segunda-feira, 24 de abril de 2017

Atendimento Hospitalar


Esse tema é complicado, pois envolve coisas demais, pessoas demais e sentimentos demais, mas eu acho que precisa ser escrito.

Primeiramente, vamos esquecer, deixar de lado, colocar em outro patamar os hospitais particulares de alto custo, como, em São Paulo, Einstein, Sírio Libanês entre outros, pois o atendimento e o público deles não podem ser considerados para efeito de qualquer estudo, visto que uma minoria bem restrita pode usufruir dos serviços prestados por eles.

Também não vou escrever sobre médicos em si, pois conheço muitos e sei como são dedicados e como tem a vida corrida e cansativa.

Quando penso em atendimento hospitalar, me vem à cabeça os hospitais, pronto socorros, atendentes, enfermeiros, técnicos em geral, médicos e também pacientes.

Em uma estrutura ruim, sem capacidade física, sem limpeza, lotada de pessoas doentes, nem tão doentes e até mesmo aquelas que preferem o hospital  a ficar em casa ou ir trabalhar(acreditem, existem), sem medicação, sem curativos, com um número reduzido de profissionais, é impossível que se tenha um atendimento de qualidade.

Em virtude dessa conjunção de coisas, temos cada vez mais tragédias acontecendo nas unidades hospitalares de nosso país. Como em qualquer profissão, a falta de equipamento adequado, a falta de tempo, o stress, a pressão, o tumulto, o excesso de tarefas, acabam aumentando a chance de qualquer profissional, desde o atendente até o médico, de cometerem erros. Temos lido, há muito tempo, casos bizarros de pessoas que foram internadas com desidratação e tiveram braço amputado, ou com cálculo renal e que tiveram pés e mãos amputados, entre outras tantas coisas, como equipamentos deixados dentro do paciente, medicamentos aplicados via venosa indevidos e etc...

Eu mesmo, fiquei 12 horas no hospital, ocupando leito, depois de uma cirurgia para retirada de cálculo renal, porque o médico que deveria assinar minha alta estava de plantão e em cirurgia em outro local e das 08:00 às 20:00 perdi meu dia porque não havia outro para fazer ago tão simples. E o médico teve que ir de São Paulo a Guarulhos, depois de um dia cansativo, apenas para isso.

Sem contar, claro, o caso do meu pai, que foi fazer um exame para descobrir um problema no estômago e não saiu do hospital com vida.

E isso, porque ainda faço parte de uma minoria que tem convênio médico, não para ser atendido no Einstein ou Sírio, mas já estive várias vezes em hospitais públicos e imagino o sofrimento de quem realmente precisa.

E toda vez que eu penso o quanto foi desviado para o bolso desses políticos safados do nosso país, fico indignado pensando quantas vidas eles levaram embora indiretamente. Pois só com o que a imprensa noticia, sabemos que os valores desviados para eles, poderíamos ter centros hospitalares de qualidade, com equipamentos, medicamentos e funcionários suficientes para atender quem realmente precisava. 

Sim, precisava, pois muitos deles, infelizmente, não voltam mais...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Esportes


Certamente os maiores problemas do nosso país começam pela falta de educação, pela dificuldade da maioria da população em estudar, em encontrar escolas e quando encontram, na escola existir professores capacitados e corajosos para trabalhar sem medo, visto que hoje o aluno ameaça, humilha e maltrata o professor sem ser punido.

Imaginando uma mudança radical de cenário, a melhoria da educação e consequentemente do país como um todo, passaria pela implantação de uma cultura de esportes dentro das escolas.  Uma coisa cada vez mais utópica em um país onde a Educação Física foi tirada do currículo obrigatório nas escolas públicas.

Pensando no modelo americano, que claro não é perfeito, poderíamos ter nas escolas formação de atletas para os mais diversos esportes, atraindo assim mais crianças, que se tornariam jovens, praticando esportes, para assim ingressar em faculdades e no final das contas terem uma formação.

Claro que o esporte de alto rendimento nos EUA deixa de lado o estudo efetivo para olhar o lado financeiro dos grandes atletas, pois por lá o esporte é uma fonte de dinheiro quase inesgotável, por ser um país onde a grande maioria das pessoas pode gastar alguns dólares para divertimento.

Também existem muitos casos de astros do esporte endinheirados que estão presos (lá o dinheiro não compra a liberdade) por crimes cometidos, e também alguns que se suicidaram, afinal a saúde mental não é imune ao dinheiro, mas a grande maioria dos atletas consegue ter um diploma e um bom salário e aqueles que acabam não se firmando em nenhum dos esportes pode procurar um emprego convencional.

Além disso, o país é uma potência olímpica, saem das universidades os nadadores, velocistas, arqueiros, judocas e etc...

Não, nem todos se livram das drogas, dos delitos, dos problemas da juventude, mas percentualmente é um processo muito eficaz de socialização do ser humano e inserção em diversos meios e comunidades.

