Semana passada opinei sobre a forma de tentar agradar as crianças com presentes, hoje escrevo o que penso sobre as brincadeiras das crianças na atualidade.
Tudo bem que meu tempo de criança já passou há muito, mas
ainda me recordo que não havia nada que eu gostasse mais do que jogar bola. E
não importava o esporte. Podia ser futebol, vôlei, basquete, handebol e até
variações que inventava, desde que houvesse gol ou ponto.
As meninas dançavam, participavam do pega-pega (que era uma
brincadeira de criança), esconde-esconde e,
claro, as bonecas.
Na televisão, mal via desenhos, pois gostava mesmo era da
rua, ou do playground do prédio, ficar dentro de casa só se fosse fingindo que fazia a
lição e que estudava e sempre tentando ser o mais rápido possível para poder
brincar.
Quando já estava com 18 anos, no prédio onde morava
começaram a surgir os primeiros videogames “modernos” ( Mega Drive, Nintendo )
e os meninos mais novos já não eram como os da minha época, estes já passavam
boa parte do dia jogando Super Mario enquanto eu já estava começando a
trabalhar para no ano seguinte começar a faculdade.
Hoje em dia, vejo os playground mais vazios, os campinhos
de futebol que antes tinham fila de times para jogar, quase vazios e, em
contrapartida muitos meninos com um celular na mão e os olhos vidrados na tela.
Li uma reportagem com uma estatística que me assustou. 63%
dos tablets vendidos no País estão em posse de crianças e adolescentes. A
interação hoje é feita via jogos on-line e redes sociais e o controle sobre o
que é acessado e visto pelas crianças é a cada dia menor.
Sim, eu sei que os tempos são outros, que muitos pais não
tem tempo e os que tem tempo dizem que tem medo de sair com as crianças, mas
semana passada até mesmo na praia pude perceber que as crianças ficam no sol,
ou debaixo do guarda-sol com o celular ou o tablet na mão.
Até a punição para as notas baixas na escola ou por atos
incorretos dentro de casa mudou. Agora não são mais tapas e nem o castigo do “
Você não vai sair de casa por uma semana”, agora a ameaça é com os eletrônicos.
“Se não tirar nota boa fica um dia sem mexer no celular!”
Eu acho que as crianças deveriam ao menos poder mesclar o
seu tempo de diversão, senão ficarão todas iguais aos seus pais, vivendo o dia
todo no Instagram.

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