quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Meu Desabafo
Ok. Admito, sou um chato.
Mas tenho meus princípios, minhas convicções.
Já perdi muito por isso, mas nunca me arrependi de nada.
Isso é um motivo de orgulho para mim.
Pois honro com a minha palavra e só cobro que honrem com a palavra que trocaram comigo.
Em contrapartida, o que mais me chateia nas pessoas é a ingratidão e o "esquecimento" oportunista, que aparece quando querem mudar alguma coisa combinada.
As pessoas se esquecem fácil demais de tudo que foi feito, das oportunidades que tiveram, do que conquistaram para repentinamente cobrar aquilo que nunca foi prometido, ou melhor, pedir algo que sempre souberam que não teriam.
Outra coisa triste é desmerecer as conquistas das pessoas, apenas por não terem capacidade de atingir o mesmo patamar. Confundir competência com "puxa-saquismo". Existem "puxa-sacos" sim, mas estes não dão resultados, não cumprem suas obrigações, não trazem retorno para as empresas que trabalham. O que poucos enxergam, é que os famosos "puxa-sacos", não sobem, ficam estagnados nas suas funções, pois nelas agradam seus patrões.
Quem luta para atingir suas metas e subir na vida não é "puxa-saco", é ambicioso, mas no lado positivo apenas da palavra.
Quem cumpre com as suas obrigações e responsabilidades, também não é "puxa-saco", está apenas fazendo aquilo para o que foi contratado. Se faz um "algo a mais", certamente será recompensado por isso e aos olhos dos acomodados, será sim, chamado de "puxa-saco".
As pessoas adoram dar "tiros nos pés", se esquecendo que para conseguir um pouquinho mais, podem ficar com muito menos.
Ah, as pessoas...
Como é fácil ter coragem de prejudicar quem o ajudou, como é fácil olhar nos olhos e mentir, esquecer, mudar.
Já passei dos 40 e até hoje tive apenas dois empregos, fora a minha própria empresa e o consultório, sai do primeiro orgulhosamente debaixo das lágrimas do meu diretor que não conseguiu me segurar.
Porque fui demitido ? Porque trabalhei 6 meses sem registro a pedido da própria empresa. A auditoria descobriu, passou para a Matriz que mandou me demitir.
Eu poderia ter "ido atrás dos meus direitos", mas não fui. Por que ? Porque eu concordei com a proposta que a empresa me fez. Eu aceitei a condição colocada e fui homem suficiente para arcar com as consequências. Se eu não quisesse, teria dito "não" na hora que me propuseram e não depois que fui embora.
Isso se chama caráter, honestidade, conhecimento de si mesmo.
Nunca dei ouvidos aos "anarquistas" que me incentivaram a "não deixar por isso mesmo", sempre confiei na minha capacidade de encontrar algo melhor. Sai da empresa como Gerente de Informática, bom salário, mas também muito conhecimento e bagagem, coisa que não teria sem a oportunidade que me deram.
Hoje, muita gente tenta supor que ganho muito, que por isso não reclamo, mas ninguém vê o comprometimento que sempre tive, ninguém pensa nas 10, 12, 14, 16, até 18 horas trabalhadas muitas vezes, nos mais de 200 dias trabalhados seguidamente, nas noites viradas para dar resultado.
Isso ninguém quer fazer. Hoje em dia não se abre mão de ficar falando bobeira na hora do almoço, pois "tem direito", ninguém pode abrir mão de acordar cedo um sábado. E um domingo então... Hoje em dia, querem chegar no topo, de helicóptero, sem ter que subir devagar, caindo e subindo de novo, se esforçando para isso...
Como escrevi outro dia, muita gente quer tomar, ou simplesmente estar no lugar de outros, mas poucos aceitariam ou aguentariam passar pelo que passaram aqueles que chegaram ao sucesso.
Para pensar...
Photo by Hulki Okan Tabak on Unsplash
domingo, 14 de agosto de 2011
Abutres
Quem gosta de escrever, como eu, também tem paixão pela leitura. E é comum termos escritores mais identificados ao nosso gosto. Tenho alguns, mas para esse artigo me baseio nos livros do Jonh Grisham.
Há já uns bons anos, chegando ao final do livro "O Rei das Fraudes" do Grisham, comecei a sentir pena do advogado, personagem principal do livro, não uma pena comum, que sentimos de uma pessoa em apuros, ou que esteja passando por uma situação difícil, mas pena por saber que o seu final seria trágico, ruim, miserável.
E olha que durante o livro ele chegou a ter 50 milhões de dólares, um avião Gulfstream, casa em Georgetown e etc... ( Além da Linda Ridley ).
Mas, o que me chamou a atenção e me deu a certeza de que o final conteria qualquer coisa ruim, foi que durante todo o começo e meio do livro, ele só se deu bem, trabalhou muito, ganhou dinheiro, passou de um pobre advogado a milionário.
