Todos sabemos que nenhuma dor é visível, nenhuma dor é palpável e o mais importante, ninguém pode sentir a dor de outra pessoa.
Quando uma pessoa corta um dedo ao fatiar um tomate, ou em um acidente de trabalho, o sangue
escorre e ela faz aquela careta de dor, quem está por perto pode imaginar que aquele dedo está doendo.
Quando
assistimos uma luta e vemos a troca de socos e chutes, podemos imaginar o
quanto doeria se os golpes fossem desferidos em nós. Quando vemos um jogador de futebol quebrar a perna, sentimos até certa
angústia ao presenciarmos a imagem.
Contudo, por vezes as dores mais fortes e mais difíceis do
mundo, são aquelas que se escondem atrás de lágrimas apenas, que não deixam
marcas externas, feridas e nem cicatrizes que ficarão marcadas na pele e sim
marcadas para sempre na alma.
Essas dores são invisíveis aos olhos e outras pessoas, por empatia, podem até tentar, mas nunca conseguirão igualar o sentimento.
A perda de uma pessoa amada, que não voltará mais, é
incurável. Por mais que o tempo passe, a vida continue, os sorrisos voltem,
novos objetivos sejam traçados, as sensações vividas, o toque, o carinho, as palavras,
jamais serão apagadas ou substituídas.
A traição de uma pessoa em quem confiava, que o apunhalou
pelas costas, que lhe abandonou em um momento complicado, que o fez sofrer,
sabendo o que iria causar, também dói de um jeito lancinante, abrindo caminhos
de tristeza e enchendo de lágrimas o vale das almas.
E por mais que a vida nos traga novas pessoas, trará sempre
consigo um medo, uma desconfiança e a forma de tratamento, de entrega, nunca
mais será a mesma.
Em muitas vezes, para tentar amenizar a dor, trazer de volta
a confiança, nos fazer entender que pessoas diferentes têm atitudes diferentes
e que de nada adianta vivermos sempre “com um pé atrás”, precisamos de ajuda
externa, de alguém que não olhe apenas o que acontece no exterior, mas que nos ajude
a enxergar amplamente possibilidades e horizontes.
Um trabalho terapêutico pode ser mais importante e
esclarecedor do que a maioria das pessoas pensam e em nada se parecem com
aconselhamentos ou autoajuda.
Pense mais em você mesmo, viva mais, faça terapia!

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