terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Loteria da Vida ( Para Alguns )


Ainda hoje existem muitas pessoas que temem ter o controle da própria vida, que preferem se esconder atrás do que chamam de destino e que esperam apenas poder agradecer à Deus pelas coisas boas que acontecem, assim como aproveitam para colocar a “culpa” na vontade de Deus para tudo que acontece de ruim em suas vidas.

Vivem, levando os dias “com a barriga”, esperando que milagres caiam do céu, ou então se conformam com a condição que a vida “lhes deu”.

Agem como se a vida fosse um bilhete da “mega sena” e que podem tanto ganhar e ficarem bem para sempre, como podem simplesmente esperar por mais uma semana.

Pois bem amigos, a vida não é uma loteria, a vida não sorteia um ou outro para ser mais feliz, para ter mais sucesso, para ser um vencedor.

A vida se parece mais com um jardim. Você o recebe de quem lhe criou e escolhe como vai cuidar. 
Se vai adicionar novas sementes, se vai regar e cuidar, se vai afastar as ervas daninhas que aparecerem, ou se simplesmente vai deixar o mato encobrir todo o resto, para depois culpar o destino por não ter feito sozinho aquilo que você deveria fazer.

Estudo, dedicação, esforço, responsabilidade, empenho e trabalho são os 6 números nos quais você deve apostar se deseja ter uma vida própria, sem depender da vontade de ninguém e, meu amigo, lembre-se, nem na loteria é possível ganhar se não fizer ao menos o esforço de apostar...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Importância do Medo


Talvez você nunca tenha ouvido falar da Doença de Urbach-Wiethe, mas além de rara, é uma doença extremamente perigosa. Ela não mata por si só, não causa deformação ou muda a aparência física, mas expõe terrivelmente aqueles que a possuem.

A doença de Urbach-Wiethe faz com que o indivíduo não sinta medo, ou seja, ele perde a noção do que é perigoso ou dos riscos que pode correr. E ainda se agrava por gerar uma curiosidade exacerbada no indivíduo, o que o expões a situações que podem ser bastante arriscadas.

Há quem diga que corajosos são aqueles que não temem, mas isso é uma bobagem. Ter coragem é bem diferente de não ter medo. Você pode ter coragem para subir uma montanha e saltar de asa delta, mas você pode ter medo de fazer isso também, ou seja, checar todos os equipamentos de segurança, estar acompanhado de um guia e fundamentalmente, ter a exata noção do risco que corre.

Você pode precisar sair de casa durante à noite, mas não vai colocar seu melhor relógio, deixar a carteira cheia de dinheiro, ou até mesmo levar consigo seus documentos originais, pois sabe que, infelizmente, vivemos em um país tão inseguro que um assalto é uma possibilidade alta.

Quem não tem medo, acha que nada de errado pode acontecer e precisa ser acompanhado de perto, pois a tendência é que se machuque, ou que seja machucado por alguém.

O Medo é fundamental, até mesmo por estarmos aqui. Pois se o homem não tivesse medo, teria sido destruído há muito tempo. A proteção, o cuidado, o receio, a atenção , são frutos do medo. Medo que nos protege, nos deixa alerta, nos da força, libera adrenalina, salva a nossa vida.

Ter excesso de medo é também patológico, é também perigoso, pois pode-se criar um caso de depressão, mas não ter medo nenhum, é ainda pior.

Equilíbrio, essa sempre é a palavra...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Legião Urbana


Essa semana resolvi que a partir do ano que vem, vou publicar na minha página profissional do facebook algumas frases de músicas que eu acho inteligentes e que podem levar as pessoas à reflexão. E foi imediata a minha lembrança do show do  Legião Urbana, em comemoração aos 30 anos da banda, que ocorreu  em São Paulo no ano de 2015.

Não foi, nem de longe, o melhor show que assisti entre as dezenas, ou quem sabe mais de uma centena que já fui e nem tampouco o pior. Mas foi certamente o que mais mexeu comigo, de um jeito estranho, diferente, praticamente inexplicável.

Primeiro porque não havia expectativa nenhuma sobre o show. Alguns dias antes eu tinha assistido no multishow um pedacinho do show com o Wagner Moura cantando, ms ele canta muito mal e por isso eu estava achando que o show dos 30 anos seria outro cover do Legião com o Dado e o Bonfá. 

A minha irritação já era grande quando após 45 minutos de atraso o show começou.
A primeira música, do primeiro disco, “Será”, com o André Frateschi nos vocais. Bem, uma coisa já estava bem clara ali, ele é muito melhor do que o Wagner Moura, apesar dos gritos.

