segunda-feira, 10 de abril de 2017

Culpa e Julgamento


Sim, por vezes nos arrependemos de algumas atitudes que tomamos na vida, na verdade normalmente isso acontece com boa frequência.

E nos sentimos culpados inúmeras vezes por termos errado, conosco ou até mesmo com outras pessoas. Isso significa apenas que em alguns momentos a razão desaparece, se esconde e deixa que alguns impulsos mais básicos tomem as rédeas do comportamento.

Mas nenhum erro pessoal dá direito a ninguém para julgar os seus atos.

Normalmente o fardo da culpa já é pesado demais, fazendo com que seja necessário tratamento, atenção e cuidados. Carregar o fardo do julgamento alheio já é excesso.

Não deixe sua dor, remorso ou tristeza aumentar pelos dedos apontados em sua direção, porque, pode ter certeza, a maioria daqueles que julgam tem “pecados” maiores ou ao menos tão grandes quanto os seus.

Na terra não existem anjos, todos os humanos são falíveis e ainda assim existem pessoas que trocam o espelho pela vida alheia e por não poderem dormir tranquilos preferem tirar o sono dos outros.

Tropeçou, levante, erga a cabeça e siga em frente, não ligue para os sorrisos irônicos daqueles que um dia também vão cair e nesse momento sentirão na pele o resultado das gargalhadas sem graça que um dia deram.

Todo tropeço é um aprendizado e a dor ajuda a diminuir os erros e os riscos com o passar do tempo. 

Claro que quem insiste em cometer os mesmos erros sempre tende a ter uma personalidade mais fraca, uma vulnerabilidade maior e um amor próprio jogado no chão pela falta de estima, mas nem assim, nem nesses casos mais enfáticos, pode existir o direito do julgamento.

Se você não sente na pele o que o outro está sentindo, se não pensa e nem passa pelas mesmas situações que o outro, não tente achar que suas palavras amargas vão trazer qualquer  benefício.

Se não tem capacitação para ajudar, procure o silêncio e aquele que se sente culpado, se não for para escutar palavras de apoio, mesmo que duras, coloque um fone, uma música e tampe os ouvidos...

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