terça-feira, 26 de abril de 2016

O Exagero da Tecnologia para as Crianças


Semana passada opinei sobre a forma de tentar agradar as crianças com presentes, hoje escrevo o que penso sobre as brincadeiras das crianças na atualidade.

Tudo bem que meu tempo de criança já passou há muito, mas ainda me recordo que não havia nada que eu gostasse mais do que jogar bola. E não importava o esporte. Podia ser futebol, vôlei, basquete, handebol e até variações que inventava, desde que houvesse gol ou ponto.

As meninas dançavam, participavam do pega-pega (que era uma brincadeira de criança), esconde-esconde  e, claro, as bonecas.

Na televisão, mal via desenhos, pois gostava mesmo era da rua, ou do playground do prédio, ficar dentro de casa só se fosse fingindo que fazia a lição e que estudava e sempre tentando ser o mais rápido possível para poder brincar.

Quando já estava com 18 anos, no prédio onde morava começaram a surgir os primeiros videogames “modernos” ( Mega Drive, Nintendo ) e os meninos mais novos já não eram como os da minha época, estes já passavam boa parte do dia jogando Super Mario enquanto eu já estava começando a trabalhar para no ano seguinte começar a faculdade.

Hoje em dia, vejo os playground mais vazios, os campinhos de futebol que antes tinham fila de times para jogar, quase vazios e, em contrapartida muitos meninos com um celular na mão e os olhos vidrados na tela.

Li uma reportagem com uma estatística que me assustou. 63% dos tablets vendidos no País estão em posse de crianças e adolescentes. A interação hoje é feita via jogos on-line e redes sociais e o controle sobre o que é acessado e visto pelas crianças é a cada dia menor.

Sim, eu sei que os tempos são outros, que muitos pais não tem tempo e os que tem tempo dizem que tem medo de sair com as crianças, mas semana passada até mesmo na praia pude perceber que as crianças ficam no sol, ou debaixo do guarda-sol com o celular ou o tablet na mão.

Até a punição para as notas baixas na escola ou por atos incorretos dentro de casa mudou. Agora não são mais tapas e nem o castigo do “ Você não vai sair de casa por uma semana”, agora a ameaça é com os eletrônicos. “Se não tirar nota boa fica um dia sem mexer no celular!”

Eu acho que as crianças deveriam ao menos poder mesclar o seu tempo de diversão, senão ficarão todas iguais aos seus pais, vivendo o dia todo no Instagram.

terça-feira, 19 de abril de 2016

As Crianças e os Presentes

O Mundo mudou, as sociedades mudaram, a educação está cada dia mais diferente. E isso é muito bom, mas em outros aspectos também é muito ruim.

Antigamente as mulheres, e consequentemente mães, com maior frequência do que hoje, ficavam em casa o dia todo, cuidando das coisas da casa e do marido e ficava boa parte do tempo com seus filhos, era a educadora e quando o pai chegava em casa, queria que seus filhos estivessem a sua altura, com os seus valores e pensamentos. 

O Pai era o que punia o que dava o exemplo, o que mandava.

Hoje, ainda existem mulheres que não precisam trabalhar, mas mesmo estas preferem ir para a academia ou shoppings ao invés de educar os filhos, mas a grande maioria das mulheres trabalha, ajuda no sustento, ou até mesmo sustenta a própria casa e acabam por ficar sem tempo de acompanhar uma parte do crescimento e formação do caráter e personalidade dos filhos.

Como solução, alguns pais trocam essa falta de tempo, de presença, até mesmo de carinho e atenção, por presentes e acabamos criando uma juventude mimada, que se acostumou a ter o que quisesse em troca de obediência ou respeito.

Muitas vezes faltam a esses jovens e crianças o discernimento do que é possível ter e o que não é, muitas vezes pais se endividam ou deixam de adquirir coisas mais importantes para atender a vontade dos filhos e o pior, muitas vezes trabalham mais e mais para ganhar mais apenas para poder “não deixar faltar nada” para os filhos, sendo que uma boa educação, um prato de arroz e feijão e um abraço carinhoso antes dele dormir talvez o fariam muito mais feliz do que carrinhos e bonecas que não conseguem substituir o amor da verdadeira família.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Classes Sociais


Definir classes sociais, por si só já pode ser um ato discriminatório.

