sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Quem sou eu....Para você ??




Os olhos, ah os olhos! E o coração, ah coração...

Os dois enxergam, um vê a imagem, o outro a molda de acordo com o sentimento.

Quando me olho no espelho, o que eu vejo? E se repentinamente atrás de mim outra pessoa me olha no mesmo espelho, o que ela vê?

Será que o mesmo rosto? Ou eu vejo feiura e a outra pessoa beleza? Será que ambos enxergam o que o coração está sentindo, ou sei da minha tristeza enquanto a outra pessoa só consegue enxergar na minha imagem a alegria?

Quem somos afinal, o que vemos, ou o que os outros enxergam em nós?

Como saber o que é feio ou bonito aos olhos dos outros? Porque algumas pessoas tem anorexia? Como saber pelo olhar se uma pessoa está sendo sincera ou está atuando muito bem em uma nova versão da sua peça da mentira?

Quem me conhece há muito tempo pode interpretar uma palavra, um sorriso ou um sinal de uma forma, quem me vê pela primeira vez, e está ao lado daqueles que me conhecem, pode enxergar nas mesmas palavras, no mesmo sorriso e nos mesmos sinais algo completamente diferente, pode me julgar ofensivo, quando estou apenas brincando, pode me achar engraçado, quando estou sendo irônico, pode me achar simpático, quando apenas estou fingindo ser legal.

Quem somos então, se ao mesmo tempo podemos ser tão diferentes?

Será que somos o exterior que sorri, ou o interior que chora sem mostrar as lágrimas?
Será que somos apenas um rostinho bonito que por dentro despreza os olhares, ou podemos ser feios por fora mas bonitos por dentro?
Será que somos os preguiçosos aos olhos de quem não enxerga o nosso trabalho, ou o esforçado que batalha enquanto os outros descansam?

Podemos ser todos, mas sempre somos um só. O que difere são os olhos, nossos olhos não enxergam nem em nós, e nem nos outros, o que outros olhos enxergam.

Podemos ser bonitos e feios ao mesmo tempo, legais e insuportáveis, invejados e desprezados, amados e odiados, pois o nosso reflexo é visto de diversos ângulos e de diversas formas.

Mas o principal, é você saber quem você é para você mesmo. Se moldar de acordo com as suas crenças, ser do jeito que gosta, viver dentro do seu padrão e não tentando descobrir como está sendo visto e julgado pelos olhos dos outros.

Afinal, quem sou eu, para você ?

Photo by Joeyy Lee on Unsplash

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Autocrítica




Nunca conseguiremos chegar ao topo, se não tivermos o conhecimento de nossos defeitos, nossas qualidades, nossas limitações e o que precisamos melhorar.

Nunca conseguiremos encontrar a felicidade, enquanto insistirmos em procurar respostas para a felicidade dos outros.

Nunca conseguiremos encontrar a paz, se dependermos das atitudes de outras pessoas, que não nós mesmos.

A autocrítica é o primeiro passo para o autoconhecimento.

Nada em nossa vida é mais importante do que o autoconhecimento, e a aceitação do que somos, de como somos e de como queremos ser.

Um momento diário de reflexão pode ser fundamental para que possamos olhar nosso interior e assim entender o que deixamos de fazer ou o que fizemos e não devíamos ter feito para que o resultado final fosse diferente do esperado.

Só não podemos confundir autocrítica com egocentrismo. A autocrítica é um processo, até mesmo um aprendizado. Temos que aprender com os nossos erros, também com nossos acertos, mas comumente quando acertamos é porque já estamos no caminho certo.

O problema é que o egocêntrico sempre acha que não erra, que tudo o que acontece de errado é fruto do acaso, do destino, ou de outras pessoas.

A autocrítica serve justamente para afastar esse pensamento inútil de perfeição que habita a mente de muitas pessoas. É a capacidade interna de cada um para realizar uma crítica de si mesmo.

Ela será muito útil para que as pessoas possam atingir metas. Se você quer aprender uma língua, com a qual nunca teve contato, tem que conhecer o seu limite de aprendizado, planejar o tempo que vai precisar e com o andar das aulas entender se está indo dentro do projetado, ou se vai precisar se dedicar mais e mais tempo para aprender dentro do prazo estipulado.

Se você quer treinar uma equipe, ou passar os seus conhecimentos, você precisa entender que o seu ritmo não será o mesmo dos seus alunos ou aprendizes e precisa se aprimorar para conseguir ter didática e paciência com aqueles que podem demorar um pouco mais para acompanhar seu raciocínio. 

Se você percebe que os resultados não são bons, o problema pode estar em você mesmo e não nas pessoas que lhe escutam.

A autocrítica serve também para que possamos controlar sonhos e desejos, afinal, se não nos enxergamos muito bem, corremos o risco de passar por situações complicadas. 