O Primeiro disco foi todo reproduzido, até chegar em “Por Enquanto” e nessa hora já percebi que eu estava começando a me sentir estranho. Então o Dado disse que iríamos escutar algumas palavras do Renato. Quando retornaram e começaram com os acordes de “Tempo Perdido”, senti que lágrimas queriam saltar dos meus olhos. Algo inexplicável. Não era o Renato, não sei se foi o fato do Dado e do Bonfá estarem lá, não sei de nada. Só sei que comecei a experimentar uma confusão de sentimentos e dúvidas misturadas, enquanto eu cantava e sabia que meus olhos brilhavam.

Pensei no arrependimento por não ter ido ao show no Ibirapuera em 1994 e por isso nunca ter ido a nenhum show deles com o Renato. Pensei na tristeza ainda mais realçada por ele ter morrido bem no dia do meu aniversário. Mas o que mais mexeu comigo foi a certeza do quanto perdemos por ele ter ido embora tão cedo. Ouvindo em seguida “Daniel na Cova dos Leões” fiquei me questionado como seria se fosse o Renato lá em cima do palcocom os outros dois, quantas outras letras maravilhosas teríamos para cantar, quanto de nossas vidas, sem querer ele iria narrar.

Comecei a viajar no tempo paralelamente, foi muito estranho. Estava lá, cantando, mas ao mesmo tempo não estava, pois flutuava de volta aos tempos de colégio, a adolescência e como cada música daquelas representava muito na minha vida. Tempo Perdido foi a música da nossa formatura de 3º Colegial, do tempo dos cabelos compridos... Daniel na cova dos leõs é arrepiante “Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos, é o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá porque não vemos”, como não lembrar disso... E depois ainda teve “Dezesseis”, do João Roberto, que era o adolescente apaixonado que se matou por causa de um coração partido e tudo foi fluindo, o presente e o passado, ao mesmo tempo, na mesma mente, fazendo com que tudo fizesse muito sentido, mas sem sentido algum.

Quando finalmente eles acabaram, com “Que País é Esse?”, fiz questão de sair e olhar para o maior número possível de pessoas. E me aliviei, pois eu vi um mar de olhos marejados e percebi que talvez eu não tenha sido o único que experimentou a sensação de perda misturada com a sensação de alívio. E talvez eu tenha saído de lá entendendo ainda mais uma das frases do Renato que eu mais gosto “ E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Opiniões


Nos dias atuais, do esconderijo da internet e suas redes sociais, cada vez é mais comum identificar a falta de educação das pessoas.

Se você é uma pessoa com muitos seguidores, relativamente popular e resolve expressar a sua opinião na rede, pode se preparar porque vai receber alguns elogios e likes, mas vai receber uma enxurrada de agressões verbais e ameaças infundadas.

E se retrucar, pode ser ainda pior. A hoje chamada “Pátria Educadora”, esquece apenas do mais importante, ensinar o respeito, principalmente dentro de casa.

Os mais exaltados, normalmente escondidos em avatares esquisitos, não tem a mínima noção de que democracia envolve opinião. Se você é obrigado a concordar com um regime político, uma decisão judicial, que seja um pênalti marcado, a democracia terá acabado.

Se todos tivessem a mesma opinião sobre tudo, ninguém precisaria julgar nada, não existiria concurso culinário, literário, escolha do gol mais bonito, ou até mesmo pesquisa de popularidade dos governantes.

O que eu gostaria de ver é quase utópico, um debate de ideias, propostas e contrapropostas, pessoas voltando atrás em decisões depois de ouvir a opinião de outras e pessoas mudando de opinião depois de ouvir uma boa argumentação de alguém.

Mas não, todos querem discutir, brigar, enfiar goela abaixo a sua verdade e depois se esconder na infinidade da rede.

Eu, particularmente, deixo de comentar, expor meu ponto de vista ou argumentar a maioria das situações justamente por isso, cansei da falta de educação e de respeito.

Só que eu sou uma pessoa comum, fico pensando quantas boas ideias e boas argumentações se perdem nessa falta de vontade de expor seus pensamentos por aqueles que, como eu, preferem guardar para si ao invés de ter que ficar lendo agressões ignorantes por aí.

Vamos abrir a mente e aceitar que somos diferentes, com pensamentos diferentes e que não existe verdade absoluta.  Como já dizia Nelson Rodrigues “Toda unanimidade é burra”.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...