Se as confederações brasileiras não fossem administradas por corruptos idênticos aos que governam o país, poderíamos investir no esporte nas escolas públicas e aumentar o investimento nas particulares, criar competições entre elas, formar não só atletas, mas melhores seres humanos. 

Tiraríamos crianças das ruas e ainda de quebra quem sabe garantir um pouco mais de alegria para o nosso povo tão sofrido com algumas medalhas e vitórias em eventos futuros.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Culpa e Julgamento


Sim, por vezes nos arrependemos de algumas atitudes que tomamos na vida, na verdade normalmente isso acontece com boa frequência.

E nos sentimos culpados inúmeras vezes por termos errado, conosco ou até mesmo com outras pessoas. Isso significa apenas que em alguns momentos a razão desaparece, se esconde e deixa que alguns impulsos mais básicos tomem as rédeas do comportamento.

Mas nenhum erro pessoal dá direito a ninguém para julgar os seus atos.

Normalmente o fardo da culpa já é pesado demais, fazendo com que seja necessário tratamento, atenção e cuidados. Carregar o fardo do julgamento alheio já é excesso.

Não deixe sua dor, remorso ou tristeza aumentar pelos dedos apontados em sua direção, porque, pode ter certeza, a maioria daqueles que julgam tem “pecados” maiores ou ao menos tão grandes quanto os seus.

Na terra não existem anjos, todos os humanos são falíveis e ainda assim existem pessoas que trocam o espelho pela vida alheia e por não poderem dormir tranquilos preferem tirar o sono dos outros.

Tropeçou, levante, erga a cabeça e siga em frente, não ligue para os sorrisos irônicos daqueles que um dia também vão cair e nesse momento sentirão na pele o resultado das gargalhadas sem graça que um dia deram.

Todo tropeço é um aprendizado e a dor ajuda a diminuir os erros e os riscos com o passar do tempo. 

Claro que quem insiste em cometer os mesmos erros sempre tende a ter uma personalidade mais fraca, uma vulnerabilidade maior e um amor próprio jogado no chão pela falta de estima, mas nem assim, nem nesses casos mais enfáticos, pode existir o direito do julgamento.

Se você não sente na pele o que o outro está sentindo, se não pensa e nem passa pelas mesmas situações que o outro, não tente achar que suas palavras amargas vão trazer qualquer  benefício.

Se não tem capacitação para ajudar, procure o silêncio e aquele que se sente culpado, se não for para escutar palavras de apoio, mesmo que duras, coloque um fone, uma música e tampe os ouvidos...

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Antes que seja tarde demais


Por vezes deixamos que o orgulho domine nossa mente e nossas atitudes a acabamos deixando de lado pessoas que são importantes demais para as nossas vidas.

Por vezes também a preguiça, a soberba, a certeza de que haverá outras oportunidades fazem com que deixemos de ligar, procurar, falar o que sentimos para essas pessoas.

E a vida pode ser implacável, pode levar embora em um sopro aquela pessoa e deixar em seu lugar um arrependimento eterno por tudo o que não foi dito, por todos os abraços não compartilhados, por aquele pedido de desculpa que não conseguiu passar pela boca, pelo perdão que não mais vai sair do coração e vai viver como uma pedra enterrada no fundo dos sentimentos.

Nesse momento não mais vai adiantar chorar, nem lembrar que o telefone estava ali do lado e uma simples mensagem para perguntar se estava tudo bem poderia ter feito toda a diferença.

Claro que a tristeza da perda e o arrependimento  pelo que não foi feito nem dito pode se dar entre amigos, namorados, até mesmo colegas, mas nada atinge mais fundo nossas entranhas do que quando deixamos de lado e depois perdemos alguém da família.

Pois a família é a base de tudo e é o pilar da nossa existência. Não esqueçamos que sem o Pai e a Mãe não haveria vida e independente do grau de dificuldade na relação familiar, sempre devemos ser gratos a essas duas figuras que nos deram a oportunidade de experimentar a maravilha do viver.

Então, caso ainda tenha a graça de ter mãe, pai, avós, irmãos, não deixe de fazer uma ligação para saber se estão bem, para dizer que os amam, para demonstrar gratidão pela vida. Não digam que estavam sem tempo, cansados, com sono. O telefone está à mão e se você pode curtir uma foto no facebook e tem tempo de fazer um comentário, não é possível que não possa fazer isso para dizer na linha do tempo deles o quanto é feliz por tê-los em vida.

Vá visitar seus avós, não se esqueça de mandar um “whatsapp” para seus primos, e sempre entenda que por mais difícil que seja a relação familiar, os pais acima de tudo amam seus filhos. Por mais que algumas situações como dinheiro, divórcio e distância se oponham, os pais, exceto em raríssimas ocasiões,  sempre amam seus filhos.

Não perca mais tempo. Perdoe, responda, telefone, escreva, antes que seja tarde demais...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...