segunda-feira, 29 de junho de 2015

Filhos, um Amor que não acaba, mesmo depois que acaba o Amor



Se é possível definir qualquer coisa sobre o amor, certamente podemos dizer que é o sentimento que os pais tem pelos seus filhos.

Este amor pode ser percebido de diversas formas. Seja pelo sorriso bobo dos pais de primeira viagem olhando os filhos dormindo no berço, seja pelo abraço carinhoso que mata a saudade quando se reencontram depois de um tempo distantes ou pelas lágrimas de alegria ao saber do sucesso que eles alcançam na vida.

Mesmo nos momentos de desgosto, onde a tristeza e até mesmo a raiva aparecem, podemos sentir o 
amor, pois a expressão negativa se refere mais a si mesmos, tentando saber o que foi que fizeram de errado quando o filho era mais jovem, do que assumir que o filho, já adulto, é responsável pelos seus atos.

Mesmo nesses casos ou em outros ainda mais complicados, nos momentos em que a dor supera qualquer coisa, o sentimento não diminui, ao contrário, parece até que ganha mais força.

As vezes parece que Pais até se esquecem que foram filhos, que tiveram que sair de casa, formar uma nova família, que tomaram decisões erradas, que tomaram bronca e que também causaram lágrimas aos seus pais.

Quando chegam os netos, os pais percebem que finalmente os filhos cresceram e este é o ciclo, pois os filhos se tornam pais e então podem conhecer o amor que nunca acaba.

Pois  tempo pode levar embora quase tudo, a saúde, a energia, a vontade de fazer as coisas, o amor pela esposa ou marido, pelos amigos, mas, mesmo depois que acaba esse amor, o amor pelos filhos sempre permanecerá.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Adolescentes: Medos, Fúria e Dificuldades



Sabemos que a adolescência é a fase emocionalmente mais complicada da vida do indivíduo.

É o momento de transição, finalização da personalidade, das ideias de futuro, escolhas e consequentemente do medo de tudo isso.

A Adolescência não tem idade definida, ela é cultural. Em alguns lugares do mundo são consideradas adolescentes pessoas  13 ou 14 anos, já por aqui, consideramos o início da adolescência por volta dos 15 anos.

Todos nós trazemos traços genéticos da personalidade e a eles somamos as experiências familiares e do meio em que vivemos, como escola, amigos e outros parentes.

Dentre as características que herdamos do meio em que vivemos, a mais importante é educação, a que se recebe e portanto se aprende em casa. Ou seja, os exemplos que os jovens tem no lugar que passa ba parte do seu tempo.

A adolescência é a fase das vontades, do autoconhecimento e das descobertas.

Todos que já passaram dos 20 anos sabem como foi difícil aceitar as imposições dos pais sobre aquilo que tinha vontade, mas era impedido fazer, o que gerou os segredos que não contou, as coisas que fez escondido, e tudo que experimentou.

Na maioria dos casos, aqueles que, mesmo emburrados, obedeceram a maior parte das coisas entendem melhor o que os pais queriam, enquanto os que se rebelaram completamente, normalmente hoje sofrem ao tentar passar para os filhos os valores que não conseguiu seguir.

 É muito comum ver os Pais dizendo “Como é difícil essa fase” e outras coisas parecidas, afinal é mesmo difícil educar um adolescente. Mas mais difícil é tentar fazer com que eles sejam um espelho do que os pais foram, ou, ainda pior, que eles sejam como os pais não tiveram oportunidade de ser.

Nesse ponto o adolescente pode se enfurecer e começar a prejudicar a si mesmo como forma de vingança contra os pais. Ele não consegue perceber que o mal maior está sendo feito contra si mesmo e se machuca para atingir quem, mesmo de forma errada, sempre quis o seu melhor.