Através dessa divisão já se cria uma barreira entre as pessoas. Ricos e pobres, ou uma classe média, que a cada dia desce mais a ladeira que anos atrás imaginava subir.

Mas, além disso, para que serve a definição das classes sociais?

Para o mercado é importante, pois através de pesquisas se define o que transmitir para cada público, ou seja, se um determinado programa é visto por consumidores da classe A, a propaganda que vai passar é destinada a este público, se é mais assistido pelas classes D e E, o produto anunciado será diferente. O intuito é o mesmo, mas a forma de ver o público consumidor é diferente.

E essa divisão de classes acaba acontecendo em todos os lugares e segmentos.

Os bairros são segmentados. As pessoas de Classe A moram em uma região, as da Classe D moram em outra, as vezes nem tão longe, mas separadas por um abismo.
As lojas são segmentadas. Em umas você precisa ter até R$ 2.000,00 para comprar uma camisa, em outra basta ter R$ 19,90 que também compra, mas é claro que os públicos não se misturam.

Mas a pior das divisões está na educação. As classes A e B colocam os filhos para estudar em colégios pagos, caros, com bons professores e com possibilidade maior de ensino e disciplina, enquanto os demais acabam colocando os filhos nas escolas públicas, que hoje em dia de escolas tem muito pouco.

Isso, tirando as óbvias exceções, amplia a distância entre as classes sociais, pois aquele que paga para estudar no colégio, chega na faculdade gratuita, enquanto o que estuda de graça na escola, quando pode pagar, migra para uma faculdade particular.

Agora a educação,  aquela que se aprende “em casa”, muitas vezes é  melhor ensinada nas pequenas casas das classes mais baixas, do que nas mansões nas zonas mais ricas das cidades.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Relacionamentos


Este é um tema bastante delicado, amplo e complicado, mas é o tema que escolhi para debater esta semana.

E aqui misturam-se o psicólogo com o homem, opiniões com percepções, estudo com fatos.

Por relacionamento, devemos entender coisas como amizade, relações profissionais, namoro, casamento, entre outros.

O nascimento das relações é muito diferente em cada caso. 

Uma amizade pode nascer ao acaso, na escola, faculdade, trabalho, ou pela apresentação de pessoas que são amigos em comum. As relações profissionais acontecem no âmbito do trabalho, e podem ser entre funcionários, patrão e funcionários ou até entre prestador de serviço e cliente. É uma relação que nasce pela procura. 

O Namoro nasce do encontro de duas pessoas, que precisam se conhecer, mesmo que comecem a namorar no dia seguinte ou nas horas seguintes, depois de trocarem algumas ideias, nascer o desejo e a coragem. É uma relação que nasce pela escolha. Já o casamento, ah o casamento... Pode ter como origem tantas formas diferentes, que chega perto de ser impossível definir, mas o nascimento desse tipo de relação, parte de uma decisão.

Portanto, temos o acaso, a procura, a escolha e a decisão como alguns fatos geradores das relações, mas vamos focar na decisão, no casamento, que talvez seja a relação mais controversa que existe no mundo.

Um casamento significa a junção de duas vidas independentes, em duas vidas interligadas entre si. Significa a substituição do eu pelo nós, significa agregar aos problemas que você já tem, os problemas da relação. Significa ter novas tarefas, menos liberdade e em troca espera-se carinho, compreensão e atenção.

Mas para tomar a decisão, é importante observar alguns fatos: O casamento não pode ser visto como o objetivo final de uma vida e sim como o começo de uma nova vida. Especialmente algumas mulheres ainda enxergam o casamento como uma necessidade social, pois a sociedade insiste com a história do “ficar para titia”, ou “ a titia solteirona” e por aí vai. E se o casamento não der certo, a separação é  um mecanismo fácil de resolução dos problemas, muitas pessoas preferem ser separadas a terem ficado solteiras. Mas esse pensamento é incorreto, porque toda separação, por mais consensual que seja, por mais rápido que tenha sido o relacionamento, deixa sequelas.

Portanto, antes de tomar essa decisão que vai mudar o rumo da sua vida, conviva, conheça, viva todas as situações possíveis para não embarcar rumo ao desconhecido. E entenda que durante a vida, as pessoas mudam, as situações mudam e que um relacionamento precisa passar por adaptações e por lutas durante o percurso. Se ao invés de tentar salvar o barco, você simplesmente decidir pular fora dele, o naufrágio será impossível de ser evitado...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...