(Tudo a ver com o artigo que publiquei recentemente sobre ganância acabaria acontecendo, ou seja, não se conteve em ter tido sorte e começou a querer sempre mais, até perder tudo...)
O que me intrigou, e me fez pensar e rascunhar muito tempo, foi o fato de sempre ser necessária uma tragédia. Seja um acidente fatal, uma guerra, um crime, um prejuízo milionário, uma morte por doença, um abandono... SEMPRE em qualquer livro ou filme, que não seja documentário, musical ou auto-ajuda, tem que ter uma situação desconfortável. Até mesmo nas comédias, onde damos risadas das "desgraças" dos personagens.
Comecei, então, a achar que a "vida normal" não deve ter graça. Alguém nascer em uma família simples, ter os pais ajuizados e unidos, estudar, não virar drogado nem bandido, não matar ninguém, nem trapacear para entrar no trabalho, subir na vida pelos degraus corretos, sem pisar nos subordinados, sendo honesto, generoso e educado, encontrar uma pessoa que respeite e seja respeitado, procriar, ter lindos filhos, perfeitos e saudáveis, inteligentes, que agradeçam a família que receberam e não "cuspam no prato que comeram", e que estes lhe deem netos igualmente carinhosos, afetuosos, que enxerguem e entendam a importância que os avós tiveram em sua vida, que percebam que se estão aqui também foi por causa deles, para assim, aquele que nasceu no início deste parágrafo, possa partir e continuar a vida de sua alma em outro lugar, ou simplesmente desaparecer do mundo dos vivos em paz e com o dever cumprido.
Essa história provavelmente não venderia, o filme seria fracasso de bilheteria e muitos diriam que isso é "normal demais", pois é exatamente como deveria ser. Mas quantos de nós pode dizer que a vida foi assim, e quantos de nós choramos por não ter sido, por termos perdido chances de ser pessoas melhores e abrimos os olhos tarde demais.
Quantos de nós fomos levados pela ganância, pelo completo abandono do próximo, por viver como abutres em busca de uma tragédia para ler, para ver, para poder conversar.
Quantos de nós agradecem por não ter estado em um lugar aonde muitos morreram, mas esquecem do pesar das famílias dos que estavam lá...
Quantos de nós assistimos à imprensa sensacionalista que, como verdadeiros abutres pairam sobre o mundo a procura de desgraças que virem notícia, rendam anúncios e aumentem a audiência, que vendam revistas e jornais, que durem por muitos dias, para que as páginas e horários não fiquem vazios...
Quantos de nós...
Photo by Samuel Pagel on Unsplash
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Escrever
Um papel e uma caneta, hoje em dia uma tela e um teclado.
Inspiração ou a simples tentativa de expressar o que os pensamentos dizem, ou o que escuta do coração.
Escrever é um dom, mas mesmo quem não o tem, pode e deve pelo menos tentar colocar no papel palavras que podem fazer algum sentido, ou nenhum.
Há alguns anos escrevi uma frase da qual gosto bastante: "Feliz do poeta que transforma suas dores nas mais lindas palavras".
Expressar os sentimentos para algumas pessoas pode ser muito difícil, mas sempre há um pedaço de papel para o qual você pode contar seus segredos, derrubar suas lágrimas, desabafar sobre um dia complicado, seja descrevendo literalmente, seja em forma de poesia, seja de uma forma quase codificada, na qual os sentimentos verdadeiros ficam escondidos em palavras supostamente sem sentido.
Quase como uma terapia, escrever faz bem para quem gosta, por vezes é o complemento de uma leitura, uma forma de descrever sonhos, fantasias e desejos.
Criar histórias, personagens, montar capítulos e quiça transformar tudo isso em um livro! Transformar o que você escreveu na imaginação de tantas pessoas.
Escreva mais, pense mais, use sua ideia e sua imaginação, ou apenas a realidade, mas escreva!
Photo by Florian Klauer on Unsplash
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Julgamentos
Há mais de 10 anos leio livros do John Grisham e de certa forma me acostumei com alguns termos do direito.
Mas o julgamento que dá título a esta postagem quase nada tem haver com os tribunais de “Justiça”.
O julgamento ao qual aqui me refiro é aquele feito pelos “juízes do dia-a-dia”, que gostam muito de dar seu veredicto às atitudes, comportamentos e situações vividas pelas outras pessoas que estão ao seu redor ou nas telas dos programas sensacionalistas.
Julgamento este, que normalmente é feito sem a presença dos “réus”, que quando descobrem, se é que descobrem, já estão condenados.
Não sou um defensor ferrenho das campanhas “Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua”, entre tantas outras, principalmente no caso dos mais jovens e dependentes que precisam sim, dar ao menos satisfações para onde e com quem vão aos seus pais e responsáveis. Mas sou completamente contra aos desocupados, adultos, que tentam julgar a vida de outros adultos pagadores de impostos.
A razão é simples. Em um tribunal, os advogados expõem todos os fatos, provas e circunstâncias. Nos julgamentos da vida alheia, não.
