Em todas as áreas da nossa vida somos obrigados, em
determinados momentos, a escolher o rumo que daremos ao nosso futuro.
Na vida pessoal, devemos decidir qual o melhor momento de trocar a
casa de quem nos criou, pela nossa casa, seja por começar um relacionamento sob o mesmo teto ou até mesmo para a incrível possibilidade de morar sozinho.
Na vida profissional, por vezes também temos que decidir sobre trocar emprego que temos por outra
oportunidade, ou até mesmo apenas para procurar novos ares.
E até mesmo nos relacionamentos é importante fazermos escolhas pois quando as coisas não vão bem há tempos, temos que decidir se vamos continuar tentando concertá-lo, ou partir em busca de um novo par que possa trazer de
volta a felicidade.
Acredito que para todas estas mudanças ou para a continuidade,
é preciso parar, pensar, visualizar e agir.
Nesse momento precisamos saber bem a diferença entre perder e deixar.
Quando tomamos a difícil decisão de, por exemplo, deixar de
lado o conforto da casa que vivemos, a comida pronta todos os dias, a cama
arrumada, a roupa lavada, as contas divididas,
entre outras coisas, temos que ter ciência de que não estamos perdendo nada,
estamos deixando para trás uma vida e escolhemos ter outra nova.
Só podemos perder alguma coisa que já temos, quando não
sabemos onde a deixamos, ou quando alguém colocou em um lugar diferente do
habitual, ou o tempo, quando temos de sobra e repentinamente não nos sobra mais. Podemos perder a hora da prova por termos nos esquecido de ligar o
despertador, mas se acordamos e decidimos que não vamos fazer a prova,
simplesmente deixamos aquela oportunidade para trás, escolhemos isso.
Por vezes deixamos de agir com medo do resultado das nossas
atitudes e depois colocamos a culpa no mundo, no acaso, no atraso, mas a culpa
invariavelmente é nossa mesmo.
O mesmo acontece na vida profissional. Por vezes percebemos
no íntimo uma vontade de trocar, de sair, de arejar, mas pensamos demais, tememos
demais, nos acomodamos quando sentimos confortáveis com o que temos, com aquele
pensamento de “mais vale um na mão do que dois voando”. E quando olhamos para
trás e vemos que o tempo passou, que oportunidades passaram, que abrimos mão de
muitas coisas para permanecer no mesmo lugar tendemos a dizer que foi tempo
perdido, mas não foi.Nesses casos, deixamos o tempo passar.
Propositalmente. E ele não volta.
Um relacionamento desgastado pode ser reparado, pode voltar
a trazer bons momentos, como pode também nunca mais ser o mesmo e depois de um
certo tempo chegar ao fim inevitável. E também não será possível derramar
lágrimas sobre o tempo perdido, sobre ter perdido a chance de encontrar outras
pessoas, de talvez viver um relacionamento melhor ou mais leve. Foi uma
escolha, um risco e uma chance. Poderia ter dado certo, assim como um novo
poderia ter dado errado.
A vida é assim, feita de escolhas, de riscos e principalmente
daquilo que se deixa e não adianta jamais nos lamentarmos, pois se deixamos é
porque naquele momento não era uma mudança o que queríamos.
Boa Semana e até a próxima!