domingo, 24 de setembro de 2017

Namoro ou Casamento ?

Muitas pessoas não conseguem pensar na própria vida sem ter uma companhia, sem ter aquela pessoa que parece completar o que parecia estar faltando, que faz os dias serem mais coloridos e etc...

Normalmente os relacionamentos começa com o namoro e tudo vai bem até que surjam as primeiras dificuldades, como ciume, diferenças de comportamento e preferências, mas as coisas boas compensam essas negativas e tudo continua bem.

Decidem, depois de algum tempo, as vezes grande, as vezes nem tanto, que querem dividir algo mais, quem sabe construir uma família com filhos, ou quando os filhos vão aparecer sem planejamento e então resolvem casar.

Essa decisão é muito importante, pois nesse momento é preciso entender que grande parte das individualidades tendem a desaparecer. O conforto das contas pagas pelos pais, a despreocupação com a comida e com a cozinha, o aluguel ou prestação do apartamento, o condomínio, novos vizinhos, tudo isso pode ser um fator complicador para o início da relação.

O companheirismo, a confiança, a paciência têm que ser fortes o suficiente para que a relação não fique apenas nas "mãos do amor". Sendo assim, a tendência é que o casamento prospere, caso contrário, a chance das coisas desandarem rápido é grande.

Então, como decidir se o melhor é continuar namorando ou casar?
Primeiro é preciso se conhecer muito bem, mais até do que conhecer o a outra pessoa. É preciso parar e imaginar como serão os dias, mas esquecer da história do "dormir e acordar ao seu lado", porque normalmente as pessoas só pensam nas coisas prazerosas da relação, mas não se perguntam como vão se comportar ao chegar em casa e não poder mais fazer as coisas que estavam acostumadas, até mesmo a parte em que conversavam sobre o dia com a pessoa que agora está dentro de casa.

Se conhecer significa muito e pode evitar problemas futuros. Se você não se acha capaz de engatar um relacionamento diário com outra pessoa, não se apegue à coisas da sociedade, como " Vai ficar para Titia", ou "Na sua idade eu já era pai" ou qualquer outra coisa que escute. Lembre-se, cada um deve viver a própria vida e não tentar viver a vida de alguém que não seja você mesmo.

Pare, respire e analise se o namoro feliz de hoje não vai virar um casamento que pode terminar amanhã antes de começar a gastar o dinheiro que talvez você não tenha, para realizar um sonho que depois pode virar um pesadelo.

Mas, se depois de se olhar no espelho e para dentro perceber que vai encarar a situação, que está preparado para a vida à dois, siga em frente, mas siga com seu coração e sem arrependimentos.

Descubra você se é melhor namoro ou o casamento, porque ninguém mais pode descobrir por você!

Até semana que vem!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pedacinhos



Uma Querida amiga me disse há algum tempo uma frase que mudou minha percepção sobre a vida em vários aspectos: - Você só pode dar aquilo que tem, aquilo que recebeu e recebe.

E isso é a mais pura e cristalina verdade. Se você recebeu amor, vai distribuir amor, se recebeu carinho e atenção, vai devolver as mesmas coisas, se recebeu raiva, mágoa e tristeza, vai devolver isso ao mundo.

Nós somos a soma de vários pedacinhos que fomos juntando diariamente em nossa vida, fomos juntando o amor da mãe, a atenção do pai, o respeito dos professores entre tantas outras coisas, que podem ser boas ou ruins.

Se a maior parte das coisas que recebemos fez de nós pessoas boas, é porque tivemos a sorte por estar rodeados de seres iluminados e que agregaram qualidades que nos são tão importantes. Se somos carregados de inveja, preconceito, ódio, dificuldade de aprendizado, entre outras tantas coisas negativas, é porque nos faltou receber coisas melhores.

Mas nunca é tarde para procurar um caminho melhor, para encostar em pessoas leves, com qualidade de vida que não se baseia em status, sucesso ou dinheiro, mas sim em paz, sorrisos e sabedoria.

E podemos descarregar todas as partes ruins que recebemos em outros lugares, não em pessoas, solte seus "cachorros" no chuveiro, em uma praia isolada. Derrube suas lágrimas em ombros fortes que possam absorver e enterrar no mundo para que não voltem mais. Mas não continue alimentando as coisas que lhe fazem mal, senão vai continuar despejando veneno em outras pessoas, que podem querer se afastar de você.

Busque amor e conforto na família, em amigos verdadeiros, mas seja uma pessoa verdadeira também, não viva apenas tentando sugar o que os outros tem de bom com pensamento negativos, pois no meio do caminho o que te alimentaria, vai trazer mais fome para a sua alma.

Não aceite a sua vida se não está satisfeito com ela, mas não deseje a vida de ninguém, não inveje, você não sabe o que a outra pessoa passou e nem mesmo como ela vive consigo mesma.

Enfim, procure os pedacinhos que estão faltando e procure sempre doar tudo de bom que você tem, para sempre caber mais.

domingo, 10 de setembro de 2017

Eu estou certo, ou você está errado...


