sexta-feira, 20 de maio de 2011
Mundo Virtual
E-mails, Cartões Virtuais, Mensagens na Caixa Postal.
Repentinamente nos pegamos próximos de pessoas que na verdade estão por demais distantes, nos sentimos íntimos de quem não conhecemos e podemos descrever uma pessoa que na verdade nunca vimos.
Sentimos saudades de “teclar“ com nossos amigos e amigas, se eles ficam fora, ou somem por um tempo, sem nunca ter escutado a sua voz.
Brigamos, discutimos, “ficamos de mal“, “bloqueamos“ pessoas que talvez na verdade nunca farão parte dos nossos dias.
Apaixonamo-nos por formas físicas de mulheres ou homens perfeitos, corpos atléticos, olhos maravilhosos e, sobretudo, com um coração de ouro, quando na verdade, podemos estar conversando com pessoas absolutamente opostas...
Ainda mais, existem situações em que as pessoas se sentem tocadas, beijadas e até mesmo amadas!
Sentem prazer mesmo sem jamais terem se aproximado. Coisa que, colocando apenas minha opinião, não me parece ter muito sentido.
E esse mundo cibernético evoluiu tanto, que trouxe consigo até os sentimentos mais abstratos, como a desilusão virtual, de um par que parecia ser o ideal para a construção do futuro e simplesmente desapareceu do monitor, se esvaiu da rede, e deixou o coração partido e, até mesmo a infidelidade virtual, que pode machucar tanto quanto a real, quando se descobre que a outra pessoa não compartilha juras de amor a um só endereço eletrônico.
Depois de certo tempo de virtualidade total, em alguns casos, quando a distância não impede o encontro e quando as pessoas realmente são como dizem ser, podem existir encontros reais, que podem superar as expectativas criadas pelos encontros virtuais e até mesmo se tornarem rotina, assim como podem decepcionar e trazer de volta a realidade que diz que por vezes é melhor imaginar do que presenciar.
Para os universitários e trabalhadores de empresas de médio e grande porte, Messenger, Tinder, Chat, Facebook, Twitter são algumas entre outras palavrinhas que fazem parte do cotidiano.
E o pior é que fica difícil imaginar a vida sem essas ferramentas do dia a dia.
Afinal, nós pouco usamos a caneta para escrever uma carta, aliás, carta não, E-Mail.
Enciclopédias então são livros que enfeitam estantes, afinal de contas, podemos fazer trabalhos de escola e faculdade procurando tudo pela Internet, aliás, em muitos casos, fazer não, copiar.
Porém, é inegável e incontestável, que a virtualidade tem incontáveis vantagens.
Qual outra forma de sentir a imensa alegria de rever os amigos de infância, adolescência e até os mais recentes que sumiram no tempo e ficaram na memória sem poder contar com o Facebook ou Instagram?
E como continuar mantendo contato com todos que por ventura possam estar longe, em outra cidade, em outro estado, outro país se não tivermos o endereço eletrônico para trocar um mail ou bater um papo on-line em um momento de stress no trabalho?
Como encontrar outros que foram puxados na memória sem a ajuda do Google ou outra ferramenta de busca.
Como desperdiçar a oportunidade de um novo e promissor emprego se as melhores vagas não saem mais no caderno de Domingo.
E por fim, como conhecer pessoas maravilhosas, que nos aturam, sem nos conhecerem, que compartilham da escuridão do desconhecimento nos nossos momentos de solidão, que nos “escutam“ quando não temos ninguém ao nosso lado para desabafar, que nos aconselham nos dão força, nos remetem ao futuro, quando nos vemos presos no passado.
Em um mundo real tão cheio de pessoas perversas, de ambição excessiva, competição, medo, casualidades ao invés de relacionamentos, não podemos jamais desprezar a possibilidade de encontrar verdadeiros amigos, palavrinha difícil de ser usada hoje em dia que estejam bem a frente dos nossos olhos, apesar de estarem separados por milhares de quilômetros de fibras óticas.
Photo by Luca Bravo on Unsplash
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ResponderExcluirPerfeito.
Abraços