Então, ninguém pode dizer com certeza absoluta os motivos que levaram as pessoas a tomar as decisões e atitudes que tomaram.
Não vou aqui defender a bandidagem, consumo de drogas ilícitas entre outras coisas, mas não vou julgar. Não tenho capacidade para saber o motivo que leva uma pessoa a usar droga, a roubar para comprar droga, ou para alimentar um filho faminto.
O que quero é mostrar que antes de falarmos “por trás” de uma pessoa, precisamos saber os motivos, as razões, as circunstâncias que a levaram a isso.
Falar é muito fácil, julgar também, difícil é viver as dificuldades da vida de cada pessoa que julgamos.
Mais empatia, menos fofoca pessoal!
Photo by NeONBRAND on Unsplash
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Orgulho
Hoje vou escrever sobre outro tema dúbio.
O Orgulho, que muitos acreditam ser um sentimento ruim e encaram como uma ofensa quando chamam, ou são chamados, de orgulhosos.
Assim como a ambição, o orgulho tem um lado extremamente positivo e é o oposto da decepção.
Que pai não sente orgulho por ver seus filhos começarem a andar, dar as primeiras pedaladas em uma bicicleta, vencer um campeonato na escola, tirar notas boas, ser aprovado na faculdade, ser reconhecido com uma boa pessoa pelos amigos e por todos que estão à volta.
Assim como os opostos geram decepções silenciosas, que podem se transformar em incentivo para que os filhos possam melhorar.
Todos devemos buscar o orgulho, nos orgulhar dos nossos feitos, das conquistas obtidas por nosso mérito e esforço, de mais um degrau alcançado, enfim, uma infinidade de coisas.
Apenas temos que tomar cuidado, para que os holofotes não nos ceguem e deixemos de lado a humildade, o trabalho e o respeito. Devemos sempre lembrar que nada, NADA mesmo é conseguido nesta vida sem a colaboração de outras pessoas. Seja a família que incentiva o estudo ou o esporte, os amigos que nos ajudam ou os colegas do trabalho que nos propiciam o sucesso.
O Orgulho passa a ser negativo apenas quando as pessoas conseguem se vangloriar de situações em que na verdade deveriam se envergonhar.
Mas não devemos e nem podemos tosar nosso orgulho, esconder nossas vitórias, fugir de nossas conquistas. Afinal, se não nos orgulharmos do que fazemos, é porque não estamos fazendo bem feito...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Ganância - A Galinha dos Ovos de Ouro
Hoje meu post será um tipo de continuação dos anteriores, sobre ambição, inveja e egoísmo. Mas vou contar com a ajuda de uma antiga fábula, que certamente todos já ouviram falar. A Galinha dos Ovos de Ouro.
O conto narra a história de um fazendeiro muito pobre que em uma manhã como outra qualquer se surpreende ao coletar os ovos junto a sua galinha de criação. Ao invés de um ovo convencional ele percebe que sua galinha botou um reluzente ovo de ouro maciço. Radiante de felicidade ele leva o ovo a sua esposa e para resumir, consegue um bom dinheiro vendendo-o no comércio local. O casal fica ansioso para o dia seguinte. Será que a galinha irá lhes oferecer esse presente novamente? Para felicidade dos fazendeiros, na manhã seguinte encontram o mesmo ovo de ouro. E o mesmo processo se repete dia após dia fazendo com que a vida do casal fosse menos penosa. Após algumas semanas, no entanto, uma ideia começa a rondar a mente do fazendeiro: se diariamente a galinha botava um ovo de ouro sem falhar, quanto de ouro haveria de ter dentro da barriga daquele animal? Certamente deveria haver ouro o suficiente para torná-lo milionário. De súbito teve uma ideia que compartilhou com a esposa: No dia seguinte abriria a barriga da galinha e ambos iriam ficar muito ricos. Dito e feito, logo na manhã do dia seguinte em posse de seu facão, o fazendeiro desferiu um golpe certeiro na barriga da pobrezinha. O resto da história o caro leitor já sabe, não é? Não havia ouro algum dentro da barriga da galinha e a ganância do fazendeiro lhe custou a prosperidade gradativa.
Pois é. O Fazendeiro, não foi ambicioso, foi ganancioso e a ganância acabou com a sua ambição de uma vida melhor.
Lembrem-se, um passo de cada vez, nunca parando, sempre em frente, mas sempre com consciência.
Todos nós temos em algum lugar a nossa Galinha, que nem sempre da ovos de ouro, mas pode nos ajudar a ter uma vida melhor dia a dia. Vamos deixá-la viva, alimentá-la, deixá-la cada vez mais forte, para que possamos obter os melhores ovos possíveis.
Esperar que todo o nosso sucesso provenha apenas da Galinha, também não ajuda.
Como escreveu o meu amigo ELIas em seu Blog, Simplesmente esperar não faz com que as coisas aconteçam.
Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash
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