As dificuldades são grandes, mas a tentativa de fazer o melhor sempre precisa estar presente. O fundamental é encontrar o equilíbrio entre a prisão e o excesso de liberdade. Entre permitir escolhas e impor limites e a melhor ferramenta é sempre a conversa franca, aberta e com explicações.

Hoje em dia, não existe o "não, porque não".

Até a próxima! 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ir ou Ficar? O que se perde e o que se deixa.



Em todas as áreas da nossa vida somos obrigados, em determinados momentos, a escolher o rumo que daremos ao nosso futuro.

Na vida pessoal, devemos decidir qual o melhor momento de trocar a casa de quem nos criou, pela nossa casa, seja por começar um relacionamento sob o mesmo teto ou até mesmo para a incrível possibilidade de morar sozinho.

Na vida profissional, por vezes também temos que decidir sobre trocar emprego que temos por outra oportunidade, ou até mesmo apenas para procurar novos ares.

E até mesmo nos relacionamentos é importante fazermos escolhas pois quando as coisas não vão bem há tempos, temos que decidir se vamos continuar tentando concertá-lo, ou partir em busca de um novo par que possa trazer de volta a felicidade.

Acredito que para todas estas mudanças ou para a continuidade, é preciso parar, pensar, visualizar e agir.

Nesse momento precisamos saber bem a diferença entre perder e deixar.

Quando tomamos a difícil decisão de, por exemplo, deixar de lado o conforto da casa que vivemos, a comida pronta todos os dias, a cama arrumada,  a roupa lavada, as contas divididas, entre outras coisas, temos que ter ciência de que não estamos perdendo nada, estamos deixando para trás uma vida e escolhemos ter outra nova.

Só podemos perder alguma coisa que já temos, quando não sabemos onde a deixamos, ou quando alguém colocou em um lugar diferente do habitual, ou o tempo, quando temos de sobra e repentinamente não nos sobra mais. Podemos perder a hora da prova por termos nos esquecido de ligar o despertador, mas se acordamos e decidimos que não vamos fazer a prova, simplesmente deixamos aquela oportunidade para trás, escolhemos isso.

Por vezes deixamos de agir com medo do resultado das nossas atitudes e depois colocamos a culpa no mundo, no acaso, no atraso, mas a culpa invariavelmente é nossa mesmo.

O mesmo acontece na vida profissional. Por vezes percebemos no íntimo uma vontade de trocar, de sair, de arejar, mas pensamos demais, tememos demais, nos acomodamos quando sentimos confortáveis com o que temos, com aquele pensamento de “mais vale um na mão do que dois voando”. E quando olhamos para trás e vemos que o tempo passou, que oportunidades passaram, que abrimos mão de muitas coisas para permanecer no mesmo lugar tendemos a dizer que foi tempo perdido, mas não foi.Nesses casos, deixamos o tempo passar.

Propositalmente. E ele não volta.

Um relacionamento desgastado pode ser reparado, pode voltar a trazer bons momentos, como pode também nunca mais ser o mesmo e depois de um certo tempo chegar ao fim inevitável. E também não será possível derramar lágrimas sobre o tempo perdido, sobre ter perdido a chance de encontrar outras pessoas, de talvez viver um relacionamento melhor ou mais leve. Foi uma escolha, um risco e uma chance. Poderia ter dado certo, assim como um novo poderia ter dado errado.

A vida é assim, feita de escolhas, de riscos e principalmente daquilo que se deixa e não adianta jamais nos lamentarmos, pois se deixamos é porque naquele momento não era uma mudança o que queríamos.

Boa Semana e até a próxima!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Dor que dói sem se ver


Todos sabemos que nenhuma dor é visível, nenhuma dor é palpável e o mais importante, ninguém pode sentir a dor de outra pessoa.

Quando uma pessoa corta um dedo ao fatiar um tomate, ou em um acidente de trabalho, o sangue escorre e ela faz aquela careta de dor, quem está por perto pode imaginar que aquele dedo está doendo.

