terça-feira, 27 de outubro de 2015

Jovens, Futuro ou Destruição


Gosto muito de escrever sobre os jovens e a juventude por aqui.
Talvez seja porque me preocupo demais com o futuro, mesmo sabendo que não vou participar dele.

Mas mesmo sabendo da finitude, do tempo curto que temos para usufruir a vida que ganhamos, sei que precisamos pensar no que acontecerá para frente, o que acontecerá depois de nós, com as outras gerações.

Teremos como saber? Exatamente como será, não. Mas pelo menos podemos ficar mais tranquilos em nossas consciências, se soubermos que partimos deixando algo de bom, algum legado.

Mas um legado não só para os filhos, netos, parentes. Qual o legado que a sociedade em si deixa diariamente para os mais jovens?

Será que temos dado para eles um futuro, ou estamos deixando um rastro que vai levá-los a destruição pessoal e emocional?

Quando pensamos que crianças em diversos lugares do mundo usam uniformes e armas para matar e correndo o risco de morrer, quando pensamos que o EI destrói templos históricos e a própria história em nome de Deus e do ódio a tudo o que eles não aceitam, quando no Brasil evangélicos e católicos pregam a verdade um contra o outro gerando ódio, quando nas redes sociais todos podem falar o que querem e contra todos, com ofensas e xingamentos pesados direcionados aos que pensam de outra forma e ainda chamam isso de liberdade de expressão, fico com medo, com muito medo do que chamamos de futuro.

Quando a sociedade se vê em guerra para a diminuição da maioridade penal, quando o governo estadual fecha escolas, quando vemos crianças mães de outras crianças, fico com medo, muito medo do futuro.

Quando vejo que mais jovens se preocupam com os “Pancadões” do que chegar no horário para a prova do ENEM, quando vejo armas levantadas em ostentação e cada vez menos diplomas, quando...quando... quando...

E olha que eu nem deveria me preocupar tanto, pois sei que já estou pra lá da metade do caminho...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Viajar


Viajar é conhecer, por vezes espairecer, relaxar. Fugir do seu mundo e criar outros novos, cheios de coisas interessantes.

Viajar é incorporar novas culturas, conhecer melhor outros povos, aceitar melhor as diferenças.

Quando viajamos, deixamos um pouco para trás o nosso presente, a nossa rotina e começamos a viver um pouco mais. A transformar a nossa realidade e planejar sempre mais. 

Pois quem se acostuma a viajar, já não gosta mais de ficar parado.

Claro que são poucos os que vieram para a vida já de férias, mas sempre que for possível e não uma irresponsabilidade, viaje. Um fim de semana, uma parada curta, um lugar diferente. Um feriadão, uma mochila nas costas, só com o dinheiro da passagem e para um albergue que seja, mas viaje.

Abra a sua mente para novos ares., aceite desafios, crie coragem para um intercâmbio, para um ano de estudos em outro lugar do mundo. Sim, você vai ter que ralar muito para sobrevier, mas o que vai trazer de volta não terá valor, será impagável.

Arrisque, lute, batalhe e quando voltar terá uma bagagem muito maior do que aquela que levou.

A felicidade pode estar em qualquer lugar, mas normalmente você a encontrará o mais longe possível de casa.

Viajar talvez seja a melhor forma de viver!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Pobreza e Riqueza


Vivemos, e o pior, aprendemos a viver em um país com uma das maiores desigualdades sociais do mundo.

E o pior, vivemos em um país onde o governo, há décadas, precisa, por incopetência e corrupção ajudar com uma renda mínima 50 milhões de pessoas pelos programas sociais. Ou seja, governos que trabalha pela proliferação da pobreza.

E ainda pior, grande parte da origem da riqueza vem da exploração dos mais pobres. Desde os tempos da escravidão. E os maiores bandidos, veja que interessante, são os próprios governantes.

Famílias hoje tradicionais tem sobrenome de presidentes, senadores, deputados, governadores, que se proliferam no cenário politico, aumentando, sem trabalhar efetivamente, sua fortuna.

