Sabemos que a adolescência é a fase emocionalmente mais complicada da
vida do indivíduo.
É o momento de transição, finalização da personalidade, das ideias de futuro, escolhas e consequentemente do medo de tudo isso.
A Adolescência não tem idade definida, ela é cultural. Em alguns lugares do mundo são consideradas adolescentes pessoas 13 ou 14 anos, já por
aqui, consideramos o início da adolescência por volta dos 15 anos.
Todos nós trazemos traços genéticos da personalidade e a eles somamos as experiências familiares e do meio em que vivemos, como escola, amigos e outros parentes.
Dentre as características que herdamos do meio em que vivemos, a mais importante é educação, a que se recebe e portanto se aprende em casa. Ou seja, os exemplos que os jovens tem no lugar que passa ba parte do seu tempo.
A adolescência é a fase das vontades, do autoconhecimento e
das descobertas.
Todos que já passaram dos 20 anos sabem como foi difícil
aceitar as imposições dos pais sobre aquilo que tinha vontade, mas era impedido fazer, o que gerou os segredos que não contou, as coisas que fez escondido, e tudo que experimentou.
Na maioria dos casos, aqueles que, mesmo emburrados,
obedeceram a maior parte das coisas entendem melhor o que os pais queriam, enquanto os que se
rebelaram completamente, normalmente hoje sofrem ao tentar passar para os filhos os valores
que não conseguiu seguir.
É muito comum ver os
Pais dizendo “Como é difícil essa fase” e outras coisas parecidas, afinal é mesmo
difícil educar um adolescente. Mas mais difícil é tentar fazer com que eles sejam um espelho do que os pais foram, ou, ainda pior, que eles sejam como os pais não tiveram oportunidade de ser.
Nesse ponto o adolescente pode se enfurecer e começar a prejudicar a si mesmo como forma de vingança contra os pais. Ele não consegue perceber que o mal maior está sendo feito contra si mesmo e se machuca para atingir quem, mesmo de forma errada, sempre quis o seu melhor.
As dificuldades são grandes, mas a tentativa de fazer o melhor sempre precisa estar presente. O fundamental é encontrar o equilíbrio entre a prisão e o excesso de liberdade. Entre permitir escolhas e impor limites e a melhor ferramenta é sempre a conversa franca, aberta e com explicações.
Hoje em dia, não existe o "não, porque não".
Até a próxima!

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