segunda-feira, 29 de maio de 2017

Como o atendimento pode acabar com o seu negócio


Não é segredo para (quase) ninguém que no Brasil um empresário tem dificuldade em manter seu negócio, pagar todos os impostos, todos os colaboradores e ainda ter um lucro razoável.

Aqueles que conseguem, precisam prestar atenção em um ponto fundamental, o mais importante de todos, que é se manter no mercado, sobreviver à concorrência e criar estabilidade.

Para isso o empresário precisa entender duas coisas fundamentais: A primeira é que não existe nada mais importante do que o cliente. Somente o cliente pode fazer com que a empresa cresça e somente ele pode fazer com que ela desapareça. A segunda é que uma equipe ruim, mal treinada, desmotivada, sem perspectivas pode fazer com que todo planejamento, investimento e trabalho vá por “água abaixo”.

Já presenciei clientes saindo de restaurantes após ficarem mais de 15 minutos sentados sem nenhum garçom aparecer com o cardápio, já vi hóspedes abandonando o hotel por serem ignorados em seus pedidos, já vi, muitas vezes, clientes saindo de lojas por serem mal atendidos ou ignorados e o pior, já ouvi de vendedores que não atendem mesmo clientes que eles acham que não vão comprar nada, para não voltar ao fim da fila do atendimento.

Eu mesmo não gosto muito de brigar e nem reclamar, porque quando o atendimento é ruim a situação pode apenas piorar. Então o que eu faço é o mesmo que faz a maioria, simplesmente não volta mais ao lugar. Tenho uma grande lista de lojas, hotéis, bares e restaurantes que não frequento mais e sei de alguns que já não mais existem, trocaram de dono ou de nome, tudo por falta de atendimento.

Um cliente nunca pode pagar um produto e receber outro, ou ficar sem receber, não pode esperar a boa vontade do funcionário em atende-lo, nem ficar sem respostas. O mercado é competitivo e uma empresa com preço similar, ou mesmo até um pouco mais caro, tende a conseguir fidelizar clientes se estes ficam satisfeitos e se sentem valorizados.

Aqueles que pensam que existem milhões de clientes para atender e que portanto um ou outro que reclamam e não compram mais não farão diferença, serão os primeiros a fechar as portas...

domingo, 21 de maio de 2017

Sergipe

Já que semana passada escrevi sobre viagens, vou compartilhar um pouco sobre a viagem que fiz no final do ano passado, para celebrar o réveillon.

Há exatamente um ano estava decidindo o que fazer no Réveillon e resolvi conhecer a cidade de Aracajú, no Estado de Sergipe, para onde nunca havia ido.

E a viagem quase não aconteceu, primeiro porque eu mesmo fiquei doente e houve a possibilidade de eu ter que ficar em repouso por um número de dias maior do que realmente aconteceu e depois pela situação com o meu Pai. Mas acabei indo, mesmo não conseguindo aproveitar bem toda a viagem.

Mas o que realmente importa é que apesar do povo acolhedor, da bela orla e do potencial turístico, o desgoverno faz com que esse potencial fique muito abaixo do que poderia ser.

O Hotel, que em poucos anos já teve 3 diferentes proprietários, até que se esforça para atender, mas o número de funcionários reduzido e a falta de treinamento para a demanda fez com que houvessem momentos de stress ao invés de só relaxar.

Contudo, o pior, mais triste mesmo, é a praia. Mar impróprio para mergulho e sem nenhuma estrutura para o turismo, o que acaba afastando as pessoas para os bares e restaurantes da Orla. E, por fim, a cidade em si. Fazendo o City tour você se depara com o descaso total do desgoverno. Sujeira ( Que faz parte de todas as outras cidades do País ), patrimônio pichado, prédios históricos abandonados, o mercado central mal cuidado, enfim...

