sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Julgamentos



Há mais de 10 anos leio livros do John Grisham e de certa forma me acostumei com alguns termos do direito.

Mas o julgamento que dá título a esta postagem quase nada tem haver com os tribunais de “Justiça”.

O julgamento ao qual aqui me refiro é aquele feito pelos “juízes do dia-a-dia”, que gostam muito de dar seu veredicto às atitudes, comportamentos e situações vividas pelas outras pessoas que estão ao seu redor ou nas telas dos programas sensacionalistas.

Julgamento este, que normalmente é feito sem a presença dos “réus”, que quando descobrem, se é que descobrem, já estão condenados.

Não sou um defensor ferrenho das campanhas “Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua”, entre tantas outras, principalmente no caso dos mais jovens e dependentes que precisam sim, dar ao menos satisfações para onde e com quem vão  aos seus pais e responsáveis. Mas sou completamente contra aos desocupados, adultos, que tentam julgar a vida de outros adultos pagadores de impostos.

A razão é simples. Em um tribunal, os advogados expõem todos os fatos, provas e circunstâncias. Nos julgamentos da vida alheia, não.

Então, ninguém pode dizer com certeza absoluta os motivos que levaram as pessoas a tomar as decisões e atitudes que tomaram.

Não vou aqui defender a bandidagem, consumo de drogas ilícitas entre outras coisas, mas não vou julgar. Não tenho capacidade para saber o motivo que leva uma pessoa a usar droga, a roubar para comprar droga, ou para alimentar um filho faminto.

O que quero é mostrar que antes de falarmos “por trás” de uma pessoa, precisamos saber os motivos, as razões, as circunstâncias que a levaram a isso.

Falar é muito fácil, julgar também, difícil é viver as dificuldades da vida de cada pessoa que julgamos.

Mais empatia, menos fofoca pessoal!

Photo by NeONBRAND on Unsplash

2 comentários:

  1. Isto Elso é sempre tema de meus textos. No meu blog em diversos textos falo sobre isto. E gosto de escrever sobre este assunto porque as pessoas precisam aprender um pouco mais o por que das ações e atitudes dos outros e assim conheccer melhor as suas. Parabéns.

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  2. Falar é fácil, meu amigo Elias, julgar sem saber, mais fácil ainda. Como diria o outro, Difícil é ser eu...
    Abraço!

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