Temos metalúrgicos aposentados que são milionários sem nada ter feito, membros das forças armadas e seus familiares que nunca seguraram uma arma ganhando aposentadoria vitalícia, BBBs que seriam desconhecidos nas ruas vomitando asneiras no congresso, palhaços rindo da nossa cara e com o voto daqueles que eles tem como prioridade, aqueles que não tem educação, conhecimento, discernimento do que é necessário para uma vida política eficaz.

A riqueza de hoje é fruto dos lobos que cuidam do galinheiro e a pobreza cresce a cada dia, sem sequer ficar com os ovos.

O quadro é grave, a classe média de verdade vai sumindo e os novos ricos surgindo de acordo com os lobistas que elevam um ou outro para o patamar que os bandidos do colarinho branco já frequentam.

E com o voto dos mais pobres, aumenta-se a fortuna dos mais ricos.

Ricos, mas tão enlameados, que o espírito já saiu do nível da pobreza, chafurda em sua própria miséria.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bullying


Pessoas são diferentes e por isso cada uma reage de forma diferente, mesmo quando colocadas em situações similares.

Uns podem ter uma personalidade mais dura, talvez mais forte, enquanto outros podem ser mais frágeis emocionalmente, cada qual em razão de situações completamente diferentes.

O bullying não é algo novo, pelo contrário, existe desde sempre, mas hoje, ainda bem, evoluímos, apesar de pouco, e damos voz e apoio para quem sofre com situações desgastantes, embaraçosas e até mesmo agressões físicas.

No passado, quem passava por isso era obrigado a se calar, ou era ainda mais ridicularizado quando contava para alguém, era taxado de fraco, e na maioria das vezes, ignorava as lágrimas e lutava para ser forte, quando não havia mais força nenhuma. 

Quando eu era um menino, lá no Colégio Assunção, sempre tive muitos amigos e colegas. E sempre fui gordinho e branquinho, às vezes até rosado. Principalmente quando jogava bola, o que acontecia o tempo todo.

E, nesse período, tive vários apelidos: Gasparzinho, Porquinho, Rabicó e assim por diante. Eu nunca cheguei em casa chorando eternamente, nem triste, nem me considerava excluído, pelo contrário, achava que isso me dava possibilidade para ter mais amizades, apesar das brincadeiras.

Mas por dentro eu cresci meio amargo, querendo sempre provar alguma coisa para os outros e para mim mesmo, mas não de forma positiva, não para alcançar ou ter sucesso, mas para ser aceito em um lugar onde as pessoas eram diferentes de mim, pois eu fui bolsista, em um colégio nos Jardins. Usava calça com couro no joelho e só levava lanche, porque não tinha dinheiro para comer na lanchonete.

Só depois de entender, na terapia, o que aconteceu, é que me dei conta de como tive sorte por ter suportado relativamente bem tudo o que aconteceu e por ter chegado até aqui e não ter sido apenas mais uma vítima de brincadeiras idiotas feitas por pessoas que se sentiam superiores, seja pelo dinheiro, seja pela aparência, seja pela força.

Precisamos, sim, dar voz e atenção para quem sofre com o bullying, precisamos, sim, punir exemplarmente pessoas que ainda não aprenderam a conviver em sociedade e principalmente, precisamos divulgar que que passa por isso não está sozinho.

Ainda temos uma cultura nefasta de culpar as vítimas o que dificulta muito a exposição dos casos. 
Muitas vezes as crianças, ou jovens, preferem "deixar pra lá" e esperar para ver se as coisas melhoram, mas, mesmo que melhorem por fora, podem nunca mais serem corrigidas por dentro.

Não sinta vergonha, se se sinta fraco, ou desamparado, agressões físicas ou psicológicas precisam ser denunciadas!

Não se cale, fale!

Afinal, viver é tão bom e é algo único para que as pessoas percam o seu tempo excluindo-se dos bons momentos por serem levadas a acreditar que não deveriam estar lá.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...