Quando assistimos uma luta e vemos a troca de socos e chutes, podemos imaginar o quanto doeria se os golpes fossem desferidos em nós. Quando vemos um jogador de futebol quebrar a perna, sentimos até certa angústia ao presenciarmos a imagem.

Contudo, por vezes as dores mais fortes e mais difíceis do mundo, são aquelas que se escondem atrás de lágrimas apenas, que não deixam marcas externas, feridas e nem cicatrizes que ficarão marcadas na pele e sim marcadas para sempre na alma.

Essas dores são invisíveis aos olhos e outras pessoas, por empatia, podem até tentar, mas nunca conseguirão igualar o sentimento.

A perda de uma pessoa amada, que não voltará mais, é incurável. Por mais que o tempo passe, a vida continue, os sorrisos voltem, novos objetivos sejam traçados, as sensações vividas, o toque, o carinho, as palavras, jamais serão apagadas ou substituídas.

A traição de uma pessoa em quem confiava, que o apunhalou pelas costas, que lhe abandonou em um momento complicado, que o fez sofrer, sabendo o que iria causar, também dói de um jeito lancinante, abrindo caminhos de tristeza e enchendo de lágrimas o vale das almas.

E por mais que a vida nos traga novas pessoas, trará sempre consigo um medo, uma desconfiança e a forma de tratamento, de entrega, nunca mais será a mesma.

Em muitas vezes, para tentar amenizar a dor, trazer de volta a confiança, nos fazer entender que pessoas diferentes têm atitudes diferentes e que de nada adianta vivermos sempre “com um pé atrás”, precisamos de ajuda externa, de alguém que não olhe apenas o que acontece no exterior, mas que nos ajude a enxergar amplamente possibilidades e horizontes.

Um trabalho terapêutico pode ser mais importante e esclarecedor do que a maioria das pessoas pensam e em nada se parecem com aconselhamentos ou autoajuda.

Pense mais em você mesmo, viva mais, faça terapia!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Família


Certamente você já ouviu alguém falar: A Família é a base de tudo. E em muitos caso, felizmente, essa afirmação é verdadeira.

O que não é verdadeira, infelizmente, é a compreensão de que uma família não é formada exclusivamente por um homem, uma mulher e seus filhos.

A família é um lugar de amor, onde filhos são criados, devem ser educados, e, em conjunto com a personalidade individual e o ambiente em que a família é inserida, vão se tornar os adultos da próxima geração. 

Para que a premissa  “A Família é a base de tudo” seja correta, temos que considerar Família como sendo o grupo de pessoas com o qual crescemos e de quem adquirimos características importantes para o nosso futuro. Novamente, lembrando que a personalidade individual é fator preponderante para a formação do caráter de cada pessoa, bem como as companhias fora da família que cada um adquire.

Quando conseguimos educar bem nossos filhos, significa que a família normalmente virá sempre em primeiro lugar. Mesmo que opiniões sejam divergentes, vontades sejam diferentes, pensamentos sejam dissonantes, o respeito por aqueles que nos deram a oportunidade de viver será sempre maior. E neste caso podemos entender o que significa o Amor incondicional. Pois por mais que em alguns momentos existam brigas, discussões acaloradas e uma ponta de raiva, o Amor sempre prevalecerá.

Tenho a sensação, ruim, de que cada vez mais nossos jovens entendem errado o real conceito de família, pois a cada dia mais criamos mundos individuais, percebemos que os mais jovens não aceitam conselhos e não enxergam exemplos, fazem suas escolhas sozinhos e se esquecem de que um dia poderão ter, ou fazer parte, de uma família.

O que nos resta é sonhar com a força da personalidade de cada um, para que possamos duvidar do inevitável caos humano que em um futuro, relativamente próximo, o mundo deve se transformar, com menos amor, mais ódio, pouca educação e muita arrogância.

Valorize a sua família, seja ela como for!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...