Não tente escalar o Monte Everest, se você nunca tentou subir a pé uma ladeira, não tente fazer um jantar especial com ingredientes que você não sabe nem pronunciar o nome, se você não sabe fazer uma omelete.E fundamentalmente, nunca julgue ninguém, antes de se encarar no espelho...

sábado, 18 de outubro de 2014

Partido Político não é Time de Futebol




Eu acho época de eleição muito chata, ainda mais para um cara chato como eu...

Mas o que mais me irrita são os militantes partidários e aqui, sem ofensa, mas os mais chatos são os radicais tanto de esquerda como que se intitulam direita.

Parecem mesmo com torcedores fanáticos de seus times de futebol.

Detonam o jogador do time adversário, chamando de perna de pau, mascarado, ofendem de todas as formas, mas quando o seu time contrata aquele mesmo jogador, ele vira um craque, especial, gênio!

O grande problema, é que políticos não são jogadores, são representantes, na verdade deveriam ser, do povo e não só dos militantes partidários e sim do povo em geral.

Se um político, como o Collor, o Sarney, Maluf, para falar só dos antigos e tantos outros que roubaram muito no passado e eram execrados publicamente, combatidos em campanhas nas quais eram adversários, não podem virar santos e serem bons companheiros para formar uma aliança.

E não é porque eles agora são aliados, que começaram a ser bons, honestos e bonitos.

Partido político não é time de futebol. Não se pode esquecer os absurdos que foram feitos no passado em nome de alianças no presente.

Quando um jogador do time adversário faz um gol com a mão, ou em impedimento, o torcedor se revolta, reclama com o juiz xinga de todos os nomes, faz um inferno, mas quando é o seu time que faz um gol ilegal, ele se diverte da risada, zomba de todo mundo.

A regra para o time dele é diferente... Ele pode, o time dele pode.

E o militante é a mesma coisa.

Paga para tirar os bandidos condenados da cadeia, mas publica insistentemente os erros e mazelas dos "adversários", ofende quem tem ideias diferentes, mas se dói quando a ofensa é direcionada para membros do próprio partido.

Enfim, são cegos que enxergam apenas o que querem e tentam desesperadamente fazer com que outras pessoas tentem entender uma eleição como um campeonato, onde existe um ganhador e perdedores.

Enquanto tivermos pessoas e políticos assim, essa será a verdade. Os vencedores, que serão os políticos vitoriosos e os derrotados e perdedores, que somos todos nós. Até os tontos que acham que ganharam...


sábado, 11 de outubro de 2014

O Conteúdo e a Embalagem




Poucas decepções são maiores do que receber uma embalagem linda e ao abrir descobrir que o conteúdo é muito pior do que a impressão dada pela embalagem poderia supor.

Assim como a decepção por uma propaganda que te encanta e depois te frustra, em um exemplo simples, como os sanduíches lindos dos comerciais e fotos são quando você abre a caixinha da lanchonete.

Mas, infelizmente, a vida se tornou assim, o que se vende e se compra, em primeiro lugar é a embalagem, a publicidade, a propaganda e só depois que vem a realidade do conteúdo.

Claro, sem entrar no mérito da questão profissional, mas divagando apenas com os fatos, imagino que o marketing foi criado juntamente com a mentira.

E é claro que não quero aqui desvalorizar meus queridos amigos profissionais dessa área, de criação, de ideias fantásticas, que elevam o faturamento de empresas, que fazem crescer vendas, que apresentam para o mercado as novidades e sim sobre o lado ruim do marketing, que tenta esconder os defeitos de alguma coisa, para valorizar, ou até mesmo criar falsas qualidades.

E não são apenas as mercadorias ou serviços, hoje em dia se criam belas embalagens para qualquer porcaria de conteúdo, como por exemplo, na política do nosso país.Hoje os candidatos são marionetes de seus marqueteiros, não usam mais ideias e nem falas próprias, até porque se isso fizessem com honestidade não teriam nem seu próprio voto,  se reúnem para saber o que devem dizer e em que momento, ficando, às vezes, expostos a situações desconfortáveis, pois para atender o plano, respondem perguntas com temas completamente fora do que foi questionado, se contradizem, mudam de opinião e etc...

E os eleitores menos atentos, menos esclarecidos, mais influenciáveis, acabam votando nos marqueteiros de plantão e não nos candidatos em si.

Hoje em dia, até no futebol existe um tipo de marqueteiro, que é o empresário, que monta DVDs com as melhores jogadas de seus jogadores, esquecendo-se de colocar junto todos os erros e trapalhadas e sai entregando esse “material” para diversos clubes a fim de proporcionar um salário melhor para o atleta, mesmo que para isso ele vá parar na China ou na Ucrânia e, claro, aumentar o valor da sua própria comissão recebida em virtude da transferência.

E, claro, até na vida pessoal seguimos este mesmo caminho, com o chamado marketing pessoal.