O que fiz por mais tempo mesmo foi ficar no hotel, na piscina e fazendo apenas caminhadas na areia.
Isso me faz sempre pensar no azar pela nossa colonização ter sido já um início de destruição da beleza que temos e na nossa incompetência centenária em eleger bandidos que nunca pensaram no nosso solo e nem no nosso povo. Quanto dinheiro hoje está no exterior, que deveria prover uma vida mais digna para o povo sofrido e investido em educação para que todos cuidassem melhor do nosso bem maior e que é cada vez mais escasso, nossas belezas naturais...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Viagens


Depois de algumas semanas escrevendo sobre assuntos mais delicados, mais chatos, apesar de importantes, esta semana resolvi relaxar um pouco.

E para relaxar não há nada melhor do que uma bela viagem.

Seja sozinho, com a família, com os amigos ou em casal, sempre há um bom motivo para viajar.

Eu, particularmente, já decidi que o que pretendo para os próximos anos é ter muita saúde e energia para trabalhar e com o ganho do meu trabalho, poder cada vez mais viajar. Conhecer novos lugares e sempre voltar para as cidades que mais gosto e que não consigo ficar longe.

Fazer caminhadas na praia, pensando no que passou e no que vai vir, deitar ao lado da piscina para deixar a energia do sol recompor as coisas que a rotina do dia a dia nos tira, me esticar em uma rede, numa varanda com um bom livro e ao lado da paz.

Sempre que possível estar em contato com a natureza, poder me aproximar de animais diferentes, tocar e sentir tudo aquilo que tanto me faz falta na “Cidade Grande”.

Ter acesso a novas culturas, novas línguas ou até mesmo novas formas de falar coisas que conhecemos bem. Registar em fotos, mas principalmente na memória as sensações e até mesmo os diferentes gostos de cada lugar.

Enfim, viajar é como uma vida diferente que dura alguns dias e abre o horizonte para o desconhecido, para que possamos entender que o mundo é muito mais do que aquilo que fica apenas ao nosso redor.

O meu próximo destino já sei qual é e o seu, você já sabe? Vamos viajar!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Meus Valores, Meu Ponto de Vista


Quando perguntam qual é o meu lado em qualquer discussão, digo: Meu lado é o do respeito. Quando perguntam a minha religião, também digo: Minha religião é o respeito.

Sim, tenho meu ponto de vista sobre tudo, mas tenho a perfeita consciência de que o fato de eu pensar de uma forma não inviabiliza a existência de outras formas de pensar e de ver o mundo.

Costumo dizer para a minha mãe que não existe certo e nem errado (principalmente quando ela diz que eu faço as coisas errado). Eu digo a ela que as coisas que eu faço são do meu jeito, do jeito que eu aprendi e do jeito que eu gosto. E que jamais vou querer que ela faça na casa dela as coisas do meu jeito.

Isso é respeito.

Preciso confessar que o meu único "divertimento" mais mórbido é de vez em quando entrar nas redes sociais e abrir os comentários de postagens sobre aleatórias para ver como é interessante a falta de respeito das pessoas com opiniões contrárias.

Fora os erros de português que me causam vergonha alheia (E olha que eu não sou muito bom em gramática!), as discussões acaloradas, ofensas e brigas virtuais chegam a ser engraçadas. Tirando as mentiras absurdas e a chatice da militância política que apoia com olhos vendados os erros dos seus e aponta os mesmos erros nos outros, o que sobra são pessoas que mal sabem sobre o que estão falando e outras que resolvem escrever "textão" para combater as ideias de um Tico Santa Cruz ou de um Lobão da vida.

Os apoiadores do político A vão à loucura quando nas listas de delações seu nome não aparece, mas não se importam ao saber que em 30 anos na política ele não fez nada relevante como parlamentar pelo país, assim como como os amantes do de outro político deliram quando um apoiado sai da cadeia, sem se importar com o dinheiro que ele desviou através de esquemas e propinas desde, certamente, antes do mensalão. Isso sem falar nas almas que fizeram vaquinha para ajudar políticos milionários.

Mas eu vou criticá-los por isso, vou ofender, gritar, falar que todos estão errados e tentar enfiar goela abaixo a minha opinião ? Não, claro que não.

Eu acho que as pessoas normalmente tendem a ser egoístas, não só quando pensam em si mesmas, mas quando apoiam exclusivamente pessoas com as mesmas crenças e pensamentos. Criam grupos de apoio e “defesa” que invariavelmente vão contra outro grupo de pensamento divergente.

Enfim, uma chatice sem tamanho. O mundo seria bem melhor se houvessem debates legítimos e as escolhas fossem aceitas e respeitadas. O que é irritante é ter que ler que uma população inteira “emburrece” quando elege um candidato e anos depois se torna “inteligente” por eleger a oposição. É colocar em um barco todos que não pensam como você e ignorar que você pode discordar dos dois lados, que você pode estar em uma posição intermediária, que pode ter uma opinião diferente. No meu caso específico, sou contrário a todos os partidos políticos e políticos em geral. Não me contento com o bom trabalho de um governante que em troca acha que tem direito que aplicar golpes milionários das cidades, estados e país. Mas nem por isso vou sair xingando os que pensam diferente.

Eu acho que politicamente chegamos ao fundo do poço, mas um fundo falso, porque no nosso país, os governantes TODOS, de todos os partidos, cores e ideologias, sempre nos entregam pás para cavarmos cada vez mais fundo.

O que eu realmente queria era poder viver em paz, um país sem violência e com educação, onde fosse possível sair à noite tendo uma probabilidade maior de voltar para casa. E hoje não é possível fazer isso porque nossas leis são brandas com quem comete delitos, começando de cima, dos bacanas da vida que cumprem prisão domiciliar em um domicílio que mais parece um clube com todos os confortos do mundo e passando pelos traficantes e assassinos que quando são presos voltam rapidamente à rua para atacar de novo. 

O que nos resta? O respeito e seguir tentando sempre melhorar a cada dia, mesmo que seja para podermos olhar no espelho com dignidade e deitar no travesseiro com a consciência tranquila...

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que fazer com tanta violência?


Buzinas tocando sem parar, gritos saindo pelas janelas dos carros, xingamentos e ameaças. 

“Torcedores” de times distintos que precisam ser escoltados pela polícia. Programas de TV que mais parecem transmissão ao vivo de uma guerra, tamanho o número de balas e pessoas atingidas por elas que assistimos cair todos os dias. Ônibus incendiados, espancamentos, sequestros e, infelizmente, tantas outras coisas. Aonde vamos parar com tanta violência?

As agressões são intermináveis, e por qualquer razão e de qualquer maneira, seja física, verbal ou até mesmo psicológica.

Mas porque as pessoas se tornaram esses seres tão raivosos, tão mal-educados, sem respeito pelo outro e suas opiniões? O que nos transformou em inimigos ao invés de adversários, em surdos quando a outra pessoa  fala e tão agressivos a ponto de não conseguirmos conversar civilizadamente com quem tem uma opinião diferente?

Realmente não tenho explicação para isso. Em três décadas vi muita coisa se transformar e o medo aumentar a ponto de tomar conta de boa parte dos nossos dias. Medo de sair e não voltar, medo de usar um relógio bonito, até mesmo um tênis diferente! Medo de ladrão, da polícia, medo de bala perdida, medo de bullying, de políticos, medo de tanta maldade.

Como não podemos depender da educação, afinal hoje em dia professores tem medo dos alunos, precisamos tentar fazer alguma coisa que comece por nós mesmos e isso não representa sair por aí atirando em todo mundo. (Isso aumenta a violência)

Todos aqueles que têm um pouco de consciência, conhecimento, educação, deveriam a cada dia mudar seus comportamentos, ser menos agressivos e mais compreensivos. Fundamentalmente sermos mais empáticos, não julgar e nem criticar destrutivamente aos outros que pensam diferente de nós.

Temos que promover debates saudáveis e não responder as ofensas que lemos ou ouvimos. Não podemos descer ao nível daqueles que não tem outra arma sem ser a agressão. Claro que não quero que ninguém “de o outro lado” depois de tomar um tapa na cara, mas apenas que não revide, que saia, se distancie e aos poucos, quem sabe, as pessoas comecem a enxergar que o mundo pode ser diferente.

A Mudança começa conosco, sejamos aquilo que esperamos do outro, vamos nós, devagar, semear a paz, porque senão será impossível lidar com tanta violência...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...