque não ficar em paz com a possibilidade de ter feito tudo o que podia e que nisso esteja incluso o fato de ter estado em paz com a família, ter respeitado a todos e ter seu próprio respeito.

Afinal não faz diferença se você vai viver mais sete dias, ou sete meses, ou sete anos, o importante é saber viver todos os dias de uma forma em que se possa ser feliz e que se perceba que a felicidade não provém do sofrimento de outrem.

Porque ao invés de procurar felicidade apenas fora de casa, não tentar aproveitar um pouco mais as pessoas que serão sempre as mais importante na vida de qualquer pessoa.

Ás vezes muitos “amigos“ gostam de mandar mensagens dizendo “ aproveite o seu dia como se ele fosse o último “ e algumas pessoas acreditam.

Ai, na loucura do momento, um acidente grave pode acontecer. E esse fatídico dia será realmente o último e você não terá nenhuma lembrança dele, ou infelizmente não será o último dia da sua vida, mas sim o último dia que você supostamente viveu e vai para sempre lembrar do erro que foi buscar de forma insana em um único dia a felicidade, sendo que poderia ser feliz em todos os dias que restassem de sua vida...

Pensemos...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Memória - Indignação


Em 2004 escrevi esse artigo, logo após uma tragédia ocorrida em Guarulhos, quando uma casa que abrigava um festa "clandestina" desabou matando 6 pessoas, entre elas uma "criança" e ferindo mais tantas.

Me lembrei disto, porque fiz um "link" com a minha postagem recente sobre o meu ponto de vista em relação ao aborto.

Eu me sinto cada dia mais estranho e propenso a desistir de uma vez por todas de tentar entender o que algumas pessoas fazem com a própria vida e com a vida dos outros.
Nesta quinzena uma notícia que li na Folha de São Paulo e um fato que deve ser do conhecimento de todos ocorrido aqui em Guarulhos na madrugada do dia 29 de Agosto, me fizeram ficar ainda mais descrente em mudanças positivas.

E tudo o que eu venho escrevendo nos meus artigos desde que comecei a publicar no site, vem de encontro com as notícias, ou seja, não é novidade.
Mas, tirando a tragédia que vitimou, até agora, 6 pessoas e deixou 130 feridas e que teve repercussão pela televisão, os outros problemas, não são de interesse dos meios de comunicação em massa, portanto não são divulgados. E como escrevi no texto sobre o aborto, menos de 5% da população lê jornais periódicos, sejam escritos, sejam pela internet e esse número entre jovens, chega a ser irrisório.

Pois bem, recebi algumas críticas quando disse que não era a favor da liberação do uso da pílula do dia seguinte, fiz questão de explicar que não era contra por causa do efeito e sim por causa da ignorância de grande parte da massa social, que acaba usando a pílula como bala. O resultado disso, você pode ver na reportagem, clicando no link abaixo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm3008200407.htm

O que mais me estarrece é que jovens de 12 ( DOZE ) a 19 anos compram as pílulas com receita médica !!!
12 ( DOZE ) anos. Eu me lembro que nos idos de 1984, quando eu tinha 12 anos e convivia com meninos e meninas da mesma idade, nossos pais jamais precisariam se preocupar em ser avós. E agora isso tudo é tratado de forma normal, com a maior naturalidade.
Em vista desse fato, deveria nem me chocar tanto ao saber que umas das vítimas do desabamento em Guarulhos era uma menina de 14 anos.
Mas o que me chateia é que uma criança com essa idade não tem personalidade suficiente para tomar decisões sozinha e portanto foi certamente influenciada por outras pessoas sem noção do que isso representa.
Quero ter a certeza de que os pais desta menina jamais saberiam que ela tinha saído de casa, com 14 anos, para assistir a um show de Strip Masculino e que as pessoas que deixaram essa criança entrar no recinto sejam punidas, não com cadeia, pois detesto pensar que trabalho para sustentar um monte de marginais, mas com o mesmo sofrimento que causaram para essa e para as outras famílias que perderam entes queridos.

O Artigo é, sim, antigo, mas o meu pensamento ainda é o mesmo. Mais educação, mais livros, mais brinquedos e menos baladas para as crianças que hoje já se acham adolescentes...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...