Nesse caso é fundamental estar na academia, fazer exercícios diários, manter a beleza externa, ter um bom carro, mesmo que parcelado em 60 meses com uma parcela quase do tamanho do salário, usar roupas de grife, da moda, mas sem ter a mínima preocupação com os valores, a moral, a educação, o respeito, a gentileza, a bondade.

Ter cara de conteúdo, sem entender nada do que está sendo comentado, ler as manchetes das redes sociais e divagar sobre o conteúdo que nunca viu, falar de livros que nunca vai ler e de escritores sobre os quais nunca ouviu falar, entre outras tantas coisas.

Porém, na minha humilde opinião, o maior dos problemas, no entanto, não é o político corrupto, o empresário ou quem faz de tudo para ter a carinha e o corpo bonito e sim quem compra ela embalagem, que mesmo ouvindo lendo, comentando e tudo mais sobre a roubalheira que nos assola, sabendo das dificuldades que passa, do sofrimento que viveu em situações semelhantes, ainda repete os mesmos atos.

Como o presidente do Clube que já contratou e teve que dispensar atletas pagando salários e multa e que mesmo assim ainda acredita nos empresários que trazem “craques” para aparecer no time deles.

São as pessoas, que mesmo tendo sofrido, passado por dissabores, decepções, traições, entre tantas outras amarguras, ainda iniciam relacionamentos que começam com um simples olhar de desejo.

E assim caminhamos, elegendo corruptos que falam bem, comprando jogadores que em 100 jogos ruins acertam 2 bons e nos apaixonando por imagens que quando colocadas de frente ao espelho, refletem tudo, menos a inexistente beleza interior.

sábado, 4 de outubro de 2014



Acreditar. Que palavrinha difícil, ainda mais nos dias de hoje.

Antigamente, bem antigamente mesmo, longe do tempo de todos que ainda podem ler esse texto, a palavra tinha força, poder e era possível colocar fé sobre algo dito por um homem.

Hoje, nem documentos reconhecidos em cartório são suficientes para dar fé à palavra.

E o que dizer, então, daquilo em que precisamos, ou tentamos acreditar, sem nunca mesmo ter visto.
Isto é o que podemos chamar de fé.

Segundo o dicionário, Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Claro que quando a usamos para falar sobre essa crença, a fé cruza a linha da religião.

É preciso ter fé para acreditar em Deus, na bíblia, nos 10 mandamentos, Adão e Eva, Noé e sua arca, a torre de babel e todas as outras coisas que estão inseridas na história.

Mas o grande problema da fé, não está vinculado à religião, e sim, aos que abusam da fé em nome de Deus. 

Mas não só. Abusam da fé das pessoas com promessas, que nunca viram atitudes, com escarnio e sem medo nenhum do que eles mesmo chamam de Inferno.

Eu, nascido e criado em meio a família católica, que estudei a vida inteira em colégio de freira, perdi a fé, talvez não em Deus, mas nas pessoas.

Vi Padre chegando em casa de madrugada com mulheres, sim, mulheres e não eram irmãs mais novas, vi pessoas muito próximas pregando no altar e depois a família descobrindo de traições que já vinham de muito tempo, segundas famílias e etc...

Quando a cestinha passava para recolher o dinheiro, eu olhava para as pessoas e via o desespero com que elas tentavam comprar sua absolvição, sua remissão dos pecados. Pecados?

O Tempo passou e continuei vendo Pastores enriquecendo de maneira estratosférica, enquanto seus fiéis mal tem o que comer, vi novos políticos se elegendo em nome de Deus e usando os fiéis para seguir carreira politica.

E hoje, quanta gente eu vejo morrer nas guerras religiosas. Quantas mortes ordenadas e colocadas nas costas de Deus. Mas qual Deus, de qual fé ?

Quanta gente eu vejo falando de Deus e dos chamados pecados e mentindo com coisas bobas, coisas grandes e tentando ludibriar o próximo, sem medo, no máximo com remorso, mas todo remorso, toda culpa, vai se apagando com o tempo e as coisas caem no esquecimento.

Enfim, com o passar do tempo, eu decidi acreditar em mim, decidi ser bom, uma pessoa do bem, para mim mesmo, minha família, meus amigos e para todas as pessoas que eu puder levar algum tipo de conforto, seja com palavras, seja com atitudes. Sem precisar mostrar, sem precisar provar, sem precisar falar.

Decidi não me importar com as outras coisas, pois sei que a fé que levo no meu coração, move a mim mesmo em direção à paz, que eu preciso para estar bem.

Educação, essa é a palavra que eu acredito, hoje, ser mais importante que a fé. Pois acreditar, pode ser fácil, mas ser bom, fazer o bem, se preocupar e ajudar as pessoas são atitudes, e atitudes são mais fortes que pensamentos.

Photo by Zac Durant on Unsplash

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...