Já escrevi algumas vezes aqui no meu espaço pessoal sobre a falta de respeito que impera nos dias atuais. Pessoas que não aceitam opiniões alheias, que se escondem atrás das fotos, ou anonimamente com avatares nos lugares dos próprios rostos, nas redes sociais para destilar todo o seu ódio, ignorância e português decepcionante, para não dizer ridículo, por simplesmente não concordarem com o que leem, escutam ou assistem. Isso quando julgam a matéria ou reportagem apenas pelo título e com a falta de conhecimento e educação no sentido literal, acabam passando ainda mais vergonha ao "latir" contra alguma coisa que tentam defender.

E nem adianta tentar argumentar, porque pessoas assim não conseguem, ou não sabem o que significa dialogar, tentar absorver conhecimento ou respeitar quem pensa diferente. Em linhas gerais, é uma tentativa de empurrar "goela abaixo" suas verdades e opiniões, como se não houvesse outra possibilidade. Ou eu estou certo, ou é você que está errado, simples assim.

E não importa qual seja o assunto. Futebol, outros esportes, religião, política e políticos, preferências musicais e até atores, apresentadores e afinas.

É uma coisa maluca, como se todos fossem obrigados a gostar de quem "eu" gosto e odiar quem "eu" odeio, porque "eu" sei o que é bom, o que é certo, "sou" o melhor comentaria, "gosto" do melhor cantor e por aí vai.

E o que potencializa esse problema, são as redes sociais, pois estes sabichões se sentem à vontade para escrever as besteiras e ofensas sem se preocupar. Não vejo a hora de criarem uma regulamentação clara e punitiva para esses valentões que usam a Internet como terra de ninguém. 

Há algum tempo atrás eu vi uma situação muito legal. Um comentarista esportivo foi achincalhado por um pseudo-torcedor que não concordou com sua opinião e ainda o ameaçou de várias maneiras. Inteligente, o jornalista publicou as ofensas em suas redes sociais e avisou que estava levando os "prints" para a delegacia de crimes virtuais. Em minutos o valentão colocou o rabinho entre as pernas e pediu desculpas públicas pela internet e aumentou ainda mais a vergonha que passou, pois além de tudo, não sabe escrever direito...

Enfim, aprendam pessoas, existem muitas coisas no mundo que não são nem certas, nem erradas, pessoas têm personalidades diferentes, visões diferentes, gostos diferentes e opiniões diferentes, portanto não resta nada a não ser respeitar e saber conviver com as diferenças.

Afinal todos podem estar certos...

domingo, 3 de setembro de 2017

As Mentiras que os Pais Contam...


Falar a verdade para crianças ainda é um grande tabu para muitos pais. Crianças com mais de 3 anos de idade já tem percepção própria de muitas coisas e algumas mentirinhas inocentes podem confundir a cabeça da criança, sem contar, claro, que ela pode entender que mentir é uma saída para os seus problemas e a grande maioria dos pais reclama das mentiras das crianças, mas não percebe que quem os ensinou a mentir foram eles mesmos.

Desde pequena a criança começa a ter uma boa noção de tempo e distância. Então questões como rápido e perto são referenciais. Ao dizer que vai sair mas volta rápido, só que esse rápido é uma "mentirinha", o referencial de tempo da criança se altera. Se vai demorar, defina melhor, para a criança entender e se acostumar. Diga que volta na hora do almoço, na hora do desenho, ou qualquer outro referencial mais palpável e realista. Se vai fazer uma viagem com a criança e tem medo dela ficar perturbando no carro ou em outro meio de transporte, não diga que o destino está perto se realmente não estiver. Senão o mesmo problema descrito acima vai acontecer. A escola ou a casa de um colega pode ser considerado perto, quando na verdade é longe se o entendimento de distância dele for deformado.

Negar um pedido da criança justificando falta de dinheiro, quando essa não é a verdade, também é um tiro no pé. A criança pode perder a noção de caro e barato, além de entender que pode fazer birra para conseguir alguma coisa se perceber que o dinheiro não é "físico", pois vai ver sempre o pai e a mãe usando cartões ou outras formas de pagamento. Seja honesto e prático, eduque, imponha a autoridade e diga que não é hora, não é o lugar, que a criança vai precisar esperar seu aniversário ou dia das crianças e etc...

Assustar a criança, dizendo que se ele não fizer algo que você quer o bicho papão vem pegar, o homem do saco, a assombração entre outras lendas, também é um erro comum. A criança precisa aprender a respeitar e não ter medo. Normalmente esses medos são incutidos na criança em uma fase complicada da formação de personalidade e ela vai associar os personagens malignos às suas atitudes e uma hora ou outra vai descobrir que era tudo mentira e haverão apenas duas possibilidades, ou a criança vai virar uma pessoa assustada e medrosa, ou pior, não vai ter medo de nada.

Claro que esses são apenas alguns exemplos e existem muitas outras mentiras que certamente também não devem ser contadas, a dona cegonha que o diga...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...