Através dessa divisão já se cria uma barreira entre as
pessoas. Ricos e pobres, ou uma classe média, que a cada dia desce mais a
ladeira que anos atrás imaginava subir.
Mas, além disso, para que serve a definição das classes
sociais?
Para o mercado é importante, pois através de pesquisas se define o que
transmitir para cada público, ou seja, se um determinado programa é visto por
consumidores da classe A, a propaganda que vai passar é destinada a este
público, se é mais assistido pelas classes D e E, o produto anunciado será
diferente. O intuito é o mesmo, mas a forma de ver o público consumidor é
diferente.
E essa divisão de classes acaba acontecendo em todos os
lugares e segmentos.
Os bairros são segmentados. As pessoas de Classe A moram em
uma região, as da Classe D moram em outra, as vezes nem tão longe, mas
separadas por um abismo.
As lojas são segmentadas. Em umas você precisa ter até R$ 2.000,00 para comprar
uma camisa, em outra basta ter R$ 19,90 que também compra, mas é claro que os
públicos não se misturam.
Mas a pior das divisões está na educação. As classes A e B
colocam os filhos para estudar em colégios pagos, caros, com bons professores e
com possibilidade maior de ensino e disciplina, enquanto os demais acabam
colocando os filhos nas escolas públicas, que hoje em dia de escolas tem muito
pouco.
Isso, tirando as óbvias exceções, amplia a distância entre
as classes sociais, pois aquele que paga para estudar no colégio, chega na
faculdade gratuita, enquanto o que estuda de graça na escola, quando pode
pagar, migra para uma faculdade particular.
Agora a educação, aquela que se aprende “em casa”, muitas vezes é
melhor ensinada nas pequenas casas das
classes mais baixas, do que nas mansões nas zonas mais ricas das cidades.

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