terça-feira, 9 de junho de 2015

Dor que dói sem se ver


Todos sabemos que nenhuma dor é visível, nenhuma dor é palpável e o mais importante, ninguém pode sentir a dor de outra pessoa.

Quando uma pessoa corta um dedo ao fatiar um tomate, ou em um acidente de trabalho, o sangue escorre e ela faz aquela careta de dor, quem está por perto pode imaginar que aquele dedo está doendo.

Quando assistimos uma luta e vemos a troca de socos e chutes, podemos imaginar o quanto doeria se os golpes fossem desferidos em nós. Quando vemos um jogador de futebol quebrar a perna, sentimos até certa angústia ao presenciarmos a imagem.

Contudo, por vezes as dores mais fortes e mais difíceis do mundo, são aquelas que se escondem atrás de lágrimas apenas, que não deixam marcas externas, feridas e nem cicatrizes que ficarão marcadas na pele e sim marcadas para sempre na alma.

Essas dores são invisíveis aos olhos e outras pessoas, por empatia, podem até tentar, mas nunca conseguirão igualar o sentimento.

A perda de uma pessoa amada, que não voltará mais, é incurável. Por mais que o tempo passe, a vida continue, os sorrisos voltem, novos objetivos sejam traçados, as sensações vividas, o toque, o carinho, as palavras, jamais serão apagadas ou substituídas.

A traição de uma pessoa em quem confiava, que o apunhalou pelas costas, que lhe abandonou em um momento complicado, que o fez sofrer, sabendo o que iria causar, também dói de um jeito lancinante, abrindo caminhos de tristeza e enchendo de lágrimas o vale das almas.

E por mais que a vida nos traga novas pessoas, trará sempre consigo um medo, uma desconfiança e a forma de tratamento, de entrega, nunca mais será a mesma.

Em muitas vezes, para tentar amenizar a dor, trazer de volta a confiança, nos fazer entender que pessoas diferentes têm atitudes diferentes e que de nada adianta vivermos sempre “com um pé atrás”, precisamos de ajuda externa, de alguém que não olhe apenas o que acontece no exterior, mas que nos ajude a enxergar amplamente possibilidades e horizontes.

Um trabalho terapêutico pode ser mais importante e esclarecedor do que a maioria das pessoas pensam e em nada se parecem com aconselhamentos ou autoajuda.

Pense mais em você mesmo, viva mais